Arquivo de Tecnologia

Uma nova geração de entretenimento (?)

Viagem ao Centro da Terra 3D Estreiou neste final de semana o novo filme 3D, a Viagem ao Centro da Terra. O canastrão Brendan Fraser, da franquia “A Múmia“, é o produtor e protagonista. O filme tem um fiapo de roteiro, mas cumpre muito bem o papel de divertir. Não sei como ficam em 2D as piadas que se apóiam fortemente no 3D, portanto recomendo que você assista o filme em uma das salas RealD (Eldorado/SP, MarketPlace/SP, Downtown/RJ e Floripa Shopping), senão você vai ficar só com a canastrice do galã.

A minha intenção aqui não é fazer uma resenha de cinema, mas pensar sobre a nova geração do entretenimento. O cinema 3D veio (voltou) para ficar (até quando?). As primeiras experiências com 3D datam de 1922. No entanto, a primeira onda avassaladora do cinema 3D aconteceu nos anos 50, na tentativa de trazer as pessoas de volta às salas de cinema depois do advento da onipresente televisão. Talvez você já tenha visto um filme usando aqueles toscos óculos de lentes vermelhas e azuis, como na foto ao lado, de J.R.Eyerman (1952). Nas décadas seguintes ainda foram produzidos alguns filmes em 3D, mas sem o mesmo efeito de atração das massas da década de 50.3D Glasses - J.R.Eyerman, 1952

Nos últimos anos as atenções se voltaram novamente para o 3D. Os primeiros filmes do novo milênio, já no formato IMAX, ainda tinham o inconveniente da tecnologia imatura. Quem teve a chance de assistir o patético Pequenos Espiões 3D deve se lembrar da dor-de-cabeça, seja pelo uso dos óculos bicolores, seja pelo pavoroso roteiro…

Os filmes de animação foram então alçados aos candidatos ideiais para o cinema 3D, pois os softwares que os produzem já contém as informações de profundidade necessárias. Um excelente exemplo dessa safra de animações em 3D é A Casa Monstro, que além de tudo ainda conta uma bela história (este vale-a-pena assistir mesmo sem os efeitos 3D). Outras bobagens divertidas desta fase são o Galinho Chicken Little e Meet the Robinsons.

Agora chegamos em um novo patamar: filmes em 3D, com atores de verdade, sem dor-de-cabeça! E não é um experimento isolado. A Viagem ao Centro da Terra não é o primeiro filme em 3D, mas certamente é o primeiro desde os anos 50 com potencial de atrair as massas ao cinema e de ressuscitar definitivamente este filão. Além dos filmes, outros eventos em 3D também vão atrair os expectadores ao cinema, como com os shows do U2 e da Hannah Montana.

Você já assistiu algum dos últimos lançamentos em 3D? Qual foi a sua experiência?

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What are you doing? Twitter

Agora você pode me encontrar no Twitter. Pra quem está voltando de Marte agora e ainda não conhece o Twitter, é um serviço de micro-blogging. Você envia micro-posts, de no máximo 140 caracteres (o tamanho de um SMS, sacou?), falando sobre qualquer coisa, principalmente sobre o que você está fazendo agora.

Aproveito pra apresentar um personagem não muito conhecido por aqui, o Enjuto Mojamuto, de um programa da TVE espanhola que lembra o nosso Casseta e Planeta. O Enjuto é um adolescente que não sai do quarto e vive conectado na Internet. Seus ídolos, bem… veja o vídeo e o que isso tem a ver com o Twitter:

Aqui vai a legenda:

Ídolos
- Contemplemos Enjuto Mojamuto, indiferente diante de seu computador… bem, diante de seu monitor… Enjuto!
- Sim?
- Uma pergunta que me surge assim de repente… quem você admira?
- Quem admiro… bem, deixe-me pens… admiro o Zangluf que tem nem mais nem menos do que 8 personagens de nível 70 no WOW (World of Warcraft)… Admiro a Hiro Nakamura…hmm… pois é japonês, de Heroes… por que pode se tele-transportar, parar o tempo e acima de tudo é capaz de trabalhar com o Bill Gates… hmm… admiro o Eric Hamilton, que é o homem que inventou o JPG, por que assim as fotos dos “peitos” e das… ocupam pouco…
- Ele não inventou sozinho, eu o aperfeiçoei, me chamo Tom Lane.
- Que invejoso você é, Tom Lane!
- …e Edans
- Edans, quem é Edans?
- Edans? Pois não tenho a menor idéia, mas tem mais followers que eu no Twitter… Veja só que palavras mais bonitas… follower e twitter…
followeer followeer
tweeter tweeter
tweeter tweete tweeter!
followeer followeer followeer
tweeter followeer tweeter tweeter tweeter
Quem ganha, follower ou tweeter?

