Depois de receber alguns comentários como o do Fernando de Itu (obrigado!), e aproveitando o grande lançamento do Avatar, resolvi atualizar a lista de salas de cinema 3D.

Quanta atualização desde Abril!

  • Contabilizei nada menos do que 91 salas de cinema 3D no Brasil, um aumento de 76% desde a lista original!
  • São 39 as cidades que dispõem de salas 3D, contra 25 em Abril, distribuídas em 16 estados, contra 13. Cada vez mais brasileiros tem acesso a esta tecnologia
  • A cidade de São Paulo agora conta com 28 salas de projeção (contra 17 em Abril), sem contar com as 8 da região metropolitana e ABC (contra 5 em Abril). Ou seja, 36% das salas continuam concentradas na Grande São Paulo, e 53% no Estado de São Paulo
  • O ingresso mais caro continua sendo o do Espaço Unibanco Pompéia IMAX, mas continua sendo a maior barbada para clientes do Unibanco e Itaú, que com um desconto de 50% podem assistir 3D no IMAX por apenas R$ 15! Mas cuidado, você precisa chegar com horas de antecedência para comprar o ingresso, ou reservar pela internet com o custo adicional de R$ 2,80 por ingresso
  • Os ingressos mais baratos continuam saindo por R$ 8,00 nas redes Multiplex e Araújo, nos dias promocionais, e em algumas cidades: Bauru, Mauá, Campo Limpo, Rio Preto, Itu, Piracicaba e Taboão da Serra (SP), Duque de Caxias (RJ), Londrina, Maringá e Ponta Grossa (PR), Cuiabá (MT). O preço mais barato em dia normal são no Marabá (cinema de rua em São Paulo) e em Araçatuba, por R$ 14,00

Confira a lista completa e não deixe de me enviar correções e adições. Como eu já havia previsto, em breve vai ficar impossível (e desnecessário) manter tal lista atualizada.
Aproveite para conferir os próximos lançamentos em 3D.

A maior foto de todos os tempos (até agora) está disponível no site 360 Cities. Se fosse impressa a 300dpi a foto teria 16 metros de largura. É uma foto panorâmica da cidade de Praga feita a partir de uma torre de TV (Saiba como a foto foi feita).
360Cities - Praga
Note que eu fiz um zoom de uma área da foto até conseguir ler uma placa de rua. Você consegue ver o rosto das pessoas, ver placas de carros, e até mesmo ver dentro de algumas casas.
Além da foto de Praga você pode encontrar milhares de outras fotos no site. Por exemplo, veja as fotos panorâmicas do Parque do Ibirapuera.

Terminada minha primeira semana de Motorola Milestone/Android 2.0, e pra resumir, continuo apaixonado.
O que eu mais gostei até agora:

  • A multitarefa. É tão funcional que você acaba ficando compulsivo, pois você está fazendo uma coisa e chega uma notificação do Twitter, das contas de email, do SMS, etc., e você pode ver tudo com um deslizar de dedo, sem ter que fechar nenhum aplicativo. E o melhor de tudo: não consigo perceber perda de performance por ter vários aplicativos abertos. Nota 10.
  • A integração com o Exchange. Consegui configurar duas contas corporativas com Exchange e mais duas particulares, tudo isso sincronizando as agendas e contatos. Aleluia!
  • A tela – enorme, brilhante, sensibilidade excelente. Só é bem ruinzinha pra usar no sol. E também é a culpada pelo aparelho ser um glutão de bateria
  • Os teclados, tanto o virtual como o físico. O teclado físico, que foi um dos motivos pra escolha do aparelho, eu uso bem menos do que eu imaginava, pois a ótima qualidade do teclado virtual é suficiente pra maioria das tarefas do dia. Só uso o físico pra mandar um email mais longo.
  • A velocidade da conexão, tanto 3G como WiFi. Usando o aplicativo Xtremelabs Speed Test cheguei a 1149 Kbps de download e 203 Kbps de upload. Bem decente, e faz o meu finado BlackBerry comer poeira
  • O Android Market. Aliado à velocidade da conexão você pode instalar um novo aplicativo em segundos. Aliado à multitarefa você pode deixar baixando um aplicativo, voltar pro Market pra escolher outro, e assim por diante
  • A qualidade de voz, cristalina, num bom volume. No entanto quando o volume está alto demais surgem alguns ruídos metálicos. Mesmo assim é um dos telefones digitais com melhor qualidade de voz que já peguei
  • A base multimídia. É o carregador de bateria mais bacana que eu já vi
  • Poder colocar um monte de widgets na tela. No meu desktop esquerdo deixo o widget do Youtube e do Facebook, mais os ícones de redes sociais. No desktop central deixo o widget da Agenda Corporativa e os ícones de mensageria, inclusive do Twitdroid. No desktop esquerdo deixo o widget de controle de Energia e o de Tempo, além dos ícones do Google (Maps, Gmail, Gtalk)
  • O Moto Phone Portal. Uma super-sacada da Motorola: ele abre um servidor web no telefone (é isso mesmo). Depois você vai num micro da sua rede WiFi e acessar tudo do telefone pelo micro. Você pode baixar as fotos e vídeos, ver os contatos e chamadas, ver os SMS, pode até mesmo configurar os toques do telefone. Pra quê software instalado no PC, não é mesmo?
  • O widget de controle de energia. Todo mundo sabe que o Bluetooth come bateria, mas é muito chato ter que entrar em menus de configurações pra desativá-lo, não? Com esse widget na tela basta um toque e ele liga ou desliga. Ele