Sala São Paulo
Apesar de ser do interior de São Paulo, me mudei para cá há sete anos e aprendi a amar esta cidade. O segredo? Aproveitar ao máximo o que a cidade tem de bom e aceitar o que ela não tem. Para quem gosta de arte, lazer, música, cultura, gastronomia e tecnologia, este lugar é o máximo.
É interessante como muitos paulistanos não conhecem alguns cartões-postais da nossa cidade. Um deles é a Sala São Paulo, uma jóia incrustrada no conjunto arquitetônico da Luz. Em breve vamos falar sobre os vizinhos ilustres: a Pinacoteca e o Parque da Luz; a estação Júlio Prestes e a Estação Pinacoteca; o mosteiro da Luz e o presépio napolitano; a estação da Luz e o museu da Língua Portuguesa.
A Sala São Paulo é a maior e mais moderna sala de concertos da América Latina e do mundo. Situada em um edifício construído entre 1925 e 1938, causa espanto por estar dentro de uma estação de trens. A geometria da sala, os revestimentos e todos os detalhes garantem uma acústica perfeita. Por exemplo, não existem carpetes ou cortinas para não interferir no som. O maior destaque da sala é o forro móvel, um teto de madeira computadorizado que ajusta a altura a cada música para ajustar a reverberação dos sons ao tipo de instrumento.
Se você quer aproveitar o passeio ao máximo, escolha o seu lugar no Coro (passe o mouse no mapa para ver as imagens da sala), o espaço atrás da orquestra. Você vai ver a orquestra de trás para frente, com o maestro de frente para você; dependendo do lugar escolhido você ficará a dois metros da percussão e se sentirá dentro da orquestra. Um alerta: se você for um preciosista, note que do Coro você vai sentir os sons de forma desproporcional, pois estará mais próximo dos graves e madeiras e mais longe dos agudos e das cordas. Para aproveitar melhor a música, melhor ficar na platéia.
Se você der sorte de pegar um regente cheio de trejeitos e uma obra com bastante percussão, a diversão está garantida. Neste feriado tivemos esta boa sorte, ao assistirmos o maestro Yoram David reger o segundo Ato de Cinderella, de Sergei Prokofiev. É muito divertido ver o maestro seguir a percussão com as bochechas, “falar” fininho com o violino, entre outras caretas. E também é interessantíssimo ouvir um som e descobrir imediatamente de qual instrumento ele veio. No movimento 38, Meia-noite, são nada menos do que sete percussionistas, com sons de castanholas, caixas de percussão, sinos de igreja, triângulo e som de relógio.
Permalink Enviar por e-mail. Hits para esta publicação: 329.
maria aparecida disse,
26 de Junho de 2008 @ 00:46
Estive por tres vezes assistindo eventos na Sala São Paulo é divino, quando nela adentrei pela primeira vez, a sensação foi de aconchego, de leveza como se eu estivesse flutuando sentadae eu amo essa cidade de São Paulo.Só que há pouca divulgação dos eventos lá.Lindissimo seu texto,bastante ilustrativo com detalhes que eu desconhecia. Obrigada.
Carlos Sena » Balé da Cidade: 40 Anos disse,
9 de Julho de 2008 @ 22:37
[…] Tal qual a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo tem a Sala São Paulo, o Balé da Cidade tem o Teatro Municipal como sua casa preferida. E tal qual a OSESP, o Balé da Cidade é um orgulho para a nossa cidade. O paulistano ou visitante que ainda não conhece o Teatro Municipal não sabe o que está perdendo. […]