A Cauda Longa de Amanhã

Curiosa coincidência, logo após postar a resenha de A Cauda Longa, estou folheando a Veja (edição 2008, 16/05/2007) e me deparo com a matéria sobre impressoras 3D. Para quem leu o livro completo, sabe que este foi um dos exemplos que Chris Anderson usou no epílogo do seu livro.

Para quem (ainda) não leu nem o livro (leia!), nem a matéria, estamos falando de um tipo de impressora que não imprime papel: imprime objetos. Elas são versões domésticas ou SoHo para os imensos e caros tornos de comando numérico, ou robôs CAM (Computer-Aided Manufacturing). Um torno profissional é capaz de, a partir de um desenho CAD (Computer-Aided Design), produzir um protótipo ou a peça final em materiais diversos, como gesso, polímeros ou aço.

As impressoras domésticas utilizam apenas plástico em pó, o que limita muito sua aplicação real. O que me chamou a atenção foi que Chris mencionou em seu livro que estas impressoras 3D estavam na casa dos US$ 30,000 em 2005, e ele previa a queda nos preços e imaginava aplicações futuras. Agora a Veja nos traz a informação atualizada, já na casa dos US$ 5,000 e protótipos a US$ 3,000, em escala comercial.

E o que se pode fazer com um brinquedinho destes? Para quem gostou do LEGO Factory, até que a limitação atual das impressoras usarem só plástico não é tão drástica assim. Ou, no exemplo da Veja, em breve estaremos “imprimindo” a Barbie em casa. No comentário de ontem do Mario Costa, ele levantou muito bem a questão de quanto o grau de “digitabilidade” de um produto pode alavancar a criação de mercados de Cauda Longa. E agora, que estamos falando em “digitalizar” até o que é físico?

E você, quais produtos ou serviços você consegue imaginar usando esta tecnologia?

Pra quem se interessou pelos brinquedinhos: Desktop Factory, Solidscape

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1 Comentário »

  1. Mario Costa disse,

    18 de Maio de 2007 @ 19:36

    Vi a reportagem na Veja também. Confesso que lembrei foi de Jornada nas Estrelas. :)
    Mas é isso mesmo … imaginem o impacto deste tipo de tecnologia (associada a internet) no mercado de brinquedos e outros utensílios domésticos… Juntem isso com Web 2.0… e com Second Life !!!

    Imaginem-se indo ao supermercado e comprando um “kit celular”, composto por um saquinho de plástico em pó, uma senha de acesso a internet e um circuito impresso. Você leva pra casa, liga o micro, acessa a internet com sua senha e manda literalmente imprimir as duas peças de seu celular, personalizado ao extremo, é claro. Encaixa o circuito impresso e pronto.

    Rapaz, o mundo está ficando um lugar interessante (e complexo).

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