Já deu pra ver o nível de geek do Enjuto…

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Ainda sobre browsers…

Agora um pouco de humor sobre as preferências de browsers…

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Happy Flocking!

Apesar do meu post de ontem sobre o Firefox 3.0, o meu browser favorito do momento é o Flock. A grande sacada do Flock é facilitar a vida de quem (como eu e todo mundo) tem contas em vários serviços de redes sociais, blogs, microblogs, etc.

Repare que nos meus últimos posts tem um pequeno link para o Flock no pé do post (você pode omitir este link, mas eu preferi mantê-lo, senão não teria assunto pra este post!). Bastou clicar no ícone da pena que ele abre um editor de textos para o post. Quando eu fiz o paste de uma imagem no editor, ele automaticamente a redimensionou e subiu no Flickr, deixando um link. Prático, não?

Gostaria de saber como você está lidando com a pletora de redes sociais e contas que você deve manter. Você se loga em cada conta individualmente (e eventualmente abandona algumas delas ao longo do tempo), usa algo como o Flock, usa um agregador de redes? Mande o seu post ou me mande um email!


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Firefox 3.0 - 100,877 and counting!

Já estou navegando no Firefox 3.0 final. No momento do meu download, o Brasil ainda estava no laranja (entre 50 mil e 100 mil downloads) e agora passou para o vermelho (mais de 100 mil downloads). Com mais de 100.000 downloads até o momento, na ordem: EUA, Alemanha, Espanha, Reino Unido, Canadá e Brasil! Até o momento são 2,446,427 downloads. Baixe o seu também!


Downloads do Firefox 3.0 às 22:15 de 17/06/08

Como eu ainda não tinha testado o beta, ainda não tive tempo de ver todas as novidades. Primeira impressão: estável, rápido, interface limpa. Adorei o recurso de adicionar tags aos favoritos. É o meu personal Del.icio.us!

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O meu Telefone Mágico

A última edição da Java Magazine traz um editorial sobre Android versus Java ME, muito apropriadamente do ponto de vista de um desenvolvedor. Existem várias discussões sobre o assunto, a maioria puxando a sardinha para um lado (por exemplo, veja o blog de Hinkmond Wong, da Sun).

A maior parte das discussões que encontrei atacam o fato de que o Android ainda não existe comercialmente, ou seja, ainda não existe nenhum telefone Android-enabled. Fato. Outra parte vai por uma vereda “religiosa”, tentando impingir a sua verdade de fé aos incréus, e acusando a iniciativa “da Google”.

No entanto o que mais me chamou a atenção foi a lista de membros da Open Handset Alliance, o grupo de empresas que apóia e financia a iniciativa. O fato da HTC, que vem liderando o mercado de smartphones high-end, ao lado de LG, Motorola e Samsung pertencerem à aliança me parece muito relevante. O fato de pertencerem a China Mobile, NTT DoCoMo, Sprint, T-Mobile, Telecom Italia e Telefónica pelo lado dos operadores, também.

Estamos vendo o Windows Mobile crescendo velozmente nos dispositivos móveis, e o Java ME não me parece capaz de competir como plataforma por ser fragmentado demais e excessivamente focado no desenvolvedor, relegando a segundo plano os interesses de operadores e fabricantes de dispositivos. Por plataforma quero dizer não apenas os aplicativos baixados no dispositivo, mas também os aplicativos básicos do aparelho, como a agenda, a tela de discagem, etc. Parece-me muito salutar o movimento do mercado na direção de padrões abertos, seja o vencedor ao final o Java ME, Android ou outro padrão que se anuncie. A conferir.

Enquanto isso, veja o vídeo de divulgação da Open Handset Alliance, sobre o que seria um telefone mágico. Lembra muito a campanha da Leo Burnett para os 30 anos da Fiat sobre o carro do futuro.

