Balé da Cidade: 40 Anos
O Balé da Cidade de São Paulo faz 40 anos e comemora com o lançamento mundial da coreografia “Canela Fina”, de Cayetano Soto.
Tal qual a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo tem a Sala São Paulo, o Balé da Cidade tem o Teatro Municipal como sua casa preferida. E tal qual a OSESP, o Balé da Cidade é um orgulho para a nossa cidade. O paulistano ou visitante que ainda não conhece o Teatro Municipal não sabe o que está perdendo.
O Teatro data de 1911, e tem uma fachada renascentista inspirada na Ópera de Paris. O Teatro está na Praça Ramos de Azevedo, arquiteto responsável pelo seu projeto. Integrados ao mesmo conjunto arquitetônico estão outros importantes edifícios, como o Shopping Light e a Prefeitura Municipal (Edifício Matarazzo, ou Banespinha).
Ao visitar o Teatro preste atenção aos postes de luz, feitos de ferro fundido e reformados recentemente.
Atente também para as esculturas que adornam ricamente a fachada.
Dentro do Teatro, atente para a escultura de Victor Brecheret, na entrada do salão do café.
No piso superior, visite a sala dos espelhos, aparentemente uma réplica menor do Grand Foyer do Palais Garnier, da Ópera de Paris. Esta sala é ricamente decorada com vitrais, pinturas no teto, metais e espelhos, e acomoda exposições temporárias como roupas e objetos de cena, fotografias de época ou comemorativas, como a atual em comemoração aos 40 anos do Balé da Cidade.
O espetáculo desta semana contou com a apresentação de três coreografias: Dualidade@BR, Canela Fina e Perpetuum. Dualidade@BR é de 2001, e tem a cara do Balé da Cidade: vigoroso, quase atlético, levemente sensual. Canela Fina é uma estréia mundial, coreografada em parceria com o Liceu de Barcelona. O grande impacto de Canela Fina são os 100 kg de canela que são despejados no palco, espalhando o seu cheiro e expandindo a experiência sensorial da platéia. A divertidíssima Perpetuum é uma releitura pós-moderna de valsas clássicas, e consegue abusar de “modernices”, como uma dança de mais de cinco minutos sem som, sem ser modorrenta. Em vários momentos a platéia não se contém e chega a rir das criativas coreografias.
Se você ainda não conhece, visite o Teatro Municipal e aproveite a riquíssima programação de 2008, a preços bastante populares.
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