09/abr/08 22:34
O meu Telefone Mágico
A última edição da Java Magazine traz um editorial sobre Android versus Java ME, muito apropriadamente do ponto de vista de um desenvolvedor. Existem várias discussões sobre o assunto, a maioria puxando a sardinha para um lado (por exemplo, veja o blog de Hinkmond Wong, da Sun).
A maior parte das discussões que encontrei atacam o fato de que o Android ainda não existe comercialmente, ou seja, ainda não existe nenhum telefone Android-enabled. Fato. Outra parte vai por uma vereda “religiosa”, tentando impingir a sua verdade de fé aos incréus, e acusando a iniciativa “da Google”.
No entanto o que mais me chamou a atenção foi a lista de membros da Open Handset Alliance, o grupo de empresas que apóia e financia a iniciativa. O fato da HTC, que vem liderando o mercado de smartphones high-end, ao lado de LG, Motorola e Samsung pertencerem à aliança me parece muito relevante. O fato de pertencerem a China Mobile, NTT DoCoMo, Sprint, T-Mobile, Telecom Italia e Telefónica pelo lado dos operadores, também.
Estamos vendo o Windows Mobile crescendo velozmente nos dispositivos móveis, e o Java ME não me parece capaz de competir como plataforma por ser fragmentado demais e excessivamente focado no desenvolvedor, relegando a segundo plano os interesses de operadores e fabricantes de dispositivos. Por plataforma quero dizer não apenas os aplicativos baixados no dispositivo, mas também os aplicativos básicos do aparelho, como a agenda, a tela de discagem, etc. Parece-me muito salutar o movimento do mercado na direção de padrões abertos, seja o vencedor ao final o Java ME, Android ou outro padrão que se anuncie. A conferir.
Enquanto isso, veja o vídeo de divulgação da Open Handset Alliance, sobre o que seria um telefone mágico. Lembra muito a campanha da Leo Burnett para os 30 anos da Fiat sobre o carro do futuro.