Sena

A Cauda Longa

Acabo de postar uma resenha-resumo do livro “A Cauda Longa”, de Chris Anderson.

Gostaria de saber a sua opinião sobre o assunto. Onde você vê mercados de Cauda Longa? Como este conceito se aplica às indústrias tradicionais? Mande seus exemplos!

3 Respostas to “A Cauda Longa”

  1. Mario Costa disse:

    Rapaz … duas (boas) surpresas:
    1o. Descobrir que você é mais um no time que gosta de cozinhar. :)
    2o. Descobrir que seu blog já tem um tempinho (a julgar pelos posts…)

    Sobre cauda longa … gostaria de agregar um outro ingrediente ao debate: grau de “digitalibilidade” de um produto (se é que existe esta palavra – tenta expressar o quão um determinado produto pode ser digitalizado, ou ser impactado pela era digital).

    Veja: considerando que a internet será em breve algo pervasivo, até para os segmentos considerados hoje de baixa renda (via TV digital, por exemplo); considerando que o quanto mais “digital” é um produto mais marginal será seu custo de distribuição neste mundo conectado; então poderíamos tentar inferir que o impacto sobre as diferentes indústrias será tão maior quanto o grau de “digitalibilidade” do produto.

    Assim, mercados muito impactados poderiam incluir:
    . Música (se é que isso já não é uma realidade)
    . Livros e mercado editorial em geral (considerando impressão por demanda, e até evolução e ePaper)
    . Filmes e conteúdo em geral, incluindo TV convencional e por assinatura (novamente, via TV digital)
    . Ensino (multiplicação de EAD)
    . Serviços em geral (financeiros, por exemplo – “agência na sua TV”)

    Acredito que mesmo nas indústrias de bens duráveis (automóveis, imóveis, eletrodomésticos, etc.) todos os ramos de serviços associados terão um impacto alto.

    Alguma outra opinião? :)

  2. Sena disse:

    Os bens que podem ser totalmente digitalizados (música, filmes), a informação (Wikipedia, Google) e as comunidades (MySpace, blogs) são claramente os beneficiados mais imediatos pela criação de mercados de nichos (ou de Cauda Longa).

    Mesmo no caso de bens duráveis, podemos pensar em um Submarino ou uma Amazon como agregadores de Cauda Longa para produtos de varejo. Estes sites nos fornecem os pós-filtros (comentários de outros clientes, listas de mais vendidos, agrupamento por categorias diferentes, etc.) que nos permitem explorar os nichos existentes em um número de itens dezenas de vezes mais variado do que num varejista físico.

    No caso específico dos serviços, consigo enxergar vantagens da tecnologia (Web 2.0) por exemplo, para facilitar o acesso e consumo aos serviços, mas ainda não consegui encontrar exemplos de Caudas Longas, ou seja, o aumento da variedade de ofertas e a correspondente tecnologia necessária para permitir a exploração destes nichos. Seria o caso da personalização e/ou segmentação dos serviços bancários (por exemplo), e o uso de pós-filtros para auxiliar no consumo destes serviços? Alguém já viu o uso de tecnologias como blogs, recomendações e comentários de usuários sendo aplicado em, digamos, um site de uma corretora de valores?

    Fazendo uma breve pesquisa: suponha que a sua corretora de valores ou seu banco ofereça serviços baseados neste conceito. Você consultaria os comentários de outros usuários, votações de usuários, blogs ou outras técnicas de recomendação, para basear sua decisão de investimento em uma determinado título em uma corretora de valores?

  3. Mario Costa disse:

    Resposta direta: SIM!
    Da mesma forma que consultamos a lista dos “mais vendidos” para livros, músicas, etc… e, de certa forma, da mesma forma como consultamos as ações mais negociadas, fundos com mais capital, etc… são novas formas de ranking, tão ou mais relevantes que as demais.
    Resta saber se (e quando) vamos nos acostumar com este admirável mundo novo.

Deixe uma Resposta

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes