Sena

Facebook Vanity URLs

Sábado, 13 de Junho, exatamente 01:00 da manhã, o Facebook começou seu programa de atribuição de “vanity URLs” ou URLs fáceis. Acabo de pegar a minha: http://www.facebook.com/csena. É, eu sei, preciso gastar mais tempo mantendo minha página decentemente. Shame on me… 8-(

Duas coisas difíceis de entender:

  • Como o Facebook demorou tanto pra ter um recurso tão óbvio?
  • Já que demorou tanto, porque não aproveitaram a oportunidade para criar uma fonte de monetização?

Corra, e pegue já a sua URL!

Sena

CLIIC 2.0

Começa hoje o CLIIC 2.0, “Congresso Laboratório de Inovação e Inteligência Coletiva”. O CLIIC se propõe a “responder” às demandas da crise atual em uma série de encontros, debates, streams e “projetos”. O intento é apontar soluçoes e disparar ações efetivas baseadas em mídia.

Começamos em 1 e 2 de Junho de 2009, no TUCA, na PUC-SP.

Vou tentar mandar imagens ao vivo pelo Kyte:

Semana movimentada, hein? Teve anúncio da Microsoft (Bing), anúncio do Google (Wave), start-ups interessantes (Siri), pouco tempo depois do lançamento do Wolfram|Alpha. O assunto de agregação de redes sociais e ferramentas de comunicação (Google Wave) também me interessam, mas deixo os comentários sobre o Wave para o próximo post. Agora vou refletir um pouco sobre as outras três ferramentas, que tem de comum algo de conhecimento estruturado, ou computacional.

Wolfram|Alpha
O Wolfram|Alpha foi lançado no dia 15, com grande alarde e expectativas. Apesar de ter gente comparando-o ao Google ou ao Wikipedia, ele é um animal de outra espécie, e tem semelhanças tanto com o Bing como com o Siri. O objetivo declarado do Wolfram|Alpha é criar modelos matemáticos sobre uma grande variedade de fontes de dados para modelar o conhecimento em áreas específicas. Por exemplo, você pode fornecer questões objetivas, tais como o nome de um país ou de uma pessoa famosa para obter informações como a população e o PIB, ou a data e local de nascimento. Se você é um pesquisador ou estudante de ciências exatas vai se deliciar com ele. Você pode fornecer qualquer equação para receber a plotagem gráfica, sua integral e derivada, fórmulas alternativas, etc. Uma observação: todas as consultas devem ser feitas em Inglês, e em alguns momentos você precisa usar determinados símbolos matemáticos. Para consultas bastante objetivas é muito prático, por exemplo, “internet users brazil,usa”.

Microsoft Bing
A primeira polêmica do Bing foi por causa do seu nome (Bìng pode ser traduzido como doença em mandarim). Até o Sergey Brin, do Google, se divertiu com o nome. Depois do Microsoft Live, que lido ao contrário é “Evil”, parece até de propósito. Quem sabe o nome anterior, “Kumo”, daria menos dor de cabeça…

Em primeiro lugar, o Bing ainda não está disponível. O Bing tem um objetivo semelhante ao Wolfram|Alpha, mas sem explicitar tanto os modelos matemáticos por trás da ferramenta (pudera: Stephen Wolfram, o criador do Wolfram|Alpha é um matemático famoso e fez fortuna graças ao seu software Mathematica). O mantra do Bing é “o mundo não precisa de um novo buscador, precisa de um solucionador de problemas”, o que já deixa claro seu posicionamento. O Bing vai se especializar em algumas áreas de conhecimento do uso cotidiano, ao contrário do Wolfram, como compras, saúde, restaurantes e viagens. Você poderá fazer perguntas (em Inglês) do tipo “câmeras digitais” e ele vai trazer comparativos de preços e funcionalidades, análises de especialistas, especificações, etc. Outros exemplos de consultas são “qual é o próximo vôo para Chicago” ou “qual é o melhor restaurante chinês”.

SiriO Siri por sua vez se posiciona como um assistente virtual. Ele é um aplicativo para o iPhone com capacidades de reconhecimento de voz, que aceita perguntas do tipo “preciso de um taxi” ou “bom restaurante italiano perto de casa”. Neste sentido a sua finalidade guarda alguma semelhança com o Bing, mas em um contexto diferente, pois o usuário pode estar em movimento, tem uma interface limitada para digitação e a sua localização geográfica é importante.

