05/jun/07 23:44
Cem Anos de Solidão: Quarenta Anos
Em 5 de junho de 1967, há exatos 40 anos, era publicado por uma pequena editora argentina “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez (Português, Espanhol). Lançado sem muito alarde, se converteu em um marco da literatura latino-americana e ganhou o Nobel de Literatura de 1982.
Sin embargo, antes de llegar al verso final ya había comprendido que no saldría jamás de este cuarto[...] porque las estirpes condenadas a cien años de soledad no tenían una segunda oportunidad sobre la tierra.
A história se passa em Macondo, o lugar imaginário que não equivale à América Latina mas ao mesmo tempo evoca a cidade natal de Aracataca. O texto é pontuado de símbolos fantásticos que se repetirão em outros textos de Gabo, como a chuva interminável:
Llovió cuatro años, once meses y dos días. Hubo épocas de llovizna en que todo el mundo se puso sus ropas de pontifical y se compuso una cara de convaleciente para celebrar la escampada[...]
Considerado por alguns como o melhor texto em Espanhol desde o Quixote, o livro atravessa sete gerações da família Buendía, desde José Arcadio que foi preso a uma árvore depois de enlouquecer, até o último Aureliano, arrastado do berço pelas formigas.
El primero de la estirpe está amarrado en un árbol y al último se lo están comiendo las hormigas.
Ultimamente, Gabo é mais lembrado pela defesa irracional do regime cubano de Fidel Castro do que por suas obras. No entanto, ninguém poderá tirar-lhe o mérito de ter colocado a literatura latino-americana em evidência.