Arquivo de Agosto de 2007

Sobre Balanced Scorecards, Dashboards e Cockpits

Depois de um longo período sem escrever, aqui estou eu de volta.

Um tema que tem me ocupado recentemente são as demandas por Balanced Scorecards, Dashboards e Cockpits. É impressionante a confusão que nós, praticantes de tecnologia, conseguimos fazer com esse tema na cabeça dos nossos clientes… A todo momento vejo as pessoas chamando um punhado de gráficos de scorecard, ou um conjunto de 800 indicadores de cockpit executivo. Aqui vão algumas considerações a respeito:

  • Balanced Scorecard não é uma ferramenta, é uma metodologia de gerenciamento estratégico. A criação de um scorecard é naturalmente um processo top-down, que parte da missão e estratégia da empresa para criar os objetivos estratégicos. Estes objetivos são desdobrados para os níveis inferiores, até chegar aos objetivos individuais. Este processo garante o alinhamento dos objetivos individuais e da execução com a estratégia da empresa. E o scorecard é balanceado pois é incentivado que os indicadores reflitam diferentes perspectivas (indicadores de clientes, processos, recursos humanos e financeiros, por exemplo), e não apenas a visão financeira.
  • Dashboards são composições gráficas de vários indicadores relacionados, como em um painel de instrumentos de um carro. Os dashboards são úteis para analisar o motivo de um comportamento abaixo do esperado de um indicador específico, principalmente quando existem recursos de aprofundamento (drill-down) e diferentes visualizações.
  • Soluções baseadas em OLAP fornecem uma análise multidimensional, realizando cálculos complexos, análise de tendências e modelagem de dados. Os resultados de consultas OLAP normalmente são visualizados em matrizes (ou cubos) que podem ser manipulados e cruzados.

Existe alguma sobreposição entre estas abordagens, e quando adotamos uma das abordagens temos a tentação da “síndrome do martelo” (quem tem um martelo acha que tudo é prego). Ou seja, como os conceitos são tão parecidos, é comum encontrarmos uma boa solução de Business Intelligence sendo usada também para gerar um scorecard deficiente.

Outra anomalia que tenho percebido com freqüência é a suposição de que temos que automatizar todos os processos, ou primeiro implementar um datawarehouse, antes de se criar um scorecard. Processos deste tipo, bottom-up, geram scorecards descolados da real estratégia da empresa. Nada impede que você comece a montar um scorecard a partir de dados que não estão em nenhum sistema, mas que são intimamente relacionados com a estratégia da empresa.

Uma boa prática seria ter os objetivos estratégicos de alto-nível refletidos em um scorecard, e desdobrados para os objetivos das áreas, até o nível tático e operacional. Os indicadores podem ser relacionados a dashboards, ou a cubos OLAP, que podem ser acionados quando alguém desejar analisar o motivo da baixa performance. Resumindo, um scorecard fornece uma visão estratégica, multifacetada, de médio e longo prazo, enquanto dashboards e cubos fornecem uma visão analítica, de um ponto de vista de um indicador.

Se você usa alguma destas tecnologias na sua empresa, ou tem praticado estes conceitos como consultor, envie-me seu comentário ou email.

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Ratatouille de Verdade

Quem tem filhos já deve ter assistido Ratatouille, a simpática animação da Disney-Pixar. Eu que adoro cozinhar, já saí do cinema com vontade de provar o prato-título.

Ratatouille e Coq au Vin

Como o Ratatouille é um acompanhamento, preparei também um Coq au Vin. Combinou muito bem!

Pro Ratatouille, usei 3 berinjelas pequenas, 3 abobrinhas italianas (zucchini) pequenas e 1 pimentão vermelho grande. Fatie as berinjelas e abobrinhas em fatias de 1 cm de espessura. Espalhe sal grosso no fundo de um prato grande e disponha as fatias de berinjela (não coloque a abobrinha!); cubra as fatias com mais sal e assim por diante. Cubra o prato com outro prato e coloque algum peso em cima (usei caixas de leite longa vida). Este processo serve para desidratar a berinjela. Depois de cerca de 1 hora você vai ver que saiu uma grande quantidade de água da berinjela. Lave as fatias para tirar todo o excesso de sal e seque em papel absorvente. Tire a pele do pimentão (no fogo), retire as sementes e corte em fatias de 1 cm.

Em uma cassarola ou frigideira funda refogue uma cebola em duas colheres de azeite. Arrume as fatias de berinjela em círculos, depois as fatias de abobrinha em círculos, depois as fatias de pimentão, e assim por diante até terminar com os vegetais. Deixe no fogo baixo por volta de 45 minutos. Ao final salpique com manjericão picado. Por mais simples que pareça a receita, o sabor é muito bom.

O Coq au Vin (frango no vinho) também é fácil de preparar. Corte um frango inteiro pelas juntas e retire o excesso de gordura. Tempere com sal e pimenta e reserve. Em uma cassarola funda doure o frango em duas colheres de manteiga e uma colher de azeite. Doure o frango aos poucos e vá retirando. Na mesma gordura, já retirado o frango, refogue uma cebola, um dente de alho e duas colheres de salsa. Volte o frango e refogue um pouco. Acrescente 1/4 de xícara de conhaque e flambe (cuidado! quase fiquei sem sobrancelhas!). Ao terminar o álcool, acrescente um copo de vinho riesling (branco seco) e um copo de caldo de galinha. Deixe cozinhar por cerca de 45 minutos, acrescentando um pouco mais de caldo se ficar seco. Ao final adicione cogumelos fatiados. Dissolva uma colher de farinha de trigo em meio copo de creme de leite fresco e incorpore delicadamente ao frango.

Para servir, disponha as fatias do ratatouille em círculos. Acompanhe o coq au vin com arroz branco. Bon appétit!

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