A primeira limitação aparentemente seria o fato das três ferramentas estarem limitadas a certos domínios do conhecimento, como bases de dados estatísticas, tabelas de horários de vôo e listas de endereços. No entanto, esta limitação de certa forma é uma força, pois permite um alto grau de especialização.

A segunda limitação é a completa ausência de referências sobre a disponibilização das ferramentas em outros idiomas. Se não há referências ao francês, alemão e espanhol, quem dirá à nossa bela e inculta língua. Imagino que não seja apenas uma questão de “americanocentrismo” ou “anglocentrismo”, mas que o reconhecimento das questões e fórmulas em diferentes línguas deve ser um belo desafio.

No entanto, não são estas duas limitações que me chamaram a atenção, e agora concluo o raciocínio embutido no título deste post. Basta observar as pessoas à sua volta usando o Google (ou analisar o referrer nos logs do seu website) e você vai concluir que a maioria dos usuários brasileiros usa uma ou duas palavras na busca. A conclusão: nós não sabemos perguntar. A eficiência destas ferramentas depende da capacidade de raciocínio objetivo para elaborar boas questões para obter boas respostas. Saber elaborar boas questões já é importante para pesquisar no Google, tanto mais importante será nesta nova classe de ferramentas.

Obviamente as pessoas que chegaram até este ponto neste post tem capacidade crítica e domínio do idioma (até do Inglês) suficientes para obter bons resultados destas ferramentas. O meu ponto é que, ainda que o idioma não fosse uma barreira, como os usuários de internet de um país que ficou em 49º lugar entre 57 países no teste de leitura do Pisa (Programa de Avaliação Internacional de Estudantes) podem usufruir de tal avanço tecnológico? Penso que devemos avançar em duas frentes:

  • Investimentos em Educação! Para que o Brasil realmente possa despontar como um grande criador de tecnologia e fazer um bom uso delas, em lugar de apenas despontar como campeão nos rankings de horas de uso na internet gastas em redes sociais e ferramentas de comunicação, é fundamental aumentar as capacidades de leitura, raciocínio lógico, crítica e cultura geral.
  • Enquanto isso, como nós, criadores de tecnologia, podemos criar mecanismos de inclusão digital para os iletrados? Ferramentas como Siri (obviamente em dispositivos mais baratos do que um iPhone) podem estender os serviços públicos para populações carentes? Como usar estas mesmas ferramentas para colaborar com o item anterior?

Estas questões são pra pensar. Um bom local para este tipo de discussão é o Cliic 2.0. Nos vemos lá!
Atualização:
O Bing foi pro ar hoje. Ao contrário das minhas expectativas, existe sim uma versão em Português, mas recomendo fortemente que você mude o seu local para “United States (English)” para não se frustrar. A versão em Português tem a mesma interface, no entanto se resume a uma versão bonitinha do antigo Live Search (traduzindo, um Google bem piorado), encontrando apenas referências de notícias.

Sena

Salas de Cinema 3D

Acabo de publicar uma lista de salas de cinema 3D no Brasil. Esta lista faz sentido hoje, enquanto o número de salas ainda é pequeno e muita gente ainda não viu um filme em 3D. Espero que em breve a quantidade de salas seja tão grande que eu não precise mais manter a lista atualizada. Na lista você pode encontrar os maiores e menores preços (geralmente às quartas-feiras) dos ingressos para 3D, os bairros e rede à qual pertencem, além do endereço e mapa.


Veja o mapa ampliado e a lista completa

Algumas curiosidades que encontrei na preparação desta lista:

  • Hoje existem 52 salas de projeção preparadas para 3D, distribuídas em 25 cidades de 13 estados diferentes.
  • A cidade de São Paulo conta com 17 salas de projeção, sem contar com as 5 da região metropolitana e ABC.
  • O ingresso mais caro custa R$ 30, no Arteplex Pompéia IMAX. No entanto também é a maior barbada: clientes do Unibanco e Itaú tem desconto de 50%, ou seja, podem assistir 3D no IMAX por apenas R$ 15! Mas cuidado, você precisa chegar com horas de antecedência para comprar o ingresso, ou reservar pela internet com o custo adicional de R$ 2,80 por ingresso
  • Os ingressos mais baratos (R$ 8,00) são os da rede Multiplex, nos dias promocionais, e em algumas cidades: Londrina, Cuiabá, Mauá, Campo Limpo (SP), S.J.Rio Preto, Taboão da Serra e Duque de Caxias. Já o preço em dia normal mais barato é em Florianópolis, R$ 15,95
  • As salas começam a se espalhar pelo interior, periferia de São Paulo e pelas demais capitais. Confira a lista completa!

