Arquivo de Junho de 2007

Audiência em Portais - Parte 3

No último post falei sobre os sistemas de audiência Web por tracking pixels, como o Google Analytics. Estes sistemas permitem analisar a audiência de um site Web sem o processamento de logs, independente da tecnologia em que o site é implementado. No entanto, ao usar o tag padrão do Google Analytics em um site dinâmico, os relatórios gerados exibem URLs que não fazem sentido. De que adianta saber que a página mais acessada do nosso site é /wps/portal/!ut/p/.cmd/cs/.ce/7_0_A/.s/7_0_4S9/_s.7_0_A/7_0_4S9?

Um pequeno truque no tag do Google Analytics é forçar um parâmetro na chamada de urchinTracker() (outra opção é setar variáveis antes da chamada da função; baixe e abra o arquivo urchin.js para ter uma idéia das variáveis disponíveis) . Este parâmetro será a URL da página que desejamos que apareça no relatório. Por exemplo, a seguinte URL faz muito mais sentido em um relatório do que a que mostrei acima:

urchinTracker("/produtos/cds/blues/Buddy Guy");

A forma de gerar esta URL depende da ferramenta usada. Por exemplo, no JetSpeed você vai introduzir o tag do Google Analytics em decorations/layout/meulayout/footer.vm. O JetSpeed usa as macros do Velocity. A variável $site.getMenu(”breadcrumbs”) contém o breadcrumb trail para a página atual. É muito fácil customizar as macros em decorator-macros.vm para gerar um path para ser incluído dentro do urchinTracker().

E se a sua empresa não quiser usar uma ferramenta externa para analisar estatísticas? Uma coisa que pouca gente sabe é que o Google Analytics é resultado da compra de uma empresa, a Urchin. O que menos gente ainda sabe é que o Google ainda vende o Urchin em uma versão que você pode instalar em um servidor dentro da sua empresa! É uma versão paga e menos atualizada do que o Google Analytics, mas o fato de ser uma solução instalada pode ter um peso decisivo no momento da escolha.

Digamos que além da audiência das páginas do Portal você esteja interessado na audiência de cada portlet. Algumas ferramentas como o WebSphere Portal podem ser configuradas para gerar logs detalhados de logins/logouts, páginas, portlets, aplicações, etc. Existe um bom artigo sobre como configurar o WebSphere Portal e uma ferramenta de processamento de logs (no caso o OpenSource AWStats) para obter estatísticas de Portal. Note no entanto que a geração excessiva de logs pode penalizar a performance do Portal.

Pra fechar a série sobre estatísticas, no próximo post vou falar sobre métricas úteis. Até lá!

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Audiência com Tracking Pixels

No post anterior explorei alguns motivos para a inadequação de sistemas de processamento de logs de servidores Web para a análise de audiência de sites dinâmicos e Portais. Os sistemas de tracking baseados em tags são uma alternativa ao processamento de logs. Apesar de não ser uma solução nova, ela ganhou bastante evidência com o Google Analytics.

O pulo do gato usado por qualquer sistema de tracking baseado em tags é o tracking pixel, pixel tag ou web beacon. O tracking pixel é uma imagem transparente, com 1 pixel de altura por 1 pixel de largura. Com estes atributos, ela pode ser escondida em qualquer lugar da página, e normalmente é colocada no final da página. Esta imagem é gerada dinamicamente por um recurso no servidor, como um CGI ou um servlet. No caso do Google Analytics você inclui um JavaScript, que no final gera uma imagem deste tipo:

<img src="http://www.mysite.com/__utm.gif?utmt=imp&utmcid=10">

A imagem “__utm.gif” não é uma imagem; ela é um programa executável em um servidor. Repare que ela recebe parâmetros, e estes parâmetros podem indicar a campanha que se está rastreando, a mídia, o path que queremos gerar nos relatórios, etc.

É fácil - e grátis - criar sua conta no Google Analytics. Depois de preencher um formulário simples, você recebe um código parecido com este, que deve ser incluído em todas as páginas do seu site:

<script src="http://www.google-analytics.com/urchin.js" type="text/javascript">
</script>
<script type="text/javascript">
_uacct="UA-xxxx-x";
urchinTracker();
</script>

Onde “UA-xxxx-x” deve ser substituído pelo seu código individual, que foi criado durante o seu cadastro. Agora basta colar este código perto do final de cada página e você comecará a coletar seus dados e gerar excelentes relatórios.

Mas ainda não chegamos onde eu quero. Os nossos relatórios ainda estão sendo gerados com URLs malucas… Isto é assunto para o próximo post!

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Audiência em Portais

Acompanhar a audiência de um site é fundamental para conhecer o comportamento dos usuários e promover ajustes para melhorar os resultados. Através da medição descobrimos quais conteúdos tem atraído mais e menos audiência, de onde vem os usuários, qual foi o último conteúdo visto antes de deixar o site, e assim por diante. Um conteúdo pode ser pouco visto por não atrair a atenção dos usuários, ou porque está mal divulgado, ou envelheceu. O fato é que sem a medição não podemos avaliar a “saúde” do site.

Em sites estáticos a medição da audiência normalmente é feita através do processamento de logs dos servidores Web. Ferramentas como WebTrends ou AWStats processam os logs de um período e geram relatórios com as métricas mais comuns: páginas vistas por período, sessões no período, tráfego total no servidor e assim por diante. Estas análises dependem que a informação desejada esteja no arquivo de log. Por exemplo, para saber que a página mais vista do site é “Suporte”, é preciso que a URL desta página seja algo do tipo “/suporte/index.asp” para que seja registrada no log de forma identificável.

O problema se torna bastante mais complexo com sites dinâmicos, onde geralmente as URLs não correspondem de forma óbvia ao conteúdo exibido. Por exemplo, o CD que estou escutando agora tem a seguinte URL no Submarino:
http://www.submarino.com.br/cds_productdetails.asp?Query=&ProdTypeId=2&CatId=11002&PrevCatId=11001&ProdId=216873&ST=BL11002&OperId=0&CellType=2

Esta URL em uma configuração normal será registrada no log do servidor Web como “/cds_productdetails.asp”, o que não registra muita informação. Ao processar os logs no WebTrends ou qualquer outro analisador de logs, todos os CDs serão contados em um único número. Para compensar esta limitação, a maioria dos sites dinâmicos que precisa da informação registra esta audiência de outra forma, como um hit no banco de dados. Nem é preciso lembrar que o custo deste log em banco de dados é bem mais alto do que o processamento de logs.

Para tornar o problema ainda pior, os sites baseados em tecnologia de Portal possuem várias características que dificultam a tomada de métricas e análise:

  • URLs dinâmicas - Por exemplo, a URL de uma página do WebSphere Portal tem a seguinte aparência /wps/portal/!ut/p/.cmd/cs/.ce/7_0_A/.s/7_0_4S9/_s.7_0_A/7_0_4S9. No Vignette Portal não é muito diferente: /portal/site/ets/menuitem.435c0b5cc7bd0ae7015d9510c3921509. A maioria das soluções de Portal não usa Friendly ou Vanity URLs (URLs “bonitas”), e conseqüentemente não geram bons logs nos servidores Web
  • Personalização - Os Portais são segmentados e personalizados, portanto a página que eu vejo não é a mesma que você vê
  • Portlets - As páginas de Portal são feitas a partir de componentes, os portlets. Por exemplo, a homepage da minha Intranet pode ter um portlet de notícias, outro com uma aplicação do RH, outro com os dados técnicos dos produtos da empresa, e assim em diante. Os mesmos portlets podem ser - e são - reutilizados em outras páginas

Apesar de todas estas diferenças, muita gente tenta medir a audiência de sites dinâmicos e Portais da mesma forma que fazia com sites Web estáticos. E apesar dos enormes ganhos obtidos com o Portal, muitos se decepcionam com a perda de visibilidade da audiência, e conseqüentemente da sensação de controle que tinham antes.

Nos próximos posts quero discutir um pouco sobre a audiência, especialmente em ferramentas de Portal. Contribua: envie comentários sobre a sua experiência!

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Links Patrocinados na Intranet

Em uma conversa com um cliente surgiu uma idéia que me parece poderosa mas que até hoje não vi implementada em Intranets: o uso de links patrocinados. Se alguém conhecer um caso de implementação, envie o seu comentário ou um e-mail.

Um breve resumo pra quem não conhece o conceito. O Google inovou na publicidade ao introduzir o conceito de patrocínio de palavras (que por sinal é a sua maior fonte de receita). A idéia é simples e genial. Em um modelo self-service, você mesmo cria o seu anúncio e o associa a palavras-chave. Quando alguém procurar por aquela palavra, o seu anúncio tem chance de ser exibido. Você controla o seu orçamento diário e o custo máximo por clique no anúncio. É a Cauda Longa da publicidade.

E o que isso tem a ver com uma Intranet? Os conteúdos e funcionalidades que queremos promover na Intranet podem ser associados a palavras-chave, e os critérios de “orçamento” podem ser usados para dosar o peso destes conceitos na priorização dos resultados. Os links “patrocinados” podem ser usados para promover conteúdos na busca. Outro poderoso aditivo às buscas corporativas é o social bookmarking (por exemplo, o del.icio.us), que pretendo cobrir em breve em outro post.

Algumas ferramentas permitem implementar nativamente os links patrocinados. Por exemplo, o OmniFind possui o conceito de Quick Links.

Você conhece Intranets que usem o conceito de links patrocinados? Que outros mecanismos você usa para aumentar a relevância das pesquisas na Intranet?

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CIAB: Reflexões sobre Mobilidade e TV Digital

Visitei na semana passada o CIAB, o evento de TI da Febraban. O tema do evento deste ano foi “Mobilidade: seu banco sempre com você”.

Tanto nos painéis quanto nos stands, não me surpreendi muito com o tema de mobilidade. Os panelistas discutiram sobre potencial da tecnologia, mas concordaram na necessidade da criação de padrões. As soluções apresentadas por uma infinidade de fornecedores eram praticamente as mesmas: aplicações embarcadas para mercados mais sofisticados, uso de SMS para aplicações de massa, tokens para senha forte de transações. O Banco do Brasil continua na liderança, enquanto o restante do mercado ainda continua a passos mais lentos. A grande referência continua sendo o Wizzit, da África do Sul. O grande segredo é encontrar um modelo onde o custo da transação seja baixo e a operação segura.

Como todo o alarde sobre mobilidade, passou quase desapercebido um pequeno stand com uma aplicação de Internet Banking na TV Digital. Não tanto pela aplicação, o que me impressionou foi o pouco destaque ao tema, dado o lançamento iminente da TV Digital comercial no Brasil, previsto inicialmente para 3 de Dezembro deste ano. Como já era imaginado, há grande chance de atraso no lançamento. Inicialmente haverá cobertura “apenas” na região metropolitana de São Paulo, e sem o sinal de retorno, o que significa não ter interatividade (esta sim uma grande restrição).

Quais serão as primeiras aplicações disponbilizadas, ou seja, onde vamos colocar nossos investimentos? Observando a experiência em outros países, a maior parte do uso da TV Digital ainda fica restrito ao consumo de TV à la carte (filmes, séries, programas) e canais de informações práticas (meteorologia, trânsito). Existem aplicações de Internet Banking, mas eu acho que eu não consultaria meu saldo na TV da sala… A aplicação mostrada no stand do CIAB tinha uma saída engenhosa para a minha precaução: é possível conectar um celular no set-top box e acessar o Internet Banking pelo dispositivo móvel com privacidade. Mas, daí não seria melhor ir direto ao Internet Banking pelo celular?

Algumas aplicações para celulares que foram mostradas no CIAB seriam interessantes na TV Digital, como a recepção de dados da bolsa on-line, com possibilidade de transacionar em tempo-real. Enquanto a aplicação no celular me permitirá transacionar em qualquer lugar, a aplicação na TV será mais adequada quando eu estiver no meu escritório. Uma aplicação no PC não seria suficiente? Talvez eu prefira ter uma tela na parede do escritório focada na bolsa do que uma janela no meu desktop que pode ficar oculta por outra aplicação. Em princípio o celular, o PC e a TV fornecem aplicações diferentes, mas também temos a convergência para ampliar os horizontes.

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Festas Juninas

Adoro festas populares, como as festas italianas, a festa do Divino, o Festival das Estrelas, a festa alemã do Brooklin. É uma oportunidade de provar delícias típicas, conhecer um pouco da cultura, ver gente diferente. São Paulo é literalmente um prato cheio, pois em poucos lugares se encontra tamanha diversidade de culturas.

As festas juninas são um capítulo à parte nas festas populares. A maioria de nós tem boas recordações das festas na escola, das quadrilhas, das comidas típicas. Neste final de semana visitei uma das minhas festas juninas preferidas, a do Colégio Santa Maria. É uma festa enorme, para cerca de 10.000 pessoas, e uma excelente oportunidade para se fartar das delícias juninas.

Além das quadrilhas e danças típicas, a festa também homenageia os imigrantes e outras culturas. Uma das cenas inusitadas na festa deste ano foi uma apresentação da Dança do Leão, uma manifestação típica chinesa, onde um ou dois atletas-bailarinos fantasiados reproduzem os movimentos do animal. Eu nunca tinha visto este tipo de apresentação e fiquei maravilhado. Espero que vocês gostem.

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Risoto de Tomates e Queijos

Estava assistindo o reality show Kitchen Nightmares, que apesar do nome e do apresentador chef de cozinha não é um programa de culinária. É um programa sobre a recuperação e administração de restaurantes falidos. No episódio que assisti, recuperando um restaurante italiano falido, o chef Gordon Ramsay estava servindo um lindo risoto de tomates, mas não mostrou o preparo. Vamos tentar reproduzi-lo mesmo sem a receita.

Um bom risoto começa com o arroz apropriado, carnaroli ou arbório, que nunca deve ser lavado. Você encontra boas opções nacionais das duas variedades (Tio João, Camil). Para dois copos de carnaroli, preparei 1 litro de caldo de carne (um pedaço de músculo, cebola, uma cenoura, 1 talo de salsão, sal, cozidos por 1 hora).

Refogue uma cebola média picada em duas colheres de manteiga. Acrescente o arroz (sem lavar!) e refogue por alguns minutos. Adicione um copo de vinho branco seco (champanhe ou algum vinho espumante também fica bom) e deixe reduzir. Vá acrescentando uma conha de caldo de carne de cada vez, mexendo delicadamente e sem parar. O segredo para o risoto ficar cremoso é não parar de mexer. O cozimento vai demorar cerca de 20 minutos. Este é o preparo básico do risoto. Com esta receita básica você pode tentar outros ingredientes.

Enquanto o arroz cozinha, refoque em outra panela seis tomates concassé (sem pele, sem sementes, picadinho) só no azeite. Quando estiver no final do cozimento do arroz, acrescente o molho de tomate ao risoto e incorpore delicadamente. Rasgue algumas folhas de manjericão fresco.

A aparência do risoto é de um vermelho atraente, parecido com o do programa, e o sabor muito bom. No entanto resolvi incrementar um pouco mais. Rale grosso cerca de 150gr de queijo “doce” (usei gruyére) e cerca de 100gr de queijo “picante” (usei parmesão). Incorpore o queijo ao risoto, mexa rapidamente, apague o fogo e sirva imediatamente. A cor fica menos viva, mas o sabor dos queijos combina bem com o tomate. Sirva com paillards (bifes de filet mignon, batidos ao martelo de carne para ficarem ainda mais finos), temperados apenas com sal e pimenta do reino e fritos em pouco azeite.

Risoto de Tomates e Queijos

Aproveitando o post, alguns amigos me perguntaram se eu testo as “receitas”. O blog é o um diário, e estas experiências fizeram parte do meu dia (assim como os posts sobre tecnologia ou cultura). As experiências na cozinha que eu posto no blog foram preparadas no dia em que postei, ou no dia anterior. Eu considero a cozinha como uma forma de descontrair, e também como uma forma de exercitar a criatividade.

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Desktop Widgets

Os desktop widgets estão ficando cada vez mais populares. Eu nunca tinha me interessado, mas me rendi e instalei nesta semana o Yahoo! Widgets Engine. Outros engines famosos são o Dashboard do Mac OS X Tiger e o Google Desktop. Mesmo o velho ActiveDesktop, presente desde o IE 4.0 e do Windows 95, pode ser considerado uma espécie de widgets engine, por permitir criar objetos ativos com acesso à Internet no desktop.

Os widgets são pequenas aplicações, com finalidades variadas. A idéia é reproduzir o que seria a mesa de trabalho de alguém, onde os widgets são os objetos que usamos para personalizar o nosso espaço. E reside aí justamente o ponto forte do conceito: permitir aos usuários personalizar o seu espaço de trabalho. A quantidade de aplicações é enorme e algumas são muito interessantes, ou inusitadas:

Pensando do outro lado, para que eu preciso de widgets, principalmente no ambiente corporativo? Alguns pontos fracos:

  • Todos os widget engines são amarrados em uma determinada plataforma (Gadgets do Windows não rodam no Mac, e vice-versa. A maioria dos engines nem roda no Linux)
  • A configuração do desktop continua armazenada localmente no PC. Quando você vai para outro PC, o seu desktop não vai com você
  • Potencial porta de entrada de malwares, vírus e assemelhados

Lembrando um post anterior, sobre o desktop do futuro, será que os widgets não vão na contra-mão do Web OS? Os widgets no desktop lembram os componentes (portlets, webparts) em um Portal. No mundo corporativo, me parece fazer mais sentido gerenciar e manter a configuração personalizada do desktop do lado do servidor. No ambiente doméstico, quanto mais personalizado, melhor.

Enquete rápida: vocês estão usando desktop widgets? Quais são as aplicações que vocês acham realmente úteis? Ou depois de um tempo os widgets viram quase uma tela de fundo, para a qual você não presta mais atenção? Você se lembra do Merlin (essa é só pra eu não me sentir velho sozinho)?

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Saint-Peter com Farofa de Maracujá

Dia dos Namorados, dia de preparar alguma coisa especial. O Saint-Peter é um peixe delicado, fácil de preparar e garantia de sucesso.

Coloque um filé de Saint-Peter para cada pessoa (no Dia dos Namorados provavelmente serão dois!) para descansar em uma vasilha com o suco de um limão, sal, pimenta-do-reino branca e ervas finas. Se gostar, coloque três ou quatro camarões rosa no mesmo tempero. Enquanto os filés descansam, prepare uma vinagrete pouco úmida (tomate, cebola, azeite, pouco vinagre e sal).

Vamos preparar também uma farofa de maracujá. Raspe o conteúdo de um maracujá azedo em uma frigideira e cozinhe a polpa em fogo baixo até as sementes ficarem soltinhas. Acrescente um pouco de água, uma ou duas colheres de sopa. Acrescente farinha de milho amarela e misture delicadamente. Está pronto!

Retire os filés do tempero e passe no fubá. Frite os filés no azeite, e frite os camarões também em azeite em uma panela separada.

Decore cada prato em separado. Passe um fio de azeite no fundo do prato, desenhando um zigue-zague. Polvilhe coentro desidratado. Coloque o filé no prato e arrume os camarões em um pequeno círculo. Coloque umas duas colheres da vinagrete sobre os camarões e componha com a farofa. Veja o resultado:

Saint-Peter com Farofa de Maracujá

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Sala São Paulo

Apesar de ser do interior de São Paulo, me mudei para cá há sete anos e aprendi a amar esta cidade. O segredo? Aproveitar ao máximo o que a cidade tem de bom e aceitar o que ela não tem. Para quem gosta de arte, lazer, música, cultura, gastronomia e tecnologia, este lugar é o máximo.

É interessante como muitos paulistanos não conhecem alguns cartões-postais da nossa cidade. Um deles é a Sala São Paulo, uma jóia incrustrada no conjunto arquitetônico da Luz. Em breve vamos falar sobre os vizinhos ilustres: a Pinacoteca e o Parque da Luz; a estação Júlio Prestes e a Estação Pinacoteca; o mosteiro da Luz e o presépio napolitano; a estação da Luz e o museu da Língua Portuguesa.

A Sala São Paulo é a maior e mais moderna sala de concertos da América Latina e do mundo. Situada em um edifício construído entre 1925 e 1938, causa espanto por estar dentro de uma estação de trens. A geometria da sala, os revestimentos e todos os detalhes garantem uma acústica perfeita. Por exemplo, não existem carpetes ou cortinas para não interferir no som. O maior destaque da sala é o forro móvel, um teto de madeira computadorizado que ajusta a altura a cada música para ajustar a reverberação dos sons ao tipo de instrumento.

Se você quer aproveitar o passeio ao máximo, escolha o seu lugar no Coro (passe o mouse no mapa para ver as imagens da sala), o espaço atrás da orquestra. Você vai ver a orquestra de trás para frente, com o maestro de frente para você; dependendo do lugar escolhido você ficará a dois metros da percussão e se sentirá dentro da orquestra. Um alerta: se você for um preciosista, note que do Coro você vai sentir os sons de forma desproporcional, pois estará mais próximo dos graves e madeiras e mais longe dos agudos e das cordas. Para aproveitar melhor a música, melhor ficar na platéia.

Se você der sorte de pegar um regente cheio de trejeitos e uma obra com bastante percussão, a diversão está garantida. Neste feriado tivemos esta boa sorte, ao assistirmos o maestro Yoram David reger o segundo Ato de Cinderella, de Sergei Prokofiev. É muito divertido ver o maestro seguir a percussão com as bochechas, “falar” fininho com o violino, entre outras caretas. E também é interessantíssimo ouvir um som e descobrir imediatamente de qual instrumento ele veio. No movimento 38, Meia-noite, são nada menos do que sete percussionistas, com sons de castanholas, caixas de percussão, sinos de igreja, triângulo e som de relógio.

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