Arquivo de Julho de 2008

Uma nova geração de entretenimento (?)

Viagem ao Centro da Terra 3D Estreiou neste final de semana o novo filme 3D, a Viagem ao Centro da Terra. O canastrão Brendan Fraser, da franquia “A Múmia“, é o produtor e protagonista. O filme tem um fiapo de roteiro, mas cumpre muito bem o papel de divertir. Não sei como ficam em 2D as piadas que se apóiam fortemente no 3D, portanto recomendo que você assista o filme em uma das salas RealD (Eldorado/SP, MarketPlace/SP, Downtown/RJ e Floripa Shopping), senão você vai ficar só com a canastrice do galã.

A minha intenção aqui não é fazer uma resenha de cinema, mas pensar sobre a nova geração do entretenimento. O cinema 3D veio (voltou) para ficar (até quando?). As primeiras experiências com 3D datam de 1922. No entanto, a primeira onda avassaladora do cinema 3D aconteceu nos anos 50, na tentativa de trazer as pessoas de volta às salas de cinema depois do advento da onipresente televisão. Talvez você já tenha visto um filme usando aqueles toscos óculos de lentes vermelhas e azuis, como na foto ao lado, de J.R.Eyerman (1952). Nas décadas seguintes ainda foram produzidos alguns filmes em 3D, mas sem o mesmo efeito de atração das massas da década de 50.3D Glasses - J.R.Eyerman, 1952

Nos últimos anos as atenções se voltaram novamente para o 3D. Os primeiros filmes do novo milênio, já no formato IMAX, ainda tinham o inconveniente da tecnologia imatura. Quem teve a chance de assistir o patético Pequenos Espiões 3D deve se lembrar da dor-de-cabeça, seja pelo uso dos óculos bicolores, seja pelo pavoroso roteiro…

Os filmes de animação foram então alçados aos candidatos ideiais para o cinema 3D, pois os softwares que os produzem já contém as informações de profundidade necessárias. Um excelente exemplo dessa safra de animações em 3D é A Casa Monstro, que além de tudo ainda conta uma bela história (este vale-a-pena assistir mesmo sem os efeitos 3D). Outras bobagens divertidas desta fase são o Galinho Chicken Little e Meet the Robinsons.

Agora chegamos em um novo patamar: filmes em 3D, com atores de verdade, sem dor-de-cabeça! E não é um experimento isolado. A Viagem ao Centro da Terra não é o primeiro filme em 3D, mas certamente é o primeiro desde os anos 50 com potencial de atrair as massas ao cinema e de ressuscitar definitivamente este filão. Além dos filmes, outros eventos em 3D também vão atrair os expectadores ao cinema, como com os shows do U2 e da Hannah Montana.

Você já assistiu algum dos últimos lançamentos em 3D? Qual foi a sua experiência?

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Paella

Neste fim de semana rolou uma paella aqui em casa. Segundo nos contou um garçom em Fortaleza, a origem da palavra paella teria vindo dos camponeses, que ao voltarem para casa no final de semana preparavam a comida “para ellas”.

Vamos conferir?

Paella
Calcule 100 gr. de arroz para cada pessoa. Para cada porção de arroz, use uma porção de coxa e sobrecoxa de frango desossadas, uma porção de lula e polvo, uma porção de camarões médios descascados.

Você pode improvisar a paellera com uma panela Wok, como a que eu usei na foto. Esta panela comporta 600 gr. de arroz, mais as carnes na proporção. Outros ingredientes para uma panela cheia destas: 1 pimentão amarelo picado, 200 gr. de ervilha fresca, 200 gr. de vagem fina, 2 tomates de molho picados, 1 cabeça (é isso aí!) de alho. Para decorar: camarões inteiros, mariscos com concha (não uso pois minha esposa tem alergia), pimentão vermelho em rodelas.

Pique o frango em cubos médios, tempere com sal, alho picado e pimenta; reserve. Pique a lula e o polvo, em aros a primeira, em rodelas o último. Deixe de molho em água por uma meia hora e depois cozinhe por 10 minutos com pouco sal. Cozinhe por 5 minutos os camarões inteiros bem lavados, com casca e cabeça, e 1 colher de sal. Reserve o caldo.

