Arquivo de 'Cultura'

Sena

Salas de Cinema 3D

Acabo de publicar uma lista de salas de cinema 3D no Brasil. Esta lista faz sentido hoje, enquanto o número de salas ainda é pequeno e muita gente ainda não viu um filme em 3D. Espero que em breve a quantidade de salas seja tão grande que eu não precise mais manter a lista atualizada. Na lista você pode encontrar os maiores e menores preços (geralmente às quartas-feiras) dos ingressos para 3D, os bairros e rede à qual pertencem, além do endereço e mapa.


Veja o mapa ampliado e a lista completa

Algumas curiosidades que encontrei na preparação desta lista:

  • Hoje existem 52 salas de projeção preparadas para 3D, distribuídas em 25 cidades de 13 estados diferentes.
  • A cidade de São Paulo conta com 17 salas de projeção, sem contar com as 5 da região metropolitana e ABC.
  • O ingresso mais caro custa R$ 30, no Arteplex Pompéia IMAX. No entanto também é a maior barbada: clientes do Unibanco e Itaú tem desconto de 50%, ou seja, podem assistir 3D no IMAX por apenas R$ 15! Mas cuidado, você precisa chegar com horas de antecedência para comprar o ingresso, ou reservar pela internet com o custo adicional de R$ 2,80 por ingresso
  • Os ingressos mais baratos (R$ 8,00) são os da rede Multiplex, nos dias promocionais, e em algumas cidades: Londrina, Cuiabá, Mauá, Campo Limpo (SP), S.J.Rio Preto, Taboão da Serra e Duque de Caxias. Já o preço em dia normal mais barato é em Florianópolis, R$ 15,95
  • As salas começam a se espalhar pelo interior, periferia de São Paulo e pelas demais capitais. Confira a lista completa!

Uma observação final. Alguns dos preços são dos serviços de Internet, que normalmente cobram taxas de R$ 2 a R$ 2,80 por ingresso. Comprando os ingressos no local você deve economizar um pouco.

Manter esta lista atualizada vai dar bastante trabalho. Agradeço muito a colaboração de todos que puderem mandar suas correções e novas entradas. Se você ainda não assistiu um filme em 3D, escolha já a sua sala e veja Monstros e Alienígenas!

Sena

6 coisas sobre mim

Aceitei o meme da Vivi Campos e preparei uma lista de 6 coisas sobre mim. Uma parte da lista é um metameme, pois preparei listas de 6 coisas sobre as 6 coisas… Ai vai:

6 Tecnologias que estou trabalhando
Eu adoro tecnologia, consumo tecnologia e produzo tecnologia. Adoro meu trabalho que me permite pesquisar e desenvolver assuntos que eu acredito profundamente que terão impacto na vida das pessoas. Algumas das tecnologias que estou trabalhando no momento:

  • Widgets de TV – como fornecer acesso à internet na TV de uma forma que faça sentido. Vou preparar um artigo só sobre esse tema
  • Tecnologias aplicadas à educação – por exemplo, como baratear o custo de uma lousa digital para escolas carentes? Veja por exemplo o WiiBoard do Johnny Lee
  • Publicidade interativa
  • Redes sociais
  • Televisão 3D
  • Intranets

6 Últimos discos
Gosto de (quase) todos os estilos, do indie rock ao heavy metal, do soul ao rap. Como eu trabalhei por um bom tempo vendendo software comercial, para ser coerente, passei a comprar todos os meus discos. Quando entro em uma megastore já sei que vou sair com alguns discos ou livros. Minhas últimas aquisições:


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6 Livros que estou lendo
Quem me conhece sabe que sou um tantinho ansioso. Não consigo me concentrar em uma coisa de cada vez, e assim também sou com os livros. Não é difícil estar com vários livros na minha cabeceira, todos pela metade, todos de temas diferentes. Vou avançando aos poucos, volto algumas páginas, abandono alguns pelo caminho. O que tenho agora no criado mudo:

6 Invenções na cozinha
Cozinho principalmente naqueles dias em que estou mais estressado. Espero três coisas da cozinha: fazer alguma coisa gostosa para quem amo, esfriar a cabeça e exercitar a criatividade. Não costumo seguir receita, prefiro escolher um ingrediente no mercado e a partir dele procurar o que mais pode combinar. Outra coisa que gosto de fazer é tentar reproduzir algum prato que eu tenha provado. Nem sempre dá certo, mas pelo menos me divirto… Aqui vão algumas tentativas na cozinha:

6 Pezinhos
Ahn? Meus grandes amores: minha esposa e minhas duas filhas = 6 pezinhos. Que forçada de barra, mas não poderia deixá-las de fora. Tenho duas adolescentes lindas, inteligentes, carinhosas. Não tenho muita paciência para fazer compras pra mim, mas em todas viagens sempre gasto horas escolhendo presentes para as três, principalmente roupinhas descoladas para as minhas filhas. Quase ia esquecendo de dizer, mas sou pai-coruja, babão…

Um Ano Difícil
Prevejo um ano difícil. Por um lado, vejo minhas filhas saindo da infância e entrando na adolescência. É puro egoísmo meu, mas é difícil aceitar que vou perdendo espaço na vida delas aos poucos. Estou começando a sentir o peso desses cabelos brancos.
Do outro lado, um ladrão silencioso. O ladrão não tem nome, são só suspeitos: o Sr. Alzheimer, o Dr. Parkinson, a tal da demenciação. Os diagnósticos nunca são conclusivos, são apenas suspeitas de um, do outro ou de todos. A única certeza é que o ladrão silencioso age rápido e vai levando embora quem eu amo. De um lado ou do outro, sofro por amar demais. Prevejo um ano difícil.

Depois do último post fiquei pensando nos últimos filmes que assisti com minhas filhas: a maioria em 3D! É claro que sendo eu interessado na tecnologia também dou um incentivo a mais. Aqui vai minha lista 3D recente:

  • Coraline
  • Bolt
  • Os Mosconautas
  • Viagem ao Centro da Terra

Alguém duvida que duas pré-adolescentes queiram ver o próximo lançamento, “Jonas Brothers – The 3D Concert Experience”? E quem com filhos nesta idade vai deixar de ver Monster vs. Aliens (não é terror, é uma animação mais pra Monstros S.A.), Up, A Era do Gelo 3 ou o próximo Harry Potter?

Consulte uma lista dos próximos lançamentos de animações e filmes infantis, e você perceberá que praticamente todos os filmes que nossos filhos verão em breve terão uma versão 3D, ou serão exclusivamente 3D. Qual será a expectativa destes espectadores ao assistir um filme em casa? Será que a TV e o videogame tradicionais perderão a graça? Ou é só uma forma de entretenimento a mais, para esta geração já tão cheia de distrações?

Coraline 3D Parece que desta vez o cinema 3D veio para ficar. Com produções cada vez mais caprichadas como é o caso do mais novo lançamento, Coraline, o 3D deixou de ser um efeito de parque de diversão para ser usado com inteligência como um recurso para contar uma história. Também vem se formando massa crítica; são nada menos de 12 salas de cinema no Brasil todo exibindo Coraline: São Paulo (Shopping D, Market Place, Iguatemi, Eldorado), Rio de Janeiro (Downtown), Belo Horizonte (Cineplex BH), Porto Alegre (Barra Shopping Sul), Curitiba (Shopping Mueller), Florianópolis (Floripa Shopping), Goiânia (Flamboyant), Manaus (Studio 5) e São José dos Campos-SP (Colinas).

Se você está na casa dos 30 e poucos anos e gosta de quadrinhos, provavelmente deve conhecer Neil Gaiman, da série de graphic novels “Sandman“. As histórias de “Sandmand” são de provocar calafrios até em marmanjos. O que esperar de um livro infantil escrito por Gaiman?

Coraline é um livro de 2002, escrito para crianças de 8 anos ou mais, no estilo de horror psicológico. Os pais de Coraline, ambos escritores sobre jardinagem “que odeiam terra”, se mudam para uma casa antiga compartilhada com gente muito estranha. À exceção de Coraline e seus cabelos azuis, todos os personagens são sombrios e lhe dão pouca atenção. Eis que Coraline encontra a passagem para um mundo secreto, paralelo ao seu mundo real e aparentemente muito melhor, exceto pelo fato de que todos tem botões costurados no lugar dos olhos. No desenrolar da história, Coraline vai se dando conta do terrível que é o outro mundo.

Como eu já havia expressado antes, na minha opinião, os melhores filmes 3D são aqueles no qual o recurso técnico serve a um propósito (Bolt, Casa Monstro), e não como um fim em si (Viagem ao Centro da Terra, Pequenos Espiões 3D). Não deixe de ver Coraline antes que estreie o novo blockbuster 3D: Jonas Brothers. No ano passado o lançamento de Hannah Montana 3D deixou o U2 3D praticamente fora de exposição nas poucas salas 3D da época.


Estou voltando neste post para acrescentar um vídeo fantástico, sobre a técnica de stop-motion usada neste filme. A dica do vídeo veio do bacaníssimo blog da Lya Zumblick.

Muito bom o show do Gilberto Gil, Banda Larga Cordel. A temática é a Internet, a comunicação, as redes sociais, ou seja, tudo a ver com o nosso mundo. O mais interessante é o aviso, ao contrário de todos os outros shows: “você pode fotografar e filmar este show”… Mais banda larga impossível!

Aqui vão alguns trechos que gravei ontem no celular:

Pra quem gosta de arquitetura, design, moda e cultura pop em geral, imperdível a mostra de Karim Rashid em São Paulo. A exposição está no Instituto Tomie Ohtake até 4 de janeiro de 2009.

Uma estátua de cera incrivelmente bem feita recepciona os visitantes, nesta pose meio blasé, de terno branco, relógio e óculos curiosos. Quem teve a sorte de ir nos dois primeiros dias teve a oportunidade de conhecer o original.

Além da lixeira, das poltronas e luminárias que eu já esperava ver, fiquei surpreso com a variedade de objetos, alguns já conhecidos. São talheres, aparelhos de jantar, roupas, calçados, embalagens e muito mais. Todos objetos tem um quê de inusitado, seja pela forma inesperada, pela cor ou pelos grafismos, mas incrivelmente não deixam de ser funcionais. Não são aqueles objetos que você imagina que só funcionem em uma exposição: certamente você vai querer saber onde comprá-los pra tê-los em casa hoje.

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Sena

Museu do Futebol

Depois de um longo hiato, aqui estou eu de volta! Que tal uma visita à mais nova atração de São Paulo, o Museu do Futebol?

Vamos começar pelos preparativos. Nós gastamos quase 3 horas para percorrer a exposição temática e todo o museu, e nem percebemos o tempo passar. No final do passeio você ainda vai poder chutar contra um goleiro virtual, com uma bola de verdade! Portanto, nada de sapato social, salto alto ou sandálias. Vista jeans e tênis bem confortáveis. Camisas de times são bem-vindas, você verá vários torcedores devidamente paramentados.

Como o passeio é longo, forre bem o estômago, pois não é permitido comer ou beber dentro do museu. Minha dica: vá num Sábado, na hora do almoço. O Museu fica no Estádio do Pacaembu, na praça Charles Miller. Aos sábados tem feira na praça em frente ao estádio, e você poderá provar o famoso pastel da Barraca do Zé, eleito melhor pastel da Vejinha nos últimos anos. Para acompanhar, água de coco fresquinha ou caldo de cana, nas barracas vizinhas.

Mais uma vantagem deste horário é a fila. Se você chegar à bilheteria até as 13:00, você pegará cerca de 15 minutos de fila; às 15:00 prepare-se para cerca de 40 minutos de espera. Logo na fila você receberá as instruções sobre o museu.

O monitor avisa que a fila para a exposição temática Marcas do Rei, sobre o Pelé, será de pelo menos mais 20 minutos (neste horário, depois piora). Não tenha dúvidas: entre na fila para a exposição do Pelé. Como o Museu do Futebol é quase todo audio-visual, a exposição do Pelé é praticamente a única parte onde existe memorabilia convencional, como camisas, documentos, troféus, medalhas e muito mais. E claro, tem vídeos também.

Todo  este material do Pelé estava guardado, sem estar exposto. O material foi organizado para esta exposição temporária e depois será deslocada para um museu definitivo, em uma casa cedida pela prefeitura de Santos. Ao final você dá de cara com esta estátua de cera em tamanho natural (ele é baixinho!).

Saindo da exposição temática você percorrerá as seguintes salas:

  • Grande área – na fila de espera para a exposição você já deve ter se encantado com a quantidade de imagens que remetem ao passado, ou mesmo à nossa infância, como os jogos de botão. Dê mais uma conferida rápida e passe para a próxima sala;
  • Pé na bola – muita gente passa batido por essas telas, como se fosse um simples corredor. Gaste 5 minutos aqui e perceba a perfeição da sincronia das imagens de peladas em vários cenários, como praia, grama, quadra, terra;
  • Anjos Barrocos – homenagem aos grandes ídolos do nosso futebol, parecem realmente anjos no ceú;
  • Gols – são comentários de gente famosa, mesmo não ligados ao esporte, sobre gols inesquecíveis. É interessante mas um pouco cansativa;
  • Rádio – em frente aos gols, muita gente passa batido pelas cabines. Pare um minuto ali e encante-se com narrações de gols por gente como Fiori Giglioti ou Osmar Santos. Ao ouvir “tiruliruli, tirulirulá… eee queee gooollll…”, me lembrei de quando ouvia os jogos do São Paulo pelo rádio;
  • Exaltação – esta é de tirar o fôlego. Em uma espécie de arqueologia urbana, você pode ver as entranhas do estádio e o barranco original. Um emocionante jogo de  imagens e luzes faz com que você se sinta no estádio, no meio da torcida. O melhor momento é quando as torcidas do Corinthians e Palmeiras são colocadas lado a lado, e as reações quando saem os gols, um lado triste e outro explodindo de emoção;
  • Origens – aqui começa uma aula de história: o começo do futebol no Brasil, até os anos 20. Repare nas fotos e perceba a marginalização dos negros, a aristocracia branca jogando futebol de chapéu, os primeiros imigrantes japoneses, o teatro de revista;
  • Heróis – esta sala marca a passagem de um país que desejava ser branco e europeu para o encontro da nossa real identidade mestiça. Os heróis são aqueles que ajudaram a descobrir a nossa identidade, como Tarsila do Amaral, Villa-Lobos, Noel Rosa e Getúlio Vargas. A sensação é de que agora vivemos em um país moderno, temos indústria, temos nossa própria música, agora ninguém nos segura. Mas…
  • Rito de Passagem – ninguém podia nos segurar, mas perdemos a copa de 50, no Maracanã. A ambientação é de fazer o coração parar;
  • Copas do Mundo – é fácil se esquecer do tempo nesta sala. São muitas imagens de época de cada copa, além dos gols do Brasil em cada uma delas. Não perca os gols das copas de 58, 62 e 70, mesmo quem já os viu várias vezes reage como se estivesse torcendo;
  • Pelé e Garrincha – aqui você pode ver a camisa do Pelé no primeiro gol da final da copa de 70. Deveriam tê-la colocado um pouco mais baixa, todos iam tirar fotos atrás dela! Depois de ter visto a sala das copas, você acaba passando rapidinho por aqui. Prepare-se para a bela vista da praça Charles Miller, vista da passarela de madeira que leva à próxima sala;
  • Números e Curiosidades – aqui se encontra mais uma das poucas peças de memorabilia, que são as bolas de futebol. O clima nostálgico de almanaque de curiosidades faz com q  ue você esqueça do relógio. Dica: antes de chegar nos pebolins, do lado esquerdo, tem um grande portão preto com um guarda. Aproxime-se e ele vai abri-lo para uma cena de cair o queixo: você sai na arquibancada, com a linda vista do estádio;
  • Dança do Futebol – são narrações de pessoas famosas. Veja pelo menos as cabines de gols e dribles, valem-a-pena;
  • Jogo de Corpo – esta é a sala mais interativa. Logo de cara você pode bater bola com um amigo. Depois veja um filme em 3D e admire as imagens de altíssima resolução em câmera lenta. Confira os dados históricos do seu time em grandes placas. Finalize o seu passeio testando a potência do seu chute contra um goleiro virtual. Depois você pode pegar a sua foto e colocar no seu blog. Aqui está o meu chute:

  • Sala Pacaembu – termine a sua visita vendo o vídeo da construção do estádio, em 1940, as plantas originais e fotos de época.

São Paulo tem opções de passeios para todos os gostos. Saia de casa!

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Nesta semana recebi dois colegas de trabalho, um espanhol e outro italiano, e combinamos de conhecer um pouco da cidade no pouco tempo livre que teríamos. Como fugir do lugar comum deste tipo de passeios, do circuito-gringo “avenida-paulista-churrascaria-ibirapuera-feijoada”?

Em uma reunião de trabalho tiramos fotos com celular do alto de um edifício. A vista é linda, mas reforça a imagem de que a cidade é uma selva de pedra.
pano-edabril.jpg


Sexta-feira, 14:00, fim das reuniões. Ligamos para a Dona Edilene, a simpática esposa do Estevão Silva da Conceição e agendamos a visita. Estevão é um artista talentoso, pouco conhecido da maioria dos paulistanos. Ele mora na favela do Paraisópolis, nome que causa arrepios a muita gente que não faz nem idéia de onde ela fica.

Tomamos a Av. Giovanni Gronchi e entramos pela R. Dr. Flavio de Carvalho, até o posto de gasolina. Passam por nós um BMW e uma Pajero Full. Encostamos no posto para pedir informações: é aqui mesmo. Subimos pela R. Jeremy Bentham (ou “Jeremias Bento”, segundo o frentista), pela contramão… Os estrangeiros se decepcionam com a favela. Tudo muito limpo, asfalto novinho, ônibus passando. Logo eles se encantam com as crianças brincando na rua. Subimos umas três ruas e viramos à esquerda na R. Herbert Spencer, 38

Dona Edilene nos recebe e explica que Estevão não está. Estevão se dedica diariamente até as 11:00 a cuidar da casa, expandindo, modificando e limpando. Das 11:00 às 23:00 ele volta à sua profissão de jardineiro em um condomínio na cidade. Com os donativos recebidos dos visitantes, Estevão pode comprar a
infinidade de objetos, cimento e ferro que usa para a sua obra em eterno movimento.

Quem teve o prazer de visitar Barcelona não se contém e pergunta se ele já conhecia Antoni Gaudi (veja a fachada da Casa Batlló e confira a surpreendente semelhança de estilo). Há 23 anos, quando iniciou o que seriam os suportes para os seus vasos no jardim, era taxado de louco, e não tinha a minima idéia de quem fora o arquiteto espanhol. Hoje já teve a oportunidade de gravar um documentário em Barcelona e de conhecer as obras do catalão. Falta o reconhecimento dos paulistanos, já que a maioria dos visitantes é estrangeiro.

Saindo da casa de Estevão fomos dar uma volta pela favela, subindo pela R. Iratinga e virando na R. Melchior Giola. Basta desarmar-se dos preconceitos e agir com naturalidade, e logo você está interagindo com todos. As crianças adoram tirar fotos e algumas nos cercam, outras espreitam desconfiadas. Paramos para ver uma pelada de futebol em um organizado campinho, que tem até arquibancada e gradil. Em uma lan house improvisada um grupinho joga Playstation 3. Um grupo de bêbados pede para que lhes tiremos fotos e nos leva para conhecer outro patrimônio da favela, o Berbela.

Berbela, ou Edinaldo da Silva, é serralheiro no horário comercial. Quando termina o expediente, ali mesmo, ele começa a mexer nas suas esculturas. Mas ele é conhecido mesmo pelas suas motos e bicicletas. Quando eu cheguei, Berbela estava instalando uma bateria de carro em uma das suas criações, então lhe perguntei se era uma moto. “Não, é uma bicicleta”. Então, qual é o motivo para a bateria? “Para o DVD”. Confira no vídeo o motivo do meu queixo caído.

Sábado, 7:00. Vamos provar que São Paulo não é só pedra. Combinamos com o guia da Silcol uma trilha na APA Capivari-Monos. A APA (área de proteção ambiental) abriga duas colônias indígenas, uma colônia alemã, uma colônia japonesa, cachoeiras, rios e muita mata. Pegamos a Av. Interlagos até o autódromo, e então seguimos até a Av. Teotônio Vilela, 8000, onde fica o Posto de Atendimento ao Turista. Dali até a trilha propriamente dita vai mais uma hora de carro e ainda estamos dentro da cidade de São Paulo.

Há várias opções de trilha, desde as mais fáceis como a da Cachoeira do Sagüi até uma sofisticada descida pela mata até Itanhaém, onde uma van o estará esperando no litoral após mais de 8 horas de caminhada. Na Cachoeira do Sagüi é possível ver o Rio Capivari, o último rio limpo da cidade de São Paulo, além da exuberância da mata atlântica. Na volta tivemos a sorte de ver uma reovada de tucanos, que pousaram a poucos metros de nós em um pé de açaí.

Conheça mais São Paulo e se apaixone!

Para agendar:

  • Estevão Silva da Conceição (Casa de Pedra) – 3773-7135
  • Edinaldo da Silva (Berbela) – 3746-6273
  • Silcol (eco-pousada e trilhas na APA Capivari-Monos) – 5971-1207
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Viagem ao Centro da Terra 3D Estreou neste final de semana o novo filme 3D, a Viagem ao Centro da Terra. O canastrão Brendan Fraser, da franquia “A Múmia“, é o produtor e protagonista. O filme tem um fiapo de roteiro, mas cumpre muito bem o papel de divertir. Não sei como ficam em 2D as piadas que se apóiam fortemente no 3D, portanto recomendo que você assista o filme em uma das salas RealD (Eldorado/SP, MarketPlace/SP, Downtown/RJ e Floripa Shopping), senão você vai ficar só com a canastrice do galã.

A minha intenção aqui não é fazer uma resenha de cinema, mas pensar sobre a nova geração do entretenimento. O cinema 3D veio (voltou) para ficar (até quando?). As primeiras experiências com 3D datam de 1922. No entanto, a primeira onda avassaladora do cinema 3D aconteceu nos anos 50, na tentativa de trazer as pessoas de volta às salas de cinema depois do advento da onipresente televisão. Talvez você já tenha visto um filme usando aqueles toscos óculos de lentes vermelhas e azuis, como na foto ao lado, de J.R.Eyerman (1952). Nas décadas seguintes ainda foram produzidos alguns filmes em 3D, mas sem o mesmo efeito de atração das massas da década de 50.3D Glasses - J.R.Eyerman, 1952

Nos últimos anos as atenções se voltaram novamente para o 3D. Os primeiros filmes do novo milênio, já no formato IMAX, ainda tinham o inconveniente da tecnologia imatura. Quem teve a chance de assistir o patético Pequenos Espiões 3D deve se lembrar da dor-de-cabeça, seja pelo uso dos óculos bicolores, seja pelo pavoroso roteiro…

Os filmes de animação foram então alçados aos candidatos ideiais para o cinema 3D, pois os softwares que os produzem já contém as informações de profundidade necessárias. Um excelente exemplo dessa safra de animações em 3D é A Casa Monstro, que além de tudo ainda conta uma bela história (este vale-a-pena assistir mesmo sem os efeitos 3D). Outras bobagens divertidas desta fase são o Galinho Chicken Little e Meet the Robinsons.

Agora chegamos em um novo patamar: filmes em 3D, com atores de verdade, sem dor-de-cabeça! E não é um experimento isolado. A Viagem ao Centro da Terra não é o primeiro filme em 3D, mas certamente é o primeiro desde os anos 50 com potencial de atrair as massas ao cinema e de ressuscitar definitivamente este filão. Além dos filmes, outros eventos em 3D também vão atrair os expectadores ao cinema, como com os shows do U2 e da Hannah Montana.

Você já assistiu algum dos últimos lançamentos em 3D? Qual foi a sua experiência?

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Várias cidades comemoram nesta época a florada das cerejeiras em tradicionais festas japonesas. Como fazemos todos os anos, fomos atrás do melhor Yakisoba: na Festa da Cerejeira de Suzano!

Esta foi a XXIII edição, no Bunkyo (Associação Cultural) de Suzano. Apesar de ser uma festa relativamente nova, esse costume de comer Yakisoba lembra da minha infância, quando Suzano (minha terra natal) ainda era conhecida como Cidade das Flores, e ainda existia a festa da Bienal das Flores. Que delícia!

É muito legal você ver o preparo do Yakisoba. São pelo menos umas dez chapas, dessas de lanchonete, como na foto aí do lado, onde eles fritam (yaki) o macarrão (soba; aha!).
Do outro lado, um batalhão de senhoras japonesas, além dos netos e familiares, cortam caixas e mais caixas de legumes frescos e preparam tudo em enormes tachos. Deve ter umas 30 a 40 pessoas envolvidas no preparo a cada momento; é impressionante.
Além do famoso Yakisoba, você pode provar o Udon (sopa de macarrão), Harumaki (os rolinhos de primavera), Makisushi (aquele sushi mais tradicional, de pneuzinho)…

Mas a festa não é só comilança. Você pode jogar uma emocionante (!) partida de Gateball, um cricket japonês.

A minha atração preferida é a apresentação de taikô (tambor japonês). Na primeira “música”, além do palco eles ocuparam também as primeiras filas da platéia. Era possível sentir o chão tremer!

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