Arquivo de Julho de 2007

Primeira Vez no Second Life

Fiquei sem atualizar o blog por alguns dias, devido a um treinamento.

Uma das coisas interessantes que fiz esta semana foi me registrar (finalmente) no Second Life. Como acontece com todo mundo, penso eu, fiquei perdidaço. Talvez eu não tenha entendido muito bem, ou eu esteja ficando velho, ou pior, as duas coisas.

Dei umas voltas por aqui e por ali, dei minhas voadinhas (que legal!), até levei uns empurrões de um brucutu saído sei lá de onde. Acho que estava tão perdido quanto eu… Comprei o Guia Oficial, mas ainda não chegou. Em breve comento se a compra vale-a-pena.

Meu desafio agora é começar a pensar em aplicações deste novo mundo. Qualquer sugestão será bem-vinda.

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A Sabedoria das Multidões - Mercados Internos

Em sites como o Trendio, o IEM ou o TradeSports é possível “apostar” nos assuntos que serão mais quentes, nos resutados futuros de eleições ou esportes. Estes são exemplos de mercados, onde as pessoas estão trocando “mercadorias”: enquanto alguns acreditam que um determinado político vai perder e vendem suas “ações”, outros acham que vai ganhar e compram “ações”. Quanto maior a quantidade de indivíduos em um mercado, mais precisas são suas predições. Quem me soprou esta idéia foi o Caíque, que também me deu a dica do livro A Sabedoria das Multidões.

Será viável usar o conceito de mercados nas nossas Intranets? Um primeiro requisito para bons resultados segundo o livro é uma população grande, sem muita interferência entre os indivíduos e com variedade de opiniões, estilos, culturas entre outros aspectos. Fico pensando que talvez os resultados de tais pesquisas podem ser contaminados por um perigoso consenso, quanto mais forte for a cultura corporativa.

Qual é a sua opinião a respeito do uso de mercados internos para escolher melhores alternativas, tomar decisões, fomentar inovação? Como a sua empresa usa pesquisas e enquetes atualmente, tentando extrair a sabedoria da sua população, ou apenas um mecanismo de “interação” com o usuário?

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A Sabedoria das Multidões no Ambiente Corporativo

Estou pensando em exemplos da Sabedoria das Multidões aplicados ao ambiente corporativo, especialmente às Intranets. Exemplos interessantes da Web 2.0 são o tagging e o social bookmarking.

Os sites convencionais normalmente classificam seus conteúdos segundo taxonomias rígidas e pré-definidas. Um site da Web 2.0 normalmente permite que seus usuários associem suas próprias palavras-chave (os tags) aos seus conteúdos. Por exemplo, no Flickr os usuários associam palavras-chave às suas fotos, e outros usuários que também se interessem por estas fotos associam suas próprias palavras-chave. O autor de uma foto de uma paisagem pode adicionar tags como ‘paisagem’, ‘árvores’ e ‘bosque’, enquanto que outro usuário pode adicionar tags como ‘verde’, ‘bucólico’ e ‘frio’.

Quando um usuário encontra alguma página da Internet, da Intranet ou de qualquer sistema Web, normalmente ele guarda esta URL nos favoritos do seu navegador. Uma solução de social bookmarking permite ao usuário guardar estas URLs em um servidor e compartilhar estes favoritos com outros usuários. O que torna uma aplicação de social bookmarking extremamente poderosa é o tagging. Além da URL e o nome do site, os usuários também adicionam palavras-chave que ajudem a lembrar daquele conteúdo. Quanto mais usuários adicionarem tags a uma URL, mais rica será a informação e maior será a probabilidade do conteúdo ser encontrado.

Encontrar informações em uma grande Intranet muitas vezes é uma tarefa ingrata. Como melhorar a qualidade do resultado das buscas? O social bookmarking é um exemplo de sabedoria das multidões aplicada à recuperação de informações. Cada usuário vai guardar seus links e classificá-los com suas próprias palavras. Quanto mais os usuários usam o sistema, melhores serão os resultados da busca pelos tags. Cada link e tag adicionado funciona como um voto naquela página.

A IBM lançou recentemente o Lotus Connections, uma solução baseada nos conceitos da Web 2.0 para o ambiente corporativo. Um dos módulos do Connections é o Dogear, para social bookmarking.

Você imagina outros exemplos da sabedoria das multidões aplicada às Intranets?