Frite metade dos dentes de alho descascados e inteiros em uma porção generosa de azeite. Refogue o frango neste azeite com os dentes de alho, retire da panela e reserve. Coloque mais azeite na panela e frite o restante dos dentes de alho. Refogue a lula e o polvo neste azeite. Junte o frango e acrescente o caldo do camarão. Deixe cozinhar por uns 30 minutos até reduzir um pouco.

Acrescente os tomates e o pimentão amarelo picados, as vagens inteiras e as ervilhas. Acrescente um envelope de açafrão, deve ter uns 5 gr., e misture bem. Acrescente o arroz, e misture os camarões descascados. Cubra com o dobro da medida do arroz de água fria (se ainda tiver sobrado, use o caldo de camarão). Logo depois de acrescentar a água decore a paella com os pimentões e tomates em rodelas, camarões grandes, lagostins, mexilhões, etc., e deixe cozinhar até secar a água. Ao final do cozimento, regue com azeite e deixe por mais uns 2 minutos.

Servi com um bom vinho verde, que apesar de português, combina que é uma maravilha com a paella!

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Festa da Cerejeira, Yakisoba e Taikô

Várias cidades comemoram nesta época a florada das cerejeiras em tradicionais festas japonesas. Como fazemos todos os anos, fomos atrás do melhor Yakisoba: na Festa da Cerejeira de Suzano!

Esta foi a XXIII edição, no Bunkyo (Associação Cultural) de Suzano. Apesar de ser uma festa relativamente nova, esse costume de comer Yakisoba lembra da minha infância, quando Suzano (minha terra natal) ainda era conhecida como Cidade das Flores, e ainda existia a festa da Bienal das Flores. Que delícia!

É muito legal você ver o preparo do Yakisoba. São pelo menos umas dez chapas, dessas de lanchonete, como na foto aí do lado, onde eles fritam (yaki) o macarrão (soba; aha!).
Do outro lado, um batalhão de senhoras japonesas, além dos netos e familiares, cortam caixas e mais caixas de legumes frescos e preparam tudo em enormes tachos. Deve ter umas 30 a 40 pessoas envolvidas no preparo a cada momento; é impressionante.
Além do famoso Yakisoba, você pode provar o Udon (sopa de macarrão), Harumaki (os rolinhos de primavera), Makisushi (aquele sushi mais tradicional, de pneuzinho)…

Mas a festa não é só comilança. Você pode jogar uma emocionante (!) partida de Gateball, um cricket japonês.

A minha atração preferida é a apresentação de taikô (tambor japonês). Na primeira “música”, além do palco eles ocuparam também as primeiras filas da platéia. Era possível sentir o chão tremer!

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Dia do Rock!

Feliz Dia do Rock! Todos gostam de listas, inclusive eu. Aqui vai minha playlist do dia, sem a pretensão de ser a lista das “melhores”. É só minha homenagem, com músicas que eu gosto. Qual é a sua lista?


Aproveite e conheça o Playlist.com. Compartilhe suas playlists!

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Balé da Cidade: 40 Anos

O Balé da Cidade de São Paulo faz 40 anos e comemora com o lançamento mundial da coreografia “Canela Fina”, de Cayetano Soto.

Tal qual a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo tem a Sala São Paulo, o Balé da Cidade tem o Teatro Municipal como sua casa preferida. E tal qual a OSESP, o Balé da Cidade é um orgulho para a nossa cidade. O paulistano ou visitante que ainda não conhece o Teatro Municipal não sabe o que está perdendo.

O Teatro data de 1911, e tem uma fachada renascentista inspirada na Ópera de Paris. O Teatro está na Praça Ramos de Azevedo, arquiteto responsável pelo seu projeto. Integrados ao mesmo conjunto arquitetônico estão outros importantes edifícios, como o Shopping Light e a Prefeitura Municipal (Edifício Matarazzo, ou Banespinha).

Ao visitar o Teatro preste atenção aos postes de luz, feitos de ferro fundido e  reformados recentemente.  Atente também para as esculturas que adornam ricamente a fachada.

