Sena

Novas formas de ver TV

Antes de mais nada, um Feliz Ano Novo a todos!

Queria compartilhar uma experiência não planejada de observação do “usuário” que tive neste Natal. Como todos anos, passei este Natal com a minha família, na casa da minha irmã. Também como já se tornou hábito, levamos o Wii na bagagem. O Wii em si já nem é mais novidade e fez o sucesso habitual entre as crianças, os “moços” e mesmo com os da “melhor idade”, sempre tinha alguém jogando. Este realmente é “o” videogame pra jogar em família. Mas a parte interessante veio depois…

Lá pelas tantas, meu sobrinho me pergunta se dá pra passar na TV um vídeo dele no Youtube. Configurei no Wii a rede WiFi da casa da minha irmã e ensinei meu sobrinho a navegar com o Internet Channel.

Dica: o Wii vem sem nenhum browser. O Internet Channel é o nome que a Nintendo dá para o Opera Mini 9 para o Wii. Para adicioná-lo, vá ao canal Wii Shop e procure por Internet Channel, que custa 500 Wii Points. Vale a pena!

Em poucos minutos juntou um monte de gente em volta da TV, primeiro para ver os vídeos do meu sobrinho. Depois de algum tempo todo mundo tinha sugestões de vídeos legais que haviam visto e passamos um bom tempo vendo “TV”. Se o vídeo era chato, todo mundo se manifestava e já pulávamos para o próximo. Se o vídeo era legal, bastava ver as recomendações de vídeos relacionados ou fazer uma busca para encontrar mais do mesmo tipo. Nada diferente do que já fazemos na experiência solitária do computador, mas agora na sala de estar.

Uma experiência relacionada é o guia de TV para Wii, disponível apenas no Japão. Poder ver a programação no Wii ou mesmo usar o Wiimote para mudar os canais não me parece nenhuma ruptura de paradigma. Na minha opinião a grande novidade deste guia de TV é poder compartilhar com os seus amigos o programa que você está vendo, comentá-lo, trocar outros conteúdos.

Cada vez mais assistimos “TV” no computador, seja no Youtube, no Terra TV e similares, seja nas séries de TV que baixamos da Internet (quem não baixa uma seriezinha que atire a primeira pedra!). Novos dispositivos como os consoles de videogame, os media servers e mesmo as novas TVs que vem por aí, vão permitir o acesso à Internet. A nossa experiência de TV tende a ser cada vez mais fragmentada, interativa e social (você quer compartilhar e comentar as suas experiências com os seus amigos).

É evidente que este comportamento é predominante em uma camada pequena da população, de usuários mais sofisticados. Mas não tenho dúvidas que a “TV” das novas gerações é fundamentalmente diferente do eletrodoméstico dos tempos do Silvio Santos. Grande desafio, projetar aplicações que possam ser interessantes para este novo público, tão interativo.

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