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Avatars

Avatar SimpsonsComo sou pouco fotogênico, aqui vai meu avatar do Simpsons. Crie o seu no site oficial do filme; é bem divertido! Achei este link no blog do Enio Basso. Valeu Enio!

O meu avatar do Yahoo é mais antigo, mas se parece mais comigo (com uns 15 anos de idade…):
Carlos Sena

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A Sabedoria das Multidões

Acabo de postar mais uma resenha-resumo, agora do livro “A Sabedoria das Multidões”, de James Surowiecki.

Leia a resenha, leia o livro, comente, mande seus exemplos da vida real!

A próxima resenha será sobre “Ambient Findability: What We Find Changes Who We Become”, de Peter Morville. Mande suas sugestões para as próximas resenhas!

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Blue Man Group

Blue Man Group em São PauloFomos ao show do Blue Man Group no Credicard Hall, em São Paulo. É difícil rotular o espetáculo apenas como um show de rock ou música eletrônica. É uma bem dosada mistura de música, efeitos visuais, jogos de luz, videoclipes, interação com a platéia e humor. Dá pra ter uma pequena idéia no vídeo abaixo.

Com certeza é o show de música mais divertido que eu já vi. As crianças adoraram os instrumentos diferentões, que parecem ter saído de um show do Hermeto Paschoal.

Meus amigos do Rio de Janeiro, não deixem de conferir: de 13 a 29 de Julho no Citibank Hall.

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Festival das Estrelas e Festa da Cerejeira

Neste final de semana fomos visitar a Festa da Cerejeira, em Suzano-SP (minha cidade-natal, que fica cerca de 60 Km de São Paulo). Gravei um pedaço da apresentação infantil de Taikô, muito boa. É uma pena que a resolução do vídeo do meu celular seja tão ruim. O Yakisoba da Festa da Cerejeira é o mais gostoso de todos!

Quando voltamos a São Paulo demos uma passadinha no Festival das Estrelas, na Liberdade.

Festival das Estrelas 2007, Liberdade, São Paulo

O festival japonês é derivado de tradições chinesas, e celebra o encontro das estrelas Vega e Altair. A Via Láctea é um rio que separa estes dois amantes, que só podem se encontrar uma vez ao ano, no sétimo dia do sétimo mês lunar.

Fukinagashi, os fios que Orihime (a estrela Vega) usa para tecerNo ano que vem não deixe de visitar as festas japonesas! Em 18 de Junho de 2008 será comemorado o centenário da imigração japonesa no Brasil e os preparativos já começaram. Certamente as celebrações serão inesquecíveis!

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O iPhone chegou. E daí?

Apple iPhoneO iPhone começou a ser vendido na semana passada e a mídia especializada não para de falar nele. Muita gente adoraria colocar as mãos em um deles, e enquanto isso as críticas começam a aparecer, como na última edição da Veja ou na Variety. Para nós, brasileiros, nada feito, pois por enquanto ele está disponível apenas para residentes nos EUA e clientes de uma operadora exclusiva (AT&T/Cingular).

Tal onipresença na mídia confere ao iPhone os contornos de uma bolha. Quanto mais se fala dele, mais as pessoas querem possuí-lo. Ainda que muitos comentários sejam críticos, como os da Veja, o reforço constante na mídia vai mantê-lo no altar dos objetos de desejo por um bom tempo. Falem mal, mas falem de mim.

Não quero chover no molhado falando sobre “o” iPhone. O que me interessa é como ele vai mudar o nosso mercado. Um dos efeitos indiretos é o aumento do mercado de smartphones, pois quem não tem acesso a um pode se sentir atraído por um LG Prada, por exemplo, ainda com a vantagem de poder usar cartões de memória e rodar aplicações J2ME.

Quais são os tipos de aplicações candidatos a ter mais sucesso em um iPhone? O Gartner lançou uma análise sobre o assunto, onde recomenda aos produtores de conteúdo não investir em serviços de música, filmes e vídeo, por competirem frontalmente com o iTunes. A recomendação é focar no lançamento de serviços complementares ao iTunes, fazendo mashups com outras aplicações, e garantindo a compatibilidade com o browser da Apple, o Safari.

O mundo corporativo não deve ser afetado pelo iPhone. As telas touchscreen são o máximo em termos de design, mas não são nada práticas pra teclar um SMS ou um email. Neste quesito um BlackBerry se presta muito melhor ao serviço. A inexplicável ausência de Java e Flash no iPhone também limita a criação de aplicações embarcadas e força os desenvolvedores ao modelo sempre-conectado, browser based, que interessa somente à AT&T.

