Alguns produtos ou objetos conseguem se tornar símbolos do seu tempo, sejam por suas qualidades de fato ou simplesmente pelo efeito de manada (se todos tem, eu também preciso). Quem discorda que um iPhone ou um MacBook são um atributo fashion que atire o primeiro sapato Prada… Citando Coco Channel “O luxo é algo absolutamente supérfluo, mas absolutamente indispensável”, ou uma citação mais nobre de Sêneca “É pelas coisas supérfluas que os homens suam”.

Eu fico intrigado com os produtos da Apple pois eles são realmente brilhantes em alguns aspectos, mas muita gente (e bota muita nisso) os adota mais pelo status obtido do que pelo benefício real. Certamente você conhece alguém que adora sacar o seu iPhone, mas mal sabe usar o aparelho. O mesmo se passa com os MacBooks, que estão começando a pipocar nas reuniões, nos aeroportos, etc.

Flagrei um exemplo bizarro em uma viagem recente. O cartaz do cybercafé de um hotel bacana anunciava “conexão à internet com um iMac de última geração”. Vi aqueles monitores lindos de 21″, mas ao chegar perto… que susto!
iMac Windows

De que adianta um hardware daqueles pra usar um Windows XP peladão, com Internet Explorer? Tinha até o Safari instalado, mas o aplicativo do cybercafé abria o IE por padrão! Mas o pior é que já ouvi gente falando que ia colocar o Windows num MacBook, pois estava achando muito complicado rodar o dito cujo em uma máquina virtual. Vê se pode… Comprar um MacBook e instalar Windows é jogar fora tudo o que o MacOS tem de bom (por sinal, uma excelente implementação Unix), pois o hardware agora já é quase um PC mesmo. Dito de outra forma, é comprar um perfume pela marca ou pela embalagem bonita, mesmo sem saber se cheira (ou fede…).

Uma Resposta to “O que é que a Apple tem? (Ou: are you going bananas?)”

  1. Bruno Macedo disse:

    “Quem discorda que um iPhone ou um MacBook são um atributo fashion que atire o primeiro sapato Prada… ”

    Adorei esse comentário, Sena… Hehehe…

    Achei que esse post sobre os Macs como sonho de consumo veio bem a calhar. Tive uma experiência curiosa a esse respeito.

    Adquiri recentemente um iMac 20′ para trabalhar com video. Em termos de edição de video, tratamento de imagens, encoding, etc, o Mac dá um show! É realmente a melhor opção e o que as TVs usam por aí.

    Acontece que de um tempo pra cá, minha vida deu uma guinada e eu decidi investir em 3D (investir, digo, trabalhar com 3D mesmo e levar a coisa a sério).
    Acontece que a maioria dos softwares 3D (Max, XSI, Maya) são originalmente projetados para rodar em Windows (o Maya já tem uma versão para MacOS, mas para o Max e o XSI parecem não haver planos de lançamento para MacOS).
    O resultado disso? Tenho usado os programas 3D no meu iMac, mas rodando pelo Windows, através do BootCamp.
    Tem rodado bem. Aliás, melhor do que rodava no meu antigo PC. O bootcamp tem a vantagem de particionar a máquina. Ou seja, eu rodo o Windows com toda a capacidade da máquina (pois não é um Windows virtual rodando dentro do MacOS, e sim o Windows de fato).
    Mas mesmo assim, fico com aquela sensação de desperdício, de estar pilotando uma Ferrari, com um motor de Fusca (se for o Barrichello pilotando, pior ainda).
    Ainda uso bastante o MacOS. Mas sempre que vou usar o 3D, tenho que reiniciar a máquina e entrar pelo Windows, o que acaba sendo um pequeno estorvo…

    Enfim, não comprei o Mac pelo status (e sim pelo uso que faria dele), mas acabei caindo numa pequena armadilha. Contornável é claro… Ainda acho que foi um bom investimento.

    Ah, se quiser ver meu portifólio novo: http://www.brunoms.wordpress.com

    Um forte abraço, e manda um beijo pra Paula e as meninas.
    Bruno

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