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A Bolha dos Widgets

Widgets, widgets, widgets. Widgets em toda parte. Será uma bolha?



RockYou FXText

O que é um widget afinal? Pode ser algo tão inútil quanto a simpática canequinha acima, ou um aplicativo que realmente faça sentido no contexto do seu site. O widget pode ser um “enfeite” para o seu blog ou a sua rede social (como a canequinha), mas também poderia ser um simulador de empréstimos de um banco em um site de educação financeira. Como em tudo na vida, é possível encontrar bons e maus exemplos de widgets, uns mais e outros menos úteis.

O que não me convence é querer transformar os widgets em uma ferramenta de “marketing viral”. Empresas investindo pesado para criar widgets com jogos e efeitos criativos, visando fixar a marca e esperando que as pessoas espalhem o widget para as outras. Só existe um problema, muito bem observado no artigo de Ben Kunz na BusinessWeek de 3/03: em uma rede social as pessoas estão “fazendo coisas”, estão construindo o site, estão interagindo, estão colaborando. É muito provável que alguém até coloque o seu widget na sua página como uma decoração, mas não mais do que isso. O modelo mental das pessoas interagindo com uma página de um site social é muito diferente daquele modelo mental de quem está pesquisando no Google ou acessando um site de notícias. O resultado pode ser um recall baixo.

Penso que parte desta expectativa inflada gerou o efeito de super-valorização das empresas que criam widgets. O que mais explica que empresas de fundo-de-quintal, como a RockYou, passem a valer milhões de dólares depois de produzir quatro ferramentas de slide-shows de fotos para páginas de redes sociais? Não quero desmerecer o trabalho técnico, que é realmente muito bom, mas simplesmente acho que não valem.

Apesar do efeito nefasto de bolha, que inevitavelmente vai provocar perdas para alguns em breve, a onda dos widgets vem causando uma quebra de paradigma na construção de páginas. Somado ao conceito de mashups, este tipo de tecnologia vai permitir cada vez mais que o próprio usuário tome controle do conteúdo que ele quer consumir e vai mudar radicalmente a nossa relação com o conteúdo. Enquanto isso, acompanho com interesse a evolução do OpenSocial.

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iPhone, Mashups e Brasileiros em todo lado

Na semana passada participei do Lotusphere, o maior evento da IBM voltado para clientes. Neste ano participaram cerca de 7.400 pessoas de todo o mundo. O evento impressiona pela grandiosidade (a palestra de abertura com orquestra e banda de rock ao vivo, com inúmeros telões, para 4.000 pessoas de cada vez), pela organização (três hotéis fechados para o evento, transporte ligando todos hotéis da Disney, refeições pra todo esse batalhão) e pela diversidade (gente normal, gente estranha, os idiomas mais incompreensíveis). Para mais detalhes sobre o evento, veja o blog do Mario Costa ou do Ed Brill, que fizeram excelentes coberturas.

Em lugar de comentar o evento, gostaria de fazer só alguns destaques sobre assuntos que chamaram a minha atenção na semana passada, dentro e fora do evento:

1) iPhone em todo lugar - Todos desejam o iPhone, todos suportam o iPhone. Acessar o Lotus Notes no iPhone vinha causando frenesi já nos dias antecedentes ao evento, o que foi confirmado na apresentação de abertura. Outras duas sessões também tiveram o iPhone como tema, sendo que uma delas apresentou Blogs e Wikis no iPhone. Fora do evento, a procura por iPhones nas lojas foi grande. Assim como os Blackberry’s foram a febre no mundo corporativo nos últimos dois anos, agora os iPhones começam a ser demandados pelos usuários da empresas para os departamentos de TI. Como Tim O’Reilly notou, a Web 2.0 não é mais limitada ao PC. As nossas novas aplicações tem que pensar além dos limites do desktop e da limitação física, considerando novos dispositivos (celulares, TV digital, video-games), mobilidade (conectado, semi-conectado, desconectado), plataformas.

