Arquivo de Abril de 2007

Sobre Gestão de Conteúdos Web e Web 2.0

Uma questão que tenho refletido bastante ultimamente é o impacto da Web 2.0 na gestão de conteúdos Web. Ainda não tenho conclusões definitivas e gostaria de compartilhar minhas reflexões com vocês e ouvir seus comentários.

Não existem duas definições iguais de Web 2.0, mas geralmente se reconhecem pelo menos três pilares:

  • Contribuição dos usuários – em substituição ao paradigma de broadcast, onde existe alguém que produz e divulga a “verdade” de forma padronizada para uma grande massa consumidora, surge um modelo onde os próprios usuários criam, manipulam e atribuem credibilidade aos conteúdos;
  • Interfaces ricas – os usuários não se satisfazem mais com o paradigma request/response, formado por um fluxo de cliques e páginas de resposta. Hoje eles buscam interagir com os sites da mesma forma como interagem com um editor de texto ou outras ferramentas, arrastando objetos, selecionando e vendo o resultado da sua intervenção em tempo real;
  • Reutilização do conteúdo através de interfaces abertas – não basta produzir conteúdo para ser entregue e consumido na forma de uma página web padronizada. Novos dispositivos, como smartphones e consoles de videogame, criam expectativas de consumir os conteúdos com a aparência e forma que o usuário deseja. Os feeds Atom/RSS e as APIs do Google Maps e da Amazon são exemplos de como oferecer conteúdos e ao mesmo tempo permitir liberdade para os usuários definirem o uso e a aparência.

Um resumo da expectativa dos usuários sobre esta nova geração da Internet pode ser encontrado em uma entrevista de Ruppert Murdoch (o magnata da NewsComm): “os jovens não querem uma fonte divina dizendo o que eles devem consumir, eles querem controlar a própria mídia”.

E o que esta nova geração da Internet tem a ver com gestão de conteúdos Web? Dois pontos que mais me interessam são o impacto das interfaces ricas na entrega e o impacto no processo editorial.

As interfaces ricas afetam tanto os gestores de conteúdo como os usuários finais. Do ponto de vista do gestor de conteúdo, sempre estivemos preocupados em melhorar a “usabilidade” das ferramentas, o que significa diminuir a complexidade e aumentar a produtividade. O uso de novas tecnologias, como AJAX, permite diminuir o número de cliques e refreshes para executar ações durante o processo editorial. Do ponto de vista do usuário final, o objetivo é oferecer interfaces mais atraentes, facilitar o acesso às informações e produtos, e melhorar a experiência geral.

Mas qual é a influência de interfaces mais ricas na edição e consumo dos sites Web? Um grande avanço na usabilidade das ferramentas de gestão de conteúdos Web foi a introdução de in-context editting. Este recurso permite que um editor navegue no site da empresa, localize a informação que ele quer alterar ou criar, e a partir do site comandar esta edição, sem entrar em complexas interfaces administrativas. Agora pense: como implementar in-context editting em uma interface baseada em AJAX e DHTML, onde os elementos da interface são móveis e são atualizados dinamicamente?

Por outro lado, qual é o impacto de Web 2.0 no processo editorial? Geralmente pensamos em gestão de conteúdos Web no paradigma de broadcast, ou seja, poucos geradores de informação criando conteúdos para consumo por uma grande massa de receptores. E o que fazer com os conteúdos gerados pelo usuário, como comentários, posts em blogs, tagging? O conteúdo gerado pelo usuário pode ser pensado em uma gestão de conteúdos ad-hoc, que tem necessidades diferentes do conteúdo “oficial”. Por exemplo, penso que é inadequado tratar os comentários como um metadado do próprio conteúdo, pois na verdade ele é um metaconteúdo com um ciclo de vida próprio que deve ser gerenciado em uma camada mais próxima da entrega. Tecnologias como REST nos permitem conectar estes metaconteúdos aos conteúdos para estendê-los e enriquecê-los.

Estes desafios tornam a gestão de conteúdo Web uma disciplina cada vez mais complexa. Cabe a nós especialistas refletir sobre estas novas tecnologias no contexto dos nossos projetos, e explorá-las para o benefício dos usuários e gestores dos nossos sites.

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Peixe Assado no Sal Aromático

Sabe aquele sal grosso da conserva do limão marroquino? Não jogue fora! Quando você transferiu os limões pra outro pote, sobrou aquele sal misturado com o suco de limão. Parte dele virou quase uma geléia, com um cheiro incrível. Porque desperdiçá-lo? Vamos inventar uma receita que não tem nada de marroquina.

