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Começa a Campus Party 2009
Estou aqui na Campus Party 2009. Aqui vai o canal de vídeo ao-vivo. Espero ter tempo de escrever mais, depois!
Estou aqui na Campus Party 2009. Aqui vai o canal de vídeo ao-vivo. Espero ter tempo de escrever mais, depois!
Já está em cartaz desde o começo do ano a nova animação da Disney, Bolt. Segundo a estratégia anunciada tanto pela Disney como pela Dreamworks, esta animação tem versões tanto em 2D como em 3D.
Primeiro, alguns comentários sobre o filme. Um desavisado poderia imaginar que o filme é dos estúdios rivais Dreamworks ou Pixar, e não uma produção da Disney. Os diálogos são rápidos, sem “musiquinhas” e as tiradas são bastante “espertas” para levar mesmo os adultos às gargalhadas. A qualidade da animação 3D é excelente. E o roteiro… bem, você não espera um grande roteiro de uma animação, só 1h30 de boa diversão.
Agora falemos sobre a tecnologia 3D. O que mais me agradou foi o uso engenhoso e parcimonioso do 3D. Passados os primeiros minutos você já se envolve na história e se esquece de que o filme está em 3D. Ou seja, o 3D não está ali fazendo tudo saltar da tela, dando sustos e querendo justificar os reais a mais que você pagou pelo ingresso (vide Viagem ao Centro da Terra, onde o 3D é usado de forma ostensiva). Muito pelo contrário, a sensação gerada pelo 3D é de um realismo envolvente e imersivo, sem abusos.
Com a quantidade de lançamentos em cinema, em breve vai haver uma pressão cada vez maior para que estes conteúdos possam ser vistos em casa. Simplificando muito, existem basicamente três tecnologias para levar este tipo de conteúdo para o lar:
Existe uma grande força da indústria na direção dos óculos polarizados, pois a conversão do cinema para os formatos domésticos (isto é, Blueray) seria trivial ou mesmo desnecessária. No entanto este formato não parece ser o melhor para a transmissão em broadcast ou unicast, como na TV a cabo, satélite ou IPTV, pois em princípio demanda o dobro de largura de banda. Os monitores autoestereoscópicos tem a vantagem de economizar bastante em largura de banda, além da vantagem óbvia de dispensarem os óculos. No meu caso particular, que já uso óculos para miopia, o uso de óculos adicionais é um incômodo.
Nesta quinta-feira começa a CES 2009 (Consumer Electronics Show) e praticamente todos os fabricantes da área de video anunciarão novidades na área de vídeo 3D. O que será que vem por aí?
Antes de mais nada, um Feliz Ano Novo a todos!
Queria compartilhar uma experiência não planejada de observação do “usuário” que tive neste Natal. Como todos anos, passei este Natal com a minha família, na casa da minha irmã. Também como já se tornou hábito, levamos o Wii na bagagem. O Wii em si já nem é mais novidade e fez o sucesso habitual entre as crianças, os “moços” e mesmo com os da “melhor idade”, sempre tinha alguém jogando. Este realmente é “o” videogame pra jogar em família. Mas a parte interessante veio depois…
Lá pelas tantas, meu sobrinho me pergunta se dá pra passar na TV um vídeo dele no Youtube. Configurei no Wii a rede WiFi da casa da minha irmã e ensinei meu sobrinho a navegar com o Internet Channel.
Dica: o Wii vem sem nenhum browser. O Internet Channel é o nome que a Nintendo dá para o Opera Mini 9 para o Wii. Para adicioná-lo, vá ao canal Wii Shop e procure por Internet Channel, que custa 500 Wii Points. Vale a pena!
Em poucos minutos juntou um monte de gente em volta da TV, primeiro para ver os vídeos do meu sobrinho. Depois de algum tempo todo mundo tinha sugestões de vídeos legais que haviam visto e passamos um bom tempo vendo “TV”. Se o vídeo era chato, todo mundo se manifestava e já pulávamos para o próximo. Se o vídeo era legal, bastava ver as recomendações de vídeos relacionados ou fazer uma busca para encontrar mais do mesmo tipo. Nada diferente do que já fazemos na experiência solitária do computador, mas agora na sala de estar.
Uma experiência relacionada é o guia de TV para Wii, disponível apenas no Japão. Poder ver a programação no Wii ou mesmo usar o Wiimote para mudar os canais não me parece nenhuma ruptura de paradigma. Na minha opinião a grande novidade deste guia de TV é poder compartilhar com os seus amigos o programa que você está vendo, comentá-lo, trocar outros conteúdos.
Cada vez mais assistimos “TV” no computador, seja no Youtube, no Terra TV e similares, seja nas séries de TV que baixamos da Internet (quem não baixa uma seriezinha que atire a primeira pedra!). Novos dispositivos como os consoles de videogame, os media servers e mesmo as novas TVs que vem por aí, vão permitir o acesso à Internet. A nossa experiência de TV tende a ser cada vez mais fragmentada, interativa e social (você quer compartilhar e comentar as suas experiências com os seus amigos).
É evidente que este comportamento é predominante em uma camada pequena da população, de usuários mais sofisticados. Mas não tenho dúvidas que a “TV” das novas gerações é fundamentalmente diferente do eletrodoméstico dos tempos do Silvio Santos. Grande desafio, projetar aplicações que possam ser interessantes para este novo público, tão interativo.