Voltando ao mundo do entretenimento, quais aplicações Web 2.0 você imagina como complementos ao serviço de filmes e música do iTunes? Sabendo destas restrições, você ainda teria um iPhone?

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Darwin, o Homem que Mudou o Mundo

Exposição Neste final de semana fomos visitar a exposição “Darwin - Descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou o mundo” no MASP. Parte da onda de exposições didáticas na cidade, a exposição sobre Darwin recria a viagem do naturalista em sua volta ao mundo no navio Beagle, além de contar parte de seu histórico familiar.

Peças do acervo do Museu de História Natural de Nova York, animais e plantas vivos, videos e uma cenografia brilhante são capazes de manter adultos e crianças entretidos por horas. As crianças adoraram as iguanas vivas e se surpreenderam com a comparação de embriões de diferentes animais.

O que mais me surpreendeu foi a quase ilimitada curiosidade de Darwin, capaz de superar os preconceitos da moral e religião da época, e construir teorias realmente inovadoras praticamente do zero. Não fosse Darwin, não teríamos hoje uma avançada indústria farmacêutica e agrícola, e quem sabe ainda houvesse áreas do conhecimento dominadas pelo obscurantismo.

Para quem gosta do tema, vale lembrar o projeto Genesis, do fotógrafo Sebastião Salgado - segundo ele seu último projeto. O projeto começou em 2004, com uma parada de 3 meses justamente nas Ilhas Galápagos, onde Darwin fez algumas de suas mais importantes descobertas. O jornal britânico The Guardian publicou um site especial de Sebastião Salgado, e disponibilizou uma galeria com fotos selecionadas do projeto Genesis em Galápagos. Aproveite!

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Métricas de Audiência Web

Para fechar esta série de posts sobre audiência em Portais, vou falar um pouco sobre métricas.

A maioria das ferramentas de audiência Web, principalmente aquelas baseadas em processamento de logs, nos fornece indicadores brutos como a quantidade de visitantes únicos, a quantidade de páginas servidas e páginas mais e menos vistas. Estes indicadores brutos nos fornecem pouca informação sobre a “saúde” do nosso site. Para gerenciar a performance do nosso site devemos primeiro identificar os nossos objetivos e então encontrar as métricas capazes de representar a nossa eficácia em atingi-los.

Digamos que o objetivo seja aumentar a visitação na área de produtos, e que para isso vamos fazer uma mudança na navegação do web site. Precisamos encontrar métricas que meçam a efetividade das alterações da navegação e acompanhar a tendência desta métrica ao longo do tempo. A simples medição de páginas vistas, ou mesmo do ranking de páginas mais vistas é incapaz de nos dizer se a mudança surtiu o efeito desejado.

Neste caso seria muito mais efetivo acompanhar a Bounce Rate das páginas desejadas. A Bounce Rate mede a quantidade de visitas que iniciaram nesta página (por exemplo, chegaram na página através de uma pesquisa no Google) e abandonaram o site em seguida (por exemplo, digitaram outra URL ou fecharam o browser). Uma Bounce Rate alta indica que muitos usuários abandonam o site, talvez por não encontrar nesta página outros conteúdos ou links interessantes, ou por não encontrar um link para comprar o produto, e por isso interrompem a navegação. Se a mudança no desenho do site estiver surtindo efeito, a Bounce Rate deveria ter uma tendência de queda.

Outra métrica que anda junto da Bounce Rate é a Conversion Rate, que mede a porcentagem de usuários que efetuam uma ação a partir de uma determinada página. Por exemplo, quantos usuários clicam no link de compra a partir da página com a descrição do produto. Se um dos seus objetivos é aumentar as vendas de um produto ou aumentar o número de funcionários que acessam o novo treinamento de RH na Intranet, você deve acompanhar a tendência da Conversion Rate.

Em todos os casos você deve primeiro definir seus objetivos para então escolher suas métricas e começar a acompanhá-las. Não basta ficar gerando relatórios de páginas mais vistas e não ter idéia das tendências nos números, ou o impacto das mudanças que você está fazendo no site. E por falar em mudanças, mude apenas um aspecto de cada vez (navegação, layout, disposição dos conteúdos, banners) e verifique o impacto nas métricas correspondentes. Se você mudar tudo de uma vez vai ser difícil de medir a efetividade, além de confundir a cabeça do seu usuário.

Para quem começou a usar o Google Analytics, aproveite os dois excelentes sites: Conversion University e Google Analytics Blog.

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