Pra comemorar apropriadamente o dia da consciência negra, uma excelente dica é o Museu Afro-Brasil. Fazia algum tempo que eu estava curioso em visitá-lo, e o empurrão que faltava foi a exposição temporária sobre o Benin. O Museu Afro-Brasil fica no Parque do Ibirapuera, no portão 10, pertinho do lago e do Planetário. Dica: não deixe seu carro com os flanelinhas! Estacione na Assembléia Legislativa e atravesse a rua.

Fiquei surpreso com a dimensão e o acervo do museu, ademais a qualidade das exposições temporárias. Como o nosso objetivo primeiro era a exposição sobre o Benin, vamos retornar em breve para conhecer melhor o acervo fixo.

O Benin é hoje um pequenino país africano, mas foi um dia o reino de Daomé (ou também Costa dos Escravos). É impressionante como não conhecemos praticamente nada deste país, dada a sua importância para a nossa cultura: a maioria dos escravos que veio para o Brasil partiu de lá; comidas como o Acarajé, o Inhame e o Azeite-de-Dendê são do Benin; o Candomblé é derivado do Vodu, religião do país. Para quem for para Salvador, uma dica: não deixe de visitar a Casa do Benin, no Pelourinho. É um misto de museu e restaurante, ambos de excelente qualidade.

Os pontos altos da exposição do Benin, na nossa opinião, foram:

  • As emocionantes fotos em preto-e-branco de Pierre Verger. Veja milhares de fotos do artista no site da Fundação Pierre Verger, entre elas as fotos de Dahomey (Daomé, hoje Benin)
  • Os desenhos originais de Carybé, em suas duas visitas ao Benin
  • As gigantescas máscaras Gélédé (se não fossem as fotos, não daria pra imaginar alguém usando aquilo na cabeça!)
  • A instalação de Aston. Vista do alto, a obra gigante mostra os navios negreiros repletos de escravos partindo da África. Ao olhar a obra de perto nos damos conta de que as centenas de personagens, navios, cavalos e tudo o mais são feitos de sucatas variadas, e percebemos a segunda intenção do artista: hoje somos escravos do consumismo.

Não deixe de visitar esta maravilhosa exposição, até 24/02/2008.

2 Respostas to “Museu Afro-Brasil: Benin está vivo ainda lá”

  1. Jose Geraldo disse:

    Senna,

    Gostei de achar em um Blog que fala de tecnologia e cultura. E neste caso de cultura africana, que é uma das formadoras da cultura brasileira.

    Estou usando o email pessoal, mas estivemos juntos em uma reunião no Unibanco, onde você falou sobre web 2.0. Bom isto é outro assunto que eu falo depois.

    Abraços

    Geraldo Coura

  2. brincadeira amei to fasendo um trabalho sebre isso e adorei amei

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