Arquivo de fevereiro, 2009

Depois do último post fiquei pensando nos últimos filmes que assisti com minhas filhas: a maioria em 3D! É claro que sendo eu interessado na tecnologia também dou um incentivo a mais. Aqui vai minha lista 3D recente:

  • Coraline
  • Bolt
  • Os Mosconautas
  • Viagem ao Centro da Terra

Alguém duvida que duas pré-adolescentes queiram ver o próximo lançamento, “Jonas Brothers – The 3D Concert Experience”? E quem com filhos nesta idade vai deixar de ver Monster vs. Aliens (não é terror, é uma animação mais pra Monstros S.A.), Up, A Era do Gelo 3 ou o próximo Harry Potter?

Consulte uma lista dos próximos lançamentos de animações e filmes infantis, e você perceberá que praticamente todos os filmes que nossos filhos verão em breve terão uma versão 3D, ou serão exclusivamente 3D. Qual será a expectativa destes espectadores ao assistir um filme em casa? Será que a TV e o videogame tradicionais perderão a graça? Ou é só uma forma de entretenimento a mais, para esta geração já tão cheia de distrações?

Coraline 3D Parece que desta vez o cinema 3D veio para ficar. Com produções cada vez mais caprichadas como é o caso do mais novo lançamento, Coraline, o 3D deixou de ser um efeito de parque de diversão para ser usado com inteligência como um recurso para contar uma história. Também vem se formando massa crítica; são nada menos de 12 salas de cinema no Brasil todo exibindo Coraline: São Paulo (Shopping D, Market Place, Iguatemi, Eldorado), Rio de Janeiro (Downtown), Belo Horizonte (Cineplex BH), Porto Alegre (Barra Shopping Sul), Curitiba (Shopping Mueller), Florianópolis (Floripa Shopping), Goiânia (Flamboyant), Manaus (Studio 5) e São José dos Campos-SP (Colinas).

Se você está na casa dos 30 e poucos anos e gosta de quadrinhos, provavelmente deve conhecer Neil Gaiman, da série de graphic novels “Sandman“. As histórias de “Sandmand” são de provocar calafrios até em marmanjos. O que esperar de um livro infantil escrito por Gaiman?

Coraline é um livro de 2002, escrito para crianças de 8 anos ou mais, no estilo de horror psicológico. Os pais de Coraline, ambos escritores sobre jardinagem “que odeiam terra”, se mudam para uma casa antiga compartilhada com gente muito estranha. À exceção de Coraline e seus cabelos azuis, todos os personagens são sombrios e lhe dão pouca atenção. Eis que Coraline encontra a passagem para um mundo secreto, paralelo ao seu mundo real e aparentemente muito melhor, exceto pelo fato de que todos tem botões costurados no lugar dos olhos. No desenrolar da história, Coraline vai se dando conta do terrível que é o outro mundo.

Como eu já havia expressado antes, na minha opinião, os melhores filmes 3D são aqueles no qual o recurso técnico serve a um propósito (Bolt, Casa Monstro), e não como um fim em si (Viagem ao Centro da Terra, Pequenos Espiões 3D). Não deixe de ver Coraline antes que estreie o novo blockbuster 3D: Jonas Brothers. No ano passado o lançamento de Hannah Montana 3D deixou o U2 3D praticamente fora de exposição nas poucas salas 3D da época.


Estou voltando neste post para acrescentar um vídeo fantástico, sobre a técnica de stop-motion usada neste filme. A dica do vídeo veio do bacaníssimo blog da Lya Zumblick.

A maioria de nós, paulistanos, pensa que a cozinha japonesa se limita ao sushi e ao sashimi (quem sabe, de vez em quando, um temaki?). No entanto estes pratos não são consumidos no dia-a-dia japonês, são usados mais nos dias de festa. Principalmente na correria das grandes cidades, comidas mais práticas como o Domburi (literalmente “tigela grande”, geralmente é arroz coberto com ovos, legumes ou alguma carne) ou o Lamen são o equivalente ao nosso “arroz-com-feijão”. Vamos tentar fazer um Lamen?

O Lamen é uma instituição da culinária japonesa. Os restaurantes especializados se orgulham dos segredos dos seus caldos e normalmente só servem este prato, e no máximo algum outro acompanhamento como o gioza. Grandes panelas ficam fervendo o caldo o dia todo (a semana toda?!?); quanto mais apurado, mais gostoso fica o caldo. O prato é composto de macarrão cozido, coberto com legumes ou carnes, e mergulhado em um caldo (o famoso miojo foi uma forma de industrializar a receita, mas não tem absolutamente nada a ver; não deixe de provar o lamen pensando que é igual a miojo!). O mais legal do lamen é que não existe “a” receita oficial, portanto não vou ter medo de criar a minha receita. A primeira dica é primeiro comer um bom Lamen, antes de se arriscar. Tem ótimas casas especializadas em Lamen na Liberdade, sendo a minha preferida o Aska Lamen (R. Galvão Bueno, 466), e o meu preferido é o Chashiu Lamen (Chashiu é porco assado no estilo chinês, espetado em longos garfos e assado lentamente). Aproveite a visita à Liberdade para comprar macarrão fresco para lamen, chikuwa (“tikuá”) ou kamaboko (massa de peixe), cebolinha ou nirá, e okazunori (alga assada e temperada).

Lamen

Aqui vai a minha tentativa de recriar um Chashiu Lamen em casa. O desafio é tentar recriar em casa algo que normalmente é feito em grandes quantidades. Comece colocando para cozinhar em bastante água uma peça inteira de lombo de porco. Adicione ao cozimento temperos à gosto (eu usei uma cebola inteira, uma cenoura em pedaços grandes, um talo de salsão, sal, um cravo espetado na cebola, pimenta do reino). Deixe cozinhar por bastante tempo até extrair um caldo generoso; se precisar adicione mais água. Quando estiver satisfeito com o caldo, retire o lombo e coloque-o em uma assadeira coberta de papel alumínio. Misture um pouco de mel com shoyu e pincele todo o lombo. Leve para assar sem embrulhar no alumínio, até dourar. Cozinhe alguns ovos.

Cozinhe o macarrão. O melhor tipo é o fresco ou congelado, encontrado nos mercadinhos da Liberdade (por exemplo, no Marukai). Se não tiver, existe uma grande variedade de macarrão lamen seco (em último caso, a Nissin tem uns pacotes grandes de macarrão para lamen). Não cozinhe o macarrão por muito tempo. Reserve.
Fatie o lombo. Descasque os ovos e corte em metades. Fatie o chikuwa ou kamaboko (eu estava sem nenhum dos dois, então usei surimi ou kani-kama). Afervente rapidamente algumas folhas de acelga (prefiro a acelga chinesa) e corte em cubos grandes. Revise o tempero do caldo; se gostar adicione um pouco de shoyu (bem pouco). Monte as tigelas, colocando o macarrão, cobrindo com os legumes, as carnes e ovos, e despejando o caldo. Decore com alga temperada e cebolinha picada, se gostar. Pode ser servido acompanhado de gioza.

Amplie seu conhecimento sobre a comida japonesa. Conheça o lamen, o robata (espetinhos), o udon, e muito mais!

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