Compre um belo peixe pra assar no forno. Eu escolhi um Cambucu branco, que tem um sabor muito delicado e não tem espinhos pequenos. Uma Tainha também deve fazer um bom serviço. Limpe e lave bem o peixe. Esfregue ervas finas (salsa, coentro, dill, manjericão, etc.; você encontra misturas prontas no supermercado) por dentro e por fora do peixe.

Forre uma assadeira grande com papel alumínio (o principal objetivo do papel é facilitar a limpeza depois!) e despeje metade do sal aromático. Coloque o peixe sobre o sal. Coloque um gomo do limão em conserva dentro do peixe, e passe um fio de azeite por todo o interior. Cubra o peixe com o restante do sal, e feche o alumínio, formando um pappillote. Aproveite os lados da assadeira para assar batatas bolinha com casca, lavadas e escovadas. Regue as batatas com azeite. Depois de uns 40 minutos de forno você vai sentir um aroma incrível. Abra o pappillote, quebre delicadamente a pedra de sal que se formou, e transfira o peixe para uma travessa e decore com as batatas. Voilá!

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Limões Marroquinos

No começo deste ano assisti um programa sobre o Marrocos no National Geographic Channel. Uma das cenas que mais me chamou a atenção foi um passeio no mercado árabe, com todos os temperos, especiarias, frutas secas. Quase dava pra sentir o cheiro pela TV…

Um convidado do reporter começou então a preparar um frango no tagine (uma panela local), e usou uma conserva de limões aromáticos. Pois bem, preparei minha conserva naquela época, e a usei pela primeira vez ontem. Prepare a sua conserva, e enquanto isso eu terei cerca de um mês pra adaptar uma receita de frango no tagine.

Compre uns belos limões sicilianos, aqueles grandões e aromáticos. Para suavizar a casca, deixe os limões de molho na água por três dias, trocando de água todos os dias. Corte os limões em gomos, até mais ou menos dois terços da altura, sem desmembrar. Encha cada limão de sal grosso e feche-o. Pegue um pote de vidro com boca larga e encha o fundo de sal grosso. Aperte os limões no pote, deixando o suco escapar. Vá intercalando os limões e mais sal grosso, tentando eliminar todo o espaço livre. O ideal é que o suco do limão se misture ao sal e cubra os limões. Se você gosta de pimenta, experimente colocar uma bem no meio do pote. Deixe o pote em um lugar escuro e seco (junto aos seus vinhos, por exemplo), por pelo menos um mês. Sacuda o pote uma vez por semana.

Depois de um mês ou mais, transfira os limões para outro pote menor e descarte o excesso de sal. O cheiro é incrível. Para usar os limões, lave-os para retirar o excesso de sal e o bagaço, se preferir; o importante é a casca. Sugestão: coloque uma fatia dessa casca no blood mary, ou outro drinque.

Eu falei pra jogar fora o sal? Não, espere aí, tive uma idéia… mas fica pra amanhã.

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Sobre Instant Messenger, Ethical Walls e Sarbannes-Oxley

Ahn? Pois é, também achei que uma coisa não tinha nada a ver com a outra, até estudar melhor o assunto. Vivendo e aprendendo.

Tudo começa em 1929 (ahn de novo?!), na grande quebra da bolsa. O governo americano criou legislações para a separação de informações entre os operadores de investimento e os brokers. O objetivo é evitar a troca de informações privilegiadas, para evitar o conflito de interesse entre a análise objetiva de empresas e o lançamento de ações no mercado para levantamento de capital. Antes, eu poderia fazer o lançamento de ações da empresa ACME, e ao mesmo tempo recomendar aos meus outros clientes que comprassem ações da ACME. Bem, a gente já sabe no que deu isso… Em lugar de proibir um mesmo banco de atuar nos dois segmentos, o governo preferiu criar o que é conhecido como “Chinese Walls”.

O termo “Chinese Walls” pode tanto se referir à Grande Muralha, mas também aos biombos de bambu, que servem para separar dois ambientes. Hoje se prefere o termo politicamente correto “Ethical Walls”. Independente do termo, o objetivo é evitar a troca de informações entre áreas que possam gerar conflitos de interesse.

E o que isso tem a ver com Instant Messaging (IM)? Oras, este é mais um canal de comunição, e que também precisa ser controlado para evitar um “buraco” na nossa muralha… As ligações telefônicas entre áreas sensíveis podem ser (e são) gravadas. Do que adianta controlar o telefone e abrir uma outra porta sem controle, através do IM? Com a difusão das soluções de IM como ferramentas corporativas, é preciso buscar novos patamares de segurança e administração.

Uma ferramenta de IM corporativa já possui diversos recursos para proteger a comunicação, inexistentes nas ferramentas de uso público, como a criptografia das mensagens e o log das conversações do lado do servidor. Além dos recursos das próprias ferramentas de IM, existe todo um mercado de soluções complementares para implementar Ethical Walls, oferecer relatórios de auditoria robustos, criptografar o logging, entre outros.

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Guernica

Em 26 de Abril de 1937, há exatos 70 anos, a pequena cidade de Guernica, no país Basco, era bombardeada pelo esquadrão alemão Condor. A Alemanha nazista apoiava Franco no golpe contra a República, na barbárie que foi a Guerra Civil Espanhola.

Picasso pintou “Guernica” para denunciar a brutalidade daquele ataque. Tive o grande prazer de vê-lo ao vivo, no museu Reina Sofía, em Madri. A reação de todos que se deparam com esse enorme mural, em soturnos tons de preto-e-branco, é quedar-se de queixo caído. São pelo menos 15 minutos de contemplação, sem palavra diante da genialidade/brutalidade do gênio humano.

A Guerra Civil Espanhola também remete imediatamente a Ernest Hemingway, que fez cobertura jornalística na Espanha conflagrada, e mais tarde nos brindou com o monumental “Por Quem os Sinos Dobram” (Livraria Cultura). Todos os personagens fogem e perseguem a morte, e no final a encontram. O único objetivo de Robert Jordan é destruir a ponte, ainda que custe sua própria vida.

Apesar de não ser de Hemingway, mas de John Donne, a minha citação preferida do livro é o seu motto:

Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de seus amigos ou mesmo sua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti.

Um diálogo delicioso entre Maria e Robert Jordan:

Eu não sei beijar, ou eu o beijaria. Onde ficam os narizes?

E o livro puxa o também fantástico filme de 1943, com Gary Cooper e Ingrid Bergman como Robert e Maria. Pra compensar a estupidez humana, nada melhor do que a grandeza de Picasso, Hemingway, Cooper e Bergman.

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Pesto Tropical?

Numa visita ao Mercado, comprei uns belos pinhões, daqueles de festa junina. Depois de me fartar de comer alguns (que tal fazer um dip, passá-los na manteiga, ou apreciá-los puros com sal?), pensei no que fazer com o resto. Por que não fazer uma versão tropical do molho pesto? O pesto genovês leva pignoli (um “pinhãozinho” mediterrâneo) e queijo pecorino (um “parmesão” feito de leite de cabra).

Uma bela porção de pinhões cozidos, descascados. Uns 250 gr. são o suficiente para o molho para 2 pessoas. No processador, vá batendo os pinhões, um dente de alho (se gostar), sal grosso, um fio de azeite extra-virgem, queijo parmesão, umas duas colheres de sopa de água filtrada. Vale colocar algumas ervas (pouco), como salsa e cebolinha. Se estiver muito seco, acrescente mais azeite, aos poucos, e acerte as quantidades dos temperos e queijo a gosto. Quando virar uma pasta, passe a mistura para um recipiente fundo. Acrescente manjericão fresco à vontade e azeite, socando sempre com um pilão. Para servir, cozinhe um penne de trigo duro. Adicione umas duas colheres da água do cozimento da massa ao molho, e incorpore o molho à massa. Tente trocar os pinhões por nozes.

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Sobre Gestão de Conteúdos Web, publicadores e quetais

As pessoas sempre confundem sistemas de gestão de conteúdo Web com duas coisas diferentes: com um sistema para uma redação de um grande portal* de Internet, ou com um “publicador” de páginas. No entanto, existem vários graus e sabores de sistemas de gestão de conteúdo Web entre uma ponta e a outra.

* Convenção: vou grafar portal em minúsculas quando me referir a um portal de Internet, como Terra e UOL, e Portal com maiúscula quando me referir à tecnologia de Portais

As principais soluções de gestão de conteúdo Web começaram com os grandes portais de Internet. No entanto, um sistema para Web jornalismo que suporta uma grande redação de um portal de Internet atende a requisitos muito distintos de um sistema de gestão de conteúdo para uma Intranet corporativa. Um portal de Internet prima pela velocidade de publicação, por suportar grandes volumes tanto de publicações como de acessos, e por uma entrega de massa (Já vejo alguns ataques histéricos! Calma… vamos falar do cruzamento da Web 2.0 com gestão de conteúdo Web em breve). Por outro lado, uma Intranet privilegia a exatidão e o nível correto de acesso à informação (facetas da “governança”), a colaboração, e o acesso personalizado.