2) Mashups em todo lugar - a IBM anunciou o lançamento do Lotus Mashups, uma ferramenta para criação de mashups para usuários leigos. Mashups são aplicações compostas por dados ou funcionalidades de uma ou mais fontes distintas. As aplicações da Web 2.0 fornecem dados ou interfaces para que você possa reorganizá-los e montar suas próprias aplicações. Veja alguns exemplos de mashups em ProgrammableWeb. Sites como Amazon, Flickr, Google Maps e Youtube exibem seus conteúdos através de APIs, de forma que você possa montar suas aplicações combinando-os com os seus próprios conteúdos e aplicações. Em breve você vai ver o seu banco fornecendo o seu extrato bancário na forma de um serviço web, e você mesmo poderá gerar o seu extrato personalizado e seus gráficos de análise de portfólio.

3) Brasileiros em todo lugar - até parece que a nossa economia está bombando mesmo. A Flórida parece estar se tornando o estado mais setentrional do Brasil. Em algumas lojas de eletrônicos, lotadíssimas, as únicas pessoas que não falavam português eram os vendedores. Não só eletrônicos: Victoria’s Secret, GAP, outlets ou qualquer loja com um cartaz de “Sale” na vitrine se tornaram embaixadas virtuais do Brasil. Uma curiosidade: os poucos americanos que encontrei nas lojas de eletrônicos estavam vendo predominantemente dois produtos: aparelhos de GPS ou rádios por satélite, tipo XM Radio.

4) Wii, bem, esse não achei em nenhum lugar - é impressionante (frustrante seria a palavra): nenhuma loja revela os horários de entrega; há filas na porta das lojas mais famosas na hora da abertura; o Wii Tracker mostra que as lojas vendem os seus estoques de Wii cerca de meia-hora depois de recebê-los. A grande sacada do Wii, todos sabem, é a sua interface com o usuário extremamente engenhosa. Fico me perguntando se, assim como o iPhone, esta interface terá impacto mais amplo em outros sistemas. Já que até o vovô consegue jogar o Wii, será que ele poderá usá-lo para navegar na Web (digamos, no site do seu banco)?

5) TV Digital, é só aqui? - não percebi muito frisson em relação à interatividade da TV Digital nos EUA, nem no evento e tampouco nas lojas de eletrônicos. A previsão é de que os EUA vão transmitir exclusivamente em digital a partir de Abril de 2009. Além dos canais de jogos e TV participativa, existe um grande potencial na TV transacional. O Brasil fez todo aquele alvoroço e só soltou um traque… Enquanto isso, Europa e oriente seguem dominando neste mercado.

Mandem seus comentários! Estou interessado principalmente nas idéias sobre uso da Web 2.0, Mashups e novos dispositivos, como consoles de video-game e TV digital.

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A Cauda Longa da Inovação

Acabo de ler um artigo de Lee Fleming na Sloan Management Review, do MIT, sobre A Cauda Longa da Inovação. O que me chamou a atenção foram os efeitos da colaboração sobre a inovação. Se você der sorte ainda consegue baixar uma cópia do artigo.

O artigo é baseado na pesquisa do autor sobre mais de 17.000 patentes desde 1975, buscando entender as fontes da inovação e como as empresas podem estimulá-las. O autor constatou o parece razoavelmente óbvio: a maior parte das invenções não tem utilidade, e apenas um pequeno número de inovações são grandes rupturas, formando uma “Cauda Longa da Inovação”. Para entender melhor a Cauda Longa, leia a resenha que publiquei há algum tempo.

Segundo o autor, para medir a inovação é preciso atentar para três variáveis:

  • Número de tentativas: quanto mais se tenta, mais chances se tem de inovar
  • Valor médio: temos que buscar o aumento do valor gerado pelas inovações. Quanto maior o valor médio, maiores são as chances de se gerar grandes inovações
  • Variabilidade dos alvos: mais tentativas em alvos ricos, ou mais tentativas em alvos variados, tendem a gerar grandes inovações

A parte do estudo que mais me interessa é a análise dos inovadores solitários ou dos inovadores “colaborativos”. As conclusões levam a crer que os inovadores solitários tendem a ter mais fracassos, mas também são os responsáveis pelas maiores inovações. Como eles não estão sujeitos às críticas dos colegas, a qualidade média das inovações é baixa; por outro lado, a ausência de restrições pelas convenções do meio gera as maiores quebras de paradigma.