Uma observação final. Alguns dos preços são dos serviços de Internet, que normalmente cobram taxas de R$ 2 a R$ 2,80 por ingresso. Comprando os ingressos no local você deve economizar um pouco.

Manter esta lista atualizada vai dar bastante trabalho. Agradeço muito a colaboração de todos que puderem mandar suas correções e novas entradas. Se você ainda não assistiu um filme em 3D, escolha já a sua sala e veja Monstros e Alienígenas!

Sena

Saudosismo

Não sei que sentimento se abate quando se juntam várias pessoas da mesma geração que logo começa o “lembra-de-tal-música-ou-tal-coisa”. Na última sexta-feira juntamos uma rodinha de pessoas na faixa dos 30 anos para almoçar e - inevitável - logo estávamos falando das “velharias” da nossa época:

  • Mimeógrafo - quando as máquinas de xerox eram raras ou caras, e não existia nem ideia de computador pessoal, as provas da escola eram feitas nesse tipo de duplicador baseado em papel estêncil (com tinta) e álcool. Logo um gaiato lembrou que o melhor era o “cheirinho” da prova
  • Cassiopeia - alguém se lembra desse dinossauro dos palmtops?
  • Revista MicroSistemas - quem já era geek nos anos 80 tinha um micro Sinclair Z80 ou os equivalentes nacionais, o TK-82, TK-85, etc. E quem tinha um micro desses obrigatoriamente era leitor assíduo da revista MicroSistemas. Pra quem não viveu naquela época é difícil de acreditar: a revista trazia listagens de programas e jogos em Assembly (!) ou Basic. Nós gastávamos a tarde inteira de Domingo digitando os programas pra jogar um pouquinho, e como não existia dispositivo de gravação ao final do dia o trabalho todo era perdido. Até que inventaram o uso dos gravadores cassette para gravar programas… Quem ficou com saudades, visite o site Data Cassette e veja as outras revistas
  • Programa Clip Informática da Rádio USP - por volta de 1986, a Rádio USP transmitia este programa nas tardes de sábado. A estranha “música” transmitida era nada mais nada menos do que o chiado de um modem que podia ser captado pelo rádio e gravado em fita cassette, e depois reproduzido no computador. Esse é o bisavô do download…
  • Linguagens pouco conhecidas, obscuras ou esquecidas - quem já programou em LISP para calculadoras HP? E computação gráfica em Prolog? Mini-programas de uma linha em awk? E quem já participou de um desafio de poesia em Perl (Perl Poetry)? Fora as clássicas Fortran e Cobol. A lista é longa…

O que mais te traz boas leambranças, meu amigo geek?

Sena

6 coisas sobre mim

Aceitei o meme da Vivi Campos e preparei uma lista de 6 coisas sobre mim. Uma parte da lista é um metameme, pois preparei listas de 6 coisas sobre as 6 coisas… Ai vai:

6 Tecnologias que estou trabalhando
Eu adoro tecnologia, consumo tecnologia e produzo tecnologia. Adoro meu trabalho que me permite pesquisar e desenvolver assuntos que eu acredito profundamente que terão impacto na vida das pessoas. Algumas das tecnologias que estou trabalhando no momento:

  • Widgets de TV - como fornecer acesso à internet na TV de uma forma que faça sentido. Vou preparar um artigo só sobre esse tema
  • Tecnologias aplicadas à educação - por exemplo, como baratear o custo de uma lousa digital para escolas carentes? Veja por exemplo o WiiBoard do Johnny Lee
  • Publicidade interativa
  • Redes sociais
  • Televisão 3D
  • Intranets

6 Últimos discos
Gosto de (quase) todos os estilos, do indie rock ao heavy metal, do soul ao rap. Como eu trabalhei por um bom tempo vendendo software comercial, para ser coerente, passei a comprar todos os meus discos. Quando entro em uma megastore já sei que vou sair com alguns discos ou livros. Minhas últimas aquisições:


Get a playlist! Standalone player Get Ringtones

6 Livros que estou lendo
Quem me conhece sabe que sou um tantinho ansioso. Não consigo me concentrar em uma coisa de cada vez, e assim também sou com os livros. Não é difícil estar com vários livros na minha cabeceira, todos pela metade, todos de temas diferentes. Vou avançando aos poucos, volto algumas páginas, abandono alguns pelo caminho. O que tenho agora no criado mudo:

6 Invenções na cozinha
Cozinho principalmente naqueles dias em que estou mais estressado. Espero três coisas da cozinha: fazer alguma coisa gostosa para quem amo, esfriar a cabeça e exercitar a criatividade. Não costumo seguir receita, prefiro escolher um ingrediente no mercado e a partir dele procurar o que mais pode combinar. Outra coisa que gosto de fazer é tentar reproduzir algum prato que eu tenha provado. Nem sempre dá certo, mas pelo menos me divirto… Aqui vão algumas tentativas na cozinha:

6 Pezinhos
Ahn? Meus grandes amores: minha esposa e minhas duas filhas = 6 pezinhos. Que forçada de barra, mas não poderia deixá-las de fora. Tenho duas adolescentes lindas, inteligentes, carinhosas. Não tenho muita paciência para fazer compras pra mim, mas em todas viagens sempre gasto horas escolhendo presentes para as três, principalmente roupinhas descoladas para as minhas filhas. Quase ia esquecendo de dizer, mas sou pai-coruja, babão…

Um Ano Difícil
Prevejo um ano difícil. Por um lado, vejo minhas filhas saindo da infância e entrando na adolescência. É puro egoísmo meu, mas é difícil aceitar que vou perdendo espaço na vida delas aos poucos. Estou começando a sentir o peso desses cabelos brancos.
Do outro lado, um ladrão silencioso. O ladrão não tem nome, são só suspeitos: o Sr. Alzheimer, o Dr. Parkinson, a tal da demenciação. Os diagnósticos nunca são conclusivos, são apenas suspeitas de um, do outro ou de todos. A única certeza é que o ladrão silencioso age rápido e vai levando embora quem eu amo. De um lado ou do outro, sofro por amar demais. Prevejo um ano difícil.

Depois do último post fiquei pensando nos últimos filmes que assisti com minhas filhas: a maioria em 3D! É claro que sendo eu interessado na tecnologia também dou um incentivo a mais. Aqui vai minha lista 3D recente:

  • Coraline
  • Bolt
  • Os Mosconautas
  • Viagem ao Centro da Terra

Alguém duvida que duas pré-adolescentes queiram ver o próximo lançamento, “Jonas Brothers - The 3D Concert Experience”? E quem com filhos nesta idade vai deixar de ver Monster vs. Aliens (não é terror, é uma animação mais pra Monstros S.A.), Up, A Era do Gelo 3 ou o próximo Harry Potter?

Consulte uma lista dos próximos lançamentos de animações e filmes infantis, e você perceberá que praticamente todos os filmes que nossos filhos verão em breve terão uma versão 3D, ou serão exclusivamente 3D. Qual será a expectativa destes espectadores ao assistir um filme em casa? Será que a TV e o videogame tradicionais perderão a graça? Ou é só uma forma de entretenimento a mais, para esta geração já tão cheia de distrações?

Sena

3D: Coraline e o Mundo Secreto

Coraline 3D Parece que desta vez o cinema 3D veio para ficar. Com produções cada vez mais caprichadas como é o caso do mais novo lançamento, Coraline, o 3D deixou de ser um efeito de parque de diversão para ser usado com inteligência como um recurso para contar uma história. Também vem se formando massa crítica; são nada menos de 12 salas de cinema no Brasil todo exibindo Coraline: São Paulo (Shopping D, Market Place, Iguatemi, Eldorado), Rio de Janeiro (Downtown), Belo Horizonte (Cineplex BH), Porto Alegre (Barra Shopping Sul), Curitiba (Shopping Mueller), Florianópolis (Floripa Shopping), Goiânia (Flamboyant), Manaus (Studio 5) e São José dos Campos-SP (Colinas).

Se você está na casa dos 30 e poucos anos e gosta de quadrinhos, provavelmente deve conhecer Neil Gaiman, da série de graphic novels “Sandman“. As histórias de “Sandmand” são de provocar calafrios até em marmanjos. O que esperar de um livro infantil escrito por Gaiman?

Coraline é um livro de 2002, escrito para crianças de 8 anos ou mais, no estilo de horror psicológico. Os pais de Coraline, ambos escritores sobre jardinagem “que odeiam terra”, se mudam para uma casa antiga compartilhada com gente muito estranha. À exceção de Coraline e seus cabelos azuis, todos os personagens são sombrios e lhe dão pouca atenção. Eis que Coraline encontra a passagem para um mundo secreto, paralelo ao seu mundo real e aparentemente muito melhor, exceto pelo fato de que todos tem botões costurados no lugar dos olhos. No desenrolar da história, Coraline vai se dando conta do terrível que é o outro mundo.