Na outra ponta dos grandes portais de Internet temos os “publicadores”. A maioria dos sistemas ditos publicadores, grande parte dos sistemas de gestão de conteúdo Web Open Source e mesmo alguns sistemas de grande porte, principalmente de fornecedores de soluções de ECM, posicionam a geração de páginas Web a partir de templates como gestão de conteúdo Web. Gerar páginas e movê-las para um Web server, ou guardar conteúdos em banco de dados e entregá-los depois, é uma parte muito pequena de todo o processo de gestão de conteúdo Web. É claro que este tipo de solução tem seu espaço no espectro de gerenciamento de sites Web.

Será que existe ou existirá uma “ferramenta” definitiva, capaz de atender tanto ao grande portal de Internet, à Intranet corporativa e ao site pessoal? Não, na minha opinião. Um sistema que gera previamente conteúdos estáticos será adequado à dinâmica de uma Intranet, ou atenderá aos tempos de publicação para um grande portal de Internet? Um sistema altamente personalizado e dinâmico será adequado a um site de grande audiência?

O processo de gestão de conteúdos Web começa com o planejamento, onde a estratégia de conteúdo é alinhada com a estratégia do negócio, e onde são desenhadas a arquitetura da informação, o modelo de conteúdos, a governança. Os conteúdos são criados, editados, adquiridos ou capturados, e ganham um contexto através da associação de metadados e taxonomias. Os conteúdos são gerenciados, o que significa protegê-los contra acessos indevidos, manter trilhas de auditoria das atualizações, e preservá-los enquanto tenham valor para o negócio. Os conteúdos são então entregues ao consumidor final (e aqui entram a geração de páginas, ou uma entrega dinâmica através de um Portal). Quando os conteúdos perdem a relevância para o negócio, ou porque sua “data de validade” expirou, ou porque foram substituídos por novos conteúdos, eles podem ser preservados para finalidade histórica ou regulatória, podem ser arquivados em outras mídias, ou excluídos. Finalmente, o uso dos conteúdos deve ser medido, e aqui entram as ferramentas de análise. Perceba então que a solução do grande portal de Internet foca em determinados processos, enquanto a solução para a Intranet deve focar em outros tantos.

E qual é o valor de uma solução de gestão de conteúdos Web para uma empresa? A maioria das empresas pensa nos sites Web como fontes de custo. Quando passamos a identificar os conteúdos, atribuir-lhes “donos” e valores, eles passam a ser “ativos” de negócio. Como qualquer ativo, eles devem ser gerenciados, podem gerar custos e também receitas.

Como assim? Pense em um negócio altamente regulado, como as concessionárias de serviços públicos, ou que tenha que prestar contas aos investidores, com todas as implicações de SOX (Sarbanes-Oxley). Qual é o risco de se publicar uma informação incorreta no site público da empresa? Em quanto tempo o erro pode ser reparado, e quanto ele pode custar à empresa? Por outro lado, pense em lançar novos serviços a partir das informações existentes, divulgar melhor os seus produtos, ou prestar um melhor serviço ao seu cliente. Tratar os conteúdos Web como ativos de negócio nos permitem controlar os riscos, diminuir custos e gerar receitas.

Se você quer gerenciar seu site pessoal, ou a sua empresa pode conviver com os riscos associados à falta de governança, um publicador de páginas Web pode muito bem atendê-lo. Caso contrário, pense em todo o processo de gestão de conteúdos Web e escolha uma solução adequada para a sua necessidade.

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Curiosidade

Curiosity. Advice to the young. Curiosity”, Ezra Pound

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Olá!

Olá amigos,

Apesar de viver há cerca de 10 anos “de” Internet, e trabalhar há quase 7 anos com gestão de conteúdo Web, eu ainda não havia investido tempo em criar meu próprio site ou blog. Depois de ver vários amigos começarem seus blogs, chegou a vez do meu début.

Não quero ter um tema fixo para o meu blog, mas certamente vou falar do que me é familiar: gestão de conteúdo Web, portais, colaboração e afins. Minha idéia é logar aqui os assuntos que vierem à tona no meu dia-a-dia, e compartilhá-los com meus amigos, clientes e colegas que constroem a Web dentro e fora das empresas. Cabe notar que este blog espressa as minhas opiniões pessoais, e não corresponde às posições oficiais do meu empregador.

Pra não ficar tão enjoativo e monocromático, quero intercalar assuntos do meu interesse, como culinária e literatura. Por outro lado, pra evitar que a mistura fique indigesta, ficamos combinados de que o prato de resistência será o profissional, com algumas pitadas aqui e ali de autores que eu aprecio, aventuras culinárias e variedades. Conto com os comentários dos amigos pra moldar a cara deste nosso espaço.

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