O que isso tem a ver com a colaboração e com as nossas empresas? Uma das conclusões do estudo é que o incentivo à colaboração tende a minimizar a incerteza no processo criativo. Da mesma forma, as redes sociais não tem efeito sobre a criatividade, mas são fundamentais para a difusão da tecnologia. O autor ainda conclui que o processo criativo sempre depende de algum grau de “serendipity” (que beleza de palavra, que só existe em Inglês: as descobertas feitas ao completo acaso).

As ferramentas adequadas de colaboração podem incentivar a inovação, ao promover o compartilhamento de informações e a formação de redes sociais. Blogs e Wikis estão ganhando cada vez mais espaço na Enterprise 2.0, quebrando a rigidez da comunicação entre pessoas e equipes. Ferramentas como o social bookmarking agregam um grau de “serendipity” às nossas buscas tão exatas: uma busca que começa com uma idéia vaga retorna alguns resultados e seus tags associados; clicks sucessivos nos tags vão nos permitindo refinar a busca, e também vamos encontrando outros itens que não estavam incluídos na nossa consulta inicial.

Quais são as práticas em uso na sua empresa para incentivar a inovação?

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Mashups Além do Google Maps

(Um dos meus últimos posts foi sobre o SecondLife e vocês devem imaginar que fiquei perdido por lá… Na verdade fiquei enrolado na FirstLife mesmo, como a maioria das pessoas que conheço!)

Voltando ao tópico deste post, sempre que falamos de Mashups é inevitável a referência aos exemplos com mapas. Não estou exagerando, 56% dos Mashups listados no Programmable Web são de mapping! Para quem é novo no conceito, um Mashup é uma página Web ou aplicação que reúne dados de diferentes fontes, como outros sites Web, bancos de dados, API’s, etc. A idéia é você criar novas aplicações a partir de aplicações existentes. Por exemplo, mostrar o mapa (bingo!) correspondente à cada loja ou agência na lista de endereços da minha empresa, usando a sua lista de endereços e os mapas do Google. Veja alguns milhares de exemplos aqui:
http://www.programmableweb.com/mashups

Um dos exemplos mais instigantes de mashups que encontrei foi o de Finanças Pessoais. Nos últimos meses surgiram vários sites que permitem que você gerencie suas finanças da mesma forma que você gerencia o seu perfil no Orkut. É o Money com a cara do MySpace. É o Quicken da Web 2.0. Os exemplos mais bacanas de Personal Finance 2.0 são o Wesabe, o Mint e o Buxfer.

No tour do Wesabe você pode ter uma idéia da fusão de Web 2.0 com os seus extratos bancários:

A idéia nem é tão nova assim, vide a Planilha Financeira do Terra. A novidade dessa nova geração é a fusão com a Web 2.0. Ao importar os seus extratos na aplicação não há nada muito diferente do que gerenciar suas finanças no Excel ou no Money, certo?. Opa, o que são aqueles tags ao lado dos meus lançamentos? Isso mesmo: você categoriza as suas despesas usando folksonomy, assim como você organiza suas fotos no Flickr. E como outras pessoas também fazem compras no Walmart ou Carrefour, e categorizam estas compras como ’supermercado’, que tal ver o gasto médio dos usuários na mesma categoria? E ler as dicas de outros usuários sobre aquela loja ou aquela categoria, sobre como otimizar suas despesas com o supermercado? Restam as barreiras culturais, por exemplo se os usuários estarão dispostos a disponibilizar seus dados financeiros em um servidor público, mesmo com todas as promessas de privacidade, ou até se somos organizados o suficiente para gerenciar nossas finanças…

Mas o Wesabe dá um passo além. Através da Wesabe API, você pode acessar os dados da sua conta no Wesabe e cruzar estes dados com outras aplicações, para criar a sua própria aplicação financeira. Para os tech gurus, isso significa criar uma interface REST ao Internet Banking do seu banco, mesmo que o banco não disponibilize tal serviço. Wow! É difícil pensar em um exemplo de aplicação? O pessoal do Buxfer, que tem um serviço semelhante, criou um Gadget para você plugar no seu MySpace, para você gerenciar a conta do Happy Hour com a turma do trabalho, ou um Gadget mais óbvio para a sua página do iGoogle.

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