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O iPhone chegou. E daí?

Apple iPhoneO iPhone começou a ser vendido na semana passada e a mídia especializada não para de falar nele. Muita gente adoraria colocar as mãos em um deles, e enquanto isso as críticas começam a aparecer, como na última edição da Veja ou na Variety. Para nós, brasileiros, nada feito, pois por enquanto ele está disponível apenas para residentes nos EUA e clientes de uma operadora exclusiva (AT&T/Cingular).

Tal onipresença na mídia confere ao iPhone os contornos de uma bolha. Quanto mais se fala dele, mais as pessoas querem possuí-lo. Ainda que muitos comentários sejam críticos, como os da Veja, o reforço constante na mídia vai mantê-lo no altar dos objetos de desejo por um bom tempo. Falem mal, mas falem de mim.

Não quero chover no molhado falando sobre “o” iPhone. O que me interessa é como ele vai mudar o nosso mercado. Um dos efeitos indiretos é o aumento do mercado de smartphones, pois quem não tem acesso a um pode se sentir atraído por um LG Prada, por exemplo, ainda com a vantagem de poder usar cartões de memória e rodar aplicações J2ME.

Quais são os tipos de aplicações candidatos a ter mais sucesso em um iPhone? O Gartner lançou uma análise sobre o assunto, onde recomenda aos produtores de conteúdo não investir em serviços de música, filmes e vídeo, por competirem frontalmente com o iTunes. A recomendação é focar no lançamento de serviços complementares ao iTunes, fazendo mashups com outras aplicações, e garantindo a compatibilidade com o browser da Apple, o Safari.

O mundo corporativo não deve ser afetado pelo iPhone. As telas touchscreen são o máximo em termos de design, mas não são nada práticas pra teclar um SMS ou um email. Neste quesito um BlackBerry se presta muito melhor ao serviço. A inexplicável ausência de Java e Flash no iPhone também limita a criação de aplicações embarcadas e força os desenvolvedores ao modelo sempre-conectado, browser based, que interessa somente à AT&T.

Voltando ao mundo do entretenimento, quais aplicações Web 2.0 você imagina como complementos ao serviço de filmes e música do iTunes? Sabendo destas restrições, você ainda teria um iPhone?

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Um comentário para “ O iPhone chegou. E daí? ”

  1. Avi Alkalay em 9 de Julho de 2007 às 19:25

    Boa análise.

    Eu achava que o issue do teclado ia ser um problema para mim.

    Bem, eu testei um este final de semana e talvez mudei de idéia.

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