Como eu já havia expressado antes, na minha opinião, os melhores filmes 3D são aqueles no qual o recurso técnico serve a um propósito (Bolt, Casa Monstro), e não como um fim em si (Viagem ao Centro da Terra, Pequenos Espiões 3D). Não deixe de ver Coraline antes que estreie o novo blockbuster 3D: Jonas Brothers. No ano passado o lançamento de Hannah Montana 3D deixou o U2 3D praticamente fora de exposição nas poucas salas 3D da época.



Estou voltando neste post para acrescentar um vídeo fantástico, sobre a técnica de stop-motion usada neste filme. A dica do vídeo veio do bacaníssimo blog da Lya Zumblick.

A maioria de nós, paulistanos, pensa que a cozinha japonesa se limita ao sushi e ao sashimi (quem sabe, de vez em quando, um temaki?). No entanto estes pratos não são consumidos no dia-a-dia japonês, são usados mais nos dias de festa. Principalmente na correria das grandes cidades, comidas mais práticas como o Domburi (literalmente “tigela grande”, geralmente é arroz coberto com ovos, legumes ou alguma carne) ou o Lamen são o equivalente ao nosso “arroz-com-feijão”. Vamos tentar fazer um Lamen?

O Lamen é uma instituição da culinária japonesa. Os restaurantes especializados se orgulham dos segredos dos seus caldos e normalmente só servem este prato, e no máximo algum outro acompanhamento como o gioza. Grandes panelas ficam fervendo o caldo o dia todo (a semana toda?!?); quanto mais apurado, mais gostoso fica o caldo. O prato é composto de macarrão cozido, coberto com legumes ou carnes, e mergulhado em um caldo (o famoso miojo foi uma forma de industrializar a receita, mas não tem absolutamente nada a ver; não deixe de provar o lamen pensando que é igual a miojo!). O mais legal do lamen é que não existe “a” receita oficial, portanto não vou ter medo de criar a minha receita. A primeira dica é primeiro comer um bom Lamen, antes de se arriscar. Tem ótimas casas especializadas em Lamen na Liberdade, sendo a minha preferida o Aska Lamen (R. Galvão Bueno, 466), e o meu preferido é o Chashiu Lamen (Chashiu é porco assado no estilo chinês, espetado em longos garfos e assado lentamente). Aproveite a visita à Liberdade para comprar macarrão fresco para lamen, chikuwa (”tikuá”) ou kamaboko (massa de peixe), cebolinha ou nirá, e okazunori (alga assada e temperada).

Lamen

Aqui vai a minha tentativa de recriar um Chashiu Lamen em casa. O desafio é tentar recriar em casa algo que normalmente é feito em grandes quantidades. Comece colocando para cozinhar em bastante água uma peça inteira de lombo de porco. Adicione ao cozimento temperos à gosto (eu usei uma cebola inteira, uma cenoura em pedaços grandes, um talo de salsão, sal, um cravo espetado na cebola, pimenta do reino). Deixe cozinhar por bastante tempo até extrair um caldo generoso; se precisar adicione mais água. Quando estiver satisfeito com o caldo, retire o lombo e coloque-o em uma assadeira coberta de papel alumínio. Misture um pouco de mel com shoyu e pincele todo o lombo. Leve para assar sem embrulhar no alumínio, até dourar. Cozinhe alguns ovos.

Cozinhe o macarrão. O melhor tipo é o fresco ou congelado, encontrado nos mercadinhos da Liberdade (por exemplo, no Marukai). Se não tiver, existe uma grande variedade de macarrão lamen seco (em último caso, a Nissin tem uns pacotes grandes de macarrão para lamen). Não cozinhe o macarrão por muito tempo. Reserve.
Fatie o lombo. Descasque os ovos e corte em metades. Fatie o chikuwa ou kamaboko (eu estava sem nenhum dos dois, então usei surimi ou kani-kama). Afervente rapidamente algumas folhas de acelga (prefiro a acelga chinesa) e corte em cubos grandes. Revise o tempero do caldo; se gostar adicione um pouco de shoyu (bem pouco). Monte as tigelas, colocando o macarrão, cobrindo com os legumes, as carnes e ovos, e despejando o caldo. Decore com alga temperada e cebolinha picada, se gostar. Pode ser servido acompanhado de gioza.

Amplie seu conhecimento sobre a comida japonesa. Conheça o lamen, o robata (espetinhos), o udon, e muito mais!

Sena

Começa a Campus Party 2009

Estou aqui na Campus Party 2009. Aqui vai o canal de vídeo ao-vivo. Espero ter tempo de escrever mais, depois!

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