Arquivo de 'Outros'

Fiz a tão esperada atualização do meu celular Motorola Milestone para o Android 2.1. Havia muito que eu reclamava dos inúmeros bugs do Android 2.0 e as expectativas eram grandes. Como eu acabei de comprar um MacBook, a comparação entre a forma de tratar o cliente nos dois casos foi inevitável.
O título deste post se deve a um artigo que li recentemente e que já havia citado antes em outro contexto. Em resumo, no artigo para a Pragmatic Marketing, o autor Alain Breillat lembra que quase todos querem ser a Apple quando se fala em inovação e visão estratégica, mas ninguém quer (ou pode) investir o que a Apple investe para alcançar tal nível único de excelência.
Abre parêntese. Vamos entender como foi a minha experiência com o update do Android e logo voltamos à comparação e ao artigo citado. Comprei o Moto Milestone em Dezembro de 2009, no dia seguinte ao lançamento no Brasil. Logo nos primeiros dias comecei a me queixar da grande quantidade de bugs, mas sempre professando minha fé de que o Google, o software livre e a comunidade iam resolver estes “detalhes” em breve. Mas esqueci de considerar que este mundo do Android é muito mais complicado, pois a Motorola mexe um pouquinho no software, a operadora customiza outro pouquinho, e toda a agilidade do mundo livre se perderam. Foram 4 meses e meio sem um update sequer, mesmo sabendo que no exterior os updates do 2.0.1 e 2.1 já haviam sido lançados.
Veio então o update em 1 de Maio, over-the-air, mas que eu só resolvi baixar nesta semana. Na primeira tentativa de baixar o pacotão de quase 30 MB a barra de progresso ficou congelada em 0% por umas 3 horas. Quando me convenci de que algo estava errado, rebootei o celular e dai o download foi feito em cerca de 10 minutos. Ok, já estou acostumado aos bugs desta versão velha. A instalação foi extremamente tranquila, sem perder nenhum dado (incrível!). Qual não foi minha surpresa ao colocar o aparelho no carregador…
Base multimídia/carregador do Moto Milestone
Para quem não conhece o Milestone, o carregador é uma pequena bobagem, mas é um dos itens de charme desse aparelho. Não passa de uma base de plástico revestida de alumínio escovado, com uma extensão USB. A “grande” inovação é um ímã. Ao descansar o aparelho na base, em posição horizontal, o aparelho “sente” o ímã e inicia automaticamente um aplicativo multimídia, que transforma o seu celular em um belo relógio, ou quadro de fotos digital, ou player de música. Lindo pra deixar no criado-mudo. Pois bem, não é que este aplicativo simplesmente trava todo o aparelho logo após o update do Android? Fiquei absolutamente p. da vida com a Motorola (talvez essa tenha sido a motivação deste post), até receber uma dica do @wupsbr que bastava limpar o cache do aplicativo e a base voltava a funcionar
Lá vai a dica: Configurações > Aplicativos > Gerenciar Aplicativos > Menu > Filtro > Todos > Base Multimídia e clicar em Limpar dados. Fácil, né? (ironia) Motorola, custava incluir essa limpeza de cache na atualização, ou pelo menos um alerta durante o processo de atualização?
Mas não foi só essa. Tem usuários reportando que o MotoNav, que já era inusável (veja meu comentário anterior) apresenta mais problemas ainda com o novo Android. Basta dizer que o link fornecido para ativar o software dá página não encontrada. Sem comentários.
Fecha parêntese, voltamos ao tema do post e o que a Apple tem a ver com tudo isso. Segundo o Alain Breillat, o que a Apple faz diferente:

  1. A Apple não faz pesquisas de mercado. Não, ele não quer dizer que não devemos fazer pesquisas de mercado. Ele quer dizer que quando a Apple cria um produto, esse produto está sendo criado para o Steve Jobs, para o Jonathan Ive e para todos os envolvidos na criação. Se o produto não é bom o suficiente pra eles, não vai pro mercado. Acho que a Motorola devia dar um Milestone para cada um dos seus executivos e obrigá-los a conviver com bugs sem fim, esperar quatro meses pelo upgrade e se frustrarem ao fazer o upgrade ao ver sua linda base multimídia inutilizada. Hmm…. pensando bem, aposto que os executivos da Motorola devem usar BlackBerries (ou iPhones)…
  2. A Apple tem um pequeno time que projeta todos os seus principais produtos. A Apple é um dos poucos casos de empresas cujas receitas multibilionárias provém de menos de 30 produtos.
  3. A Apple controla todo o sistema. O que não é o caso do Milestone. O sistema operacional é do Google, a Motorola controla o hardware (mas por que cargas d’água se mete a customizar o SO?), a operadora mete outras customizações. Não é à toa que um update leve tanto tempo para ser lançado
  4. A Apple tem foco em um pequeno número de produtos. Idem ao segundo item.
  5. A Apple tem um foco maníaco em perfeição. Provavelmente ter o Steve Jobs como chefe deve ser um tanto estressante, no entanto isso representa clientes mais felizes. Um amigo proprietário de um Milestone teve problemas com a bateria que não carregava. Mandou o aparelho para a assistência técnica e depois de 15 dias recebeu o aparelho de volta montado todo torto. Reclamou, mandou o aparelho de volta, e depois de mais quase um mês recebeu um aparelho novo (ufa!), com um pedido desajeitado de desculpas. Os problemas de qualidade originais, de serviço e de atendimento neste caso não representam de nenhuma forma exemplos de busca da perfeição.