Dentro do Teatro, atente para a escultura de Victor Brecheret, na entrada do salão do café.

No piso superior, visite a sala dos espelhos, aparentemente uma réplica menor do Grand Foyer do Palais Garnier, da Ópera de Paris. Esta sala é ricamente decorada com vitrais, pinturas no teto, metais e espelhos, e acomoda exposições temporárias como roupas e objetos de cena, fotografias de época ou comemorativas, como a atual em comemoração aos 40 anos do Balé da Cidade.

O espetáculo desta semana contou com a apresentação de três coreografias: Dualidade@BR, Canela Fina e Perpetuum. Dualidade@BR é de 2001, e tem a cara do Balé da Cidade: vigoroso, quase atlético, levemente sensual. Canela Fina é uma estréia mundial, coreografada em parceria com o Liceu de Barcelona. O grande impacto de Canela Fina são os 100 kg de canela que são despejados no palco, espalhando o seu cheiro e expandindo a experiência sensorial da platéia. A divertidíssima Perpetuum é uma releitura pós-moderna de valsas clássicas, e consegue abusar de “modernices”, como uma dança de mais de cinco minutos sem som, sem ser modorrenta. Em vários momentos a platéia não se contém e chega a rir das criativas coreografias.

Se você ainda não conhece, visite o Teatro Municipal e aproveite a riquíssima programação de 2008, a preços bastante populares.

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Final de Semana em Itu

Eu e minhas filhas adoramos andar a cavalo. Seguindo a dica do amigo Daniel Dalcaro, fomos conhecer o Centro Hípico Campanário, em Itu. Encontramos muito mais do que esperávamos…

É muito fácil chegar lá. Saindo de São Paulo pela Bandeirantes, pegue a saída para Itu, no km 59 (Rod. D. Gabriel). Siga na D. Gabriel até o km 84 e pegue a estrada da Concórdia. Depois de 4 km de uma boa estrada de terra, pegue a esquerda na bifurcação e ande mais 1 km. Você vai passar em frente ao Armazém do Limoeiro e a igreja.

O Haras é novinho, tem chalés para acomodação, comida deliciosa e vários cavalos para todos os gostos. Prefira ir no sábado de manhã, e você terá praticamente toda a atenção para si.

Na saída do Haras resolvemos parar no Armazém do Limoeiro. Você pode pedir uma cervejinha e ficar ouvindo moda de viola, de raiz. Peça ao Seu Clemente para contar a deliciosa história do Armazém (fundado em 1901) e da Fazenda da Concórdia. Cada foto do armazém tem um motivo e uma longa explicação, bem pitoresca e pausada. As pessoas que vão entrando no armazém, todas vestidas “a carater”, vão se juntando à conversa e contando outros “causos”. Você mal percebe e se passaram algumas horas de conversa fiada, cerveja e moda de viola. Na saída, Seu Clemente nos convida para a missa de domingo.

No dia seguinte, um domingo, retornamos para a missa das 8:30 na capela que fica entre o armazém e o haras. Capela muito simples, cabem no máximo 50 pessoas. Todos se conhecem e logo cumprimentam e fazem festa para os “visitantes de São Paulo”. A missa toda é acompanhada por um casal de violeiros. Após a benção final, a maior surpresa: sobem ao altar os “Violeiros de Deus”. Três exímios violeiros e dois cantores afinadíssimos, entoam um repente sobre a liturgia do dia.

Terminada a missa, todos se dirigem para o salão ao lado da capela, para compartilhar pão caseiro e café fresquinho. Tudo muito simples, gente muito boa. Uma experiência fantástica.

Após a missa aproveitamos para conhecer a cidade de Itu, distante cerca de 15 minutos dali. A primeira boa surpresa, logo ao chegar ao centro histórico, foi encontrar uma pequena mas bem cuidada exposição do Aleijadinho no Regimento Deodoro. O centro histórico impressiona pela conservação dos prédios: museus, casarões, igrejas.

Na volta, uma passadinha na fazenda do Chocolate. Foi a decepção do passeio, pois é tão cheio de gente que não dá pra aproveitar a beleza do lugar. O ponto alto da fazenda foi encontrar esse tucano solto em uma árvore.

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