Mai 21st, 2007
O Futuro do Desktop
Nos últimos dias estive discutindo muito sobre o desktop do futuro, em especial sobre o uso das ferramentas de produtividade (editor, planilha, etc.) no ambiente corporativo. Há muito tempo esse mercado é dominado por uma tecnologia de rich client, e os arquivos sendo eventualmente compartilhados através de e-mail ou de repositórios de arquivos.
Hoje existem opções abertas bastante competitivas, como o OpenOffice, mas o modelo não muda. Continua a dependência de um software instalado em cada desktop
Mais recentemente, surgiram ferramentas razoavelmente poderosas baseadas em um modelo thin client (software no servidor, acesso através de browser) como o Writely, que depois se tornou Google Documents. São vários outros exemplos, como o WebNote, que emula o OneNote, e o Meebo, para instant messaging.
Repensando na questão inicial: com os dispositivos móveis e subnotebooks evoluindo cada vez mais, haverá desktop? O mais importante será ter acesso aos nossos arquivos, não importa se a partir de um desktop, laptop ou celular, e o modelo de rich client fica complexo demais quando se adicionam muitas variáveis.
Para o mundo corporativo, imagino que vamos caminhar para um modelo de desktop gerenciado, ou seja, um middleware rico instalado no cliente e os pacotes de software sendo gerenciados e provisionados do lado do servidor. A Citrix aposta neste modelo, com o processamento do lado do servidor; a IBM e a Adobe apostam no modelo de gerenciamento no servidor e processamento local; a Microsoft e o OpenOffice continuam a aposta em uma aplicação cliente tradicional.
Enquete rápida: você armazenaria seus documentos em um servidor, como no modelo do Google? E os documentos da sua empresa?
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Resposta: SIM
Armazenar, armazenaria, sem dúvida. Especialmente com a disseminação de redes gigabit e aumento de banda WiFi (WiMax, et al).
Acredito que nenhum modelo que não tire proveito integral do poder de processamento das máquinas client (eg. processadores dual ou quad-core nos desktops e memória abundante) fatalmente perderá em funcionalidade e experiência do usuário (performance incluso) para um modelo baseado em servidores.
Devido ao custo de propriedade, aposto no modelo de desktop rico, gerenciado e provisionado pelos servidores.
Sena,
uso quase diariamente o Google Docs, principalmente para escrever a coluna do Terra, pois uso dois computadores e quero poder consulta-las sempre que estiver escrevendo uma nova. O sistema de salvamento automático funciona muito bem. Às vezes me sinto mais seguro quanto à integridade dos dados do que trabalhando no PC. Isso sem falar na busca por conteúdo dentro dos textos, que por incrível que parece, funciona mais rápido do que no computador. A busca do XP é uma vergonha…
Também uso em alguns casos de projetos compartilhados, quando produzo um texto de alguma especificação para dividir com os parceiros de desenvolvimento. Só não uso mais porque poucos parceiros estão acostumados a usar.
[…] Lembrando um post anterior, sobre o desktop do futuro, será que os widgets não vão na contra-mão do Web OS? Os widgets no desktop lembram os componentes (portlets, webparts) em um Portal. No mundo corporativo, me parece fazer mais sentido gerenciar e manter a configuração personalizada do desktop do lado do servidor. No ambiente doméstico, quanto mais personalizado, melhor. […]