Apesar dos tropeços, continuo feliz com o meu Android. O novo update deixou o aparelho mais estável, a bateria dura bem mais, a câmera ficou excelente, alguns aplicativos novos são bem legais (caso da galeria 3D). O aprendizado que fica aqui é que o fundamental para manter uma clientela cativa e apaixonada é pensar na experiência do cliente como um todo e não só nas funcionalidades técnicas.

Está acabando a Campus Party 2010… Este ano foi bem proveitoso, mas estou morto de cansaço! Peço desculpas por não manter o blog atualizado neste período. O que a gente fez de legal este ano:

  • Lançamento da Plataforma de Desenvolvedores Vivo
  • Projetos Twitencontro e Quiz com a Fundação Telefônica – como levar a banda larga para a sala de aula
  • Primeira versão do tguia, um browser para cegos, portátil e em software livre
  • Palestra de Realidade Aumentada, com uma audiência muito boa! No próximo post eu envio a apresentação no Slideshare e os vídeos das demos que fiz
  • Corpo-a-corpo com os campuseiros

Dormi umas poucas horas desde o final de semana passada, mal comi ou comi junk food, me entupi de RedBull, mas valeu cada minuto. Já estou contando os minutos pra Campus Party 2011!


Atualizado
Também me diverti um pouco. Aqui vai um registro dos meus parcos 5 minutos de voo antes de ser cruelmente abatido no simulador de B52… Valeu ao Anderson Staffelshaus, colega da área de simulação, pela paciência com este newbie!
Sena tentando pilotar um B52 na Campus Party Brasil 2010

Estou pensando em exemplos da Sabedoria das Multidões aplicados ao ambiente corporativo, especialmente às Intranets. Exemplos interessantes da Web 2.0 são o tagging e o social bookmarking.

Os sites convencionais normalmente classificam seus conteúdos segundo taxonomias rígidas e pré-definidas. Um site da Web 2.0 normalmente permite que seus usuários associem suas próprias palavras-chave (os tags) aos seus conteúdos. Por exemplo, no Flickr os usuários associam palavras-chave às suas fotos, e outros usuários que também se interessem por estas fotos associam suas próprias palavras-chave. O autor de uma foto de uma paisagem pode adicionar tags como ‘paisagem’, ‘árvores’ e ‘bosque’, enquanto que outro usuário pode adicionar tags como ‘verde’, ‘bucólico’ e ‘frio’.

Quando um usuário encontra alguma página da Internet, da Intranet ou de qualquer sistema Web, normalmente ele guarda esta URL nos favoritos do seu navegador. Uma solução de social bookmarking permite ao usuário guardar estas URLs em um servidor e compartilhar estes favoritos com outros usuários. O que torna uma aplicação de social bookmarking extremamente poderosa é o tagging. Além da URL e o nome do site, os usuários também adicionam palavras-chave que ajudem a lembrar daquele conteúdo. Quanto mais usuários adicionarem tags a uma URL, mais rica será a informação e maior será a probabilidade do conteúdo ser encontrado.

Encontrar informações em uma grande Intranet muitas vezes é uma tarefa ingrata. Como melhorar a qualidade do resultado das buscas? O social bookmarking é um exemplo de sabedoria das multidões aplicada à recuperação de informações. Cada usuário vai guardar seus links e classificá-los com suas próprias palavras. Quanto mais os usuários usam o sistema, melhores serão os resultados da busca pelos tags. Cada link e tag adicionado funciona como um voto naquela página.

A IBM lançou recentemente o Lotus Connections, uma solução baseada nos conceitos da Web 2.0 para o ambiente corporativo. Um dos módulos do Connections é o Dogear, para social bookmarking.

Você imagina outros exemplos da sabedoria das multidões aplicada às Intranets?

Sena

Avatars

Avatar SimpsonsComo sou pouco fotogênico, aqui vai meu avatar do Simpsons. Crie o seu no site oficial do filme; é bem divertido! Achei este link no blog do Enio Basso. Valeu Enio!

O meu avatar do Yahoo é mais antigo, mas se parece mais comigo (com uns 15 anos de idade…):
Carlos Sena

Sena

Olá!

Olá amigos,

Apesar de viver há cerca de 10 anos “de” Internet, e trabalhar há quase 7 anos com gestão de conteúdo Web, eu ainda não havia investido tempo em criar meu próprio site ou blog. Depois de ver vários amigos começarem seus blogs, chegou a vez do meu début.

Não quero ter um tema fixo para o meu blog, mas certamente vou falar do que me é familiar: gestão de conteúdo Web, portais, colaboração e afins. Minha idéia é logar aqui os assuntos que vierem à tona no meu dia-a-dia, e compartilhá-los com meus amigos, clientes e colegas que constroem a Web dentro e fora das empresas. Cabe notar que este blog espressa as minhas opiniões pessoais, e não corresponde às posições oficiais do meu empregador.

Pra não ficar tão enjoativo e monocromático, quero intercalar assuntos do meu interesse, como culinária e literatura. Por outro lado, pra evitar que a mistura fique indigesta, ficamos combinados de que o prato de resistência será o profissional, com algumas pitadas aqui e ali de autores que eu aprecio, aventuras culinárias e variedades. Conto com os comentários dos amigos pra moldar a cara deste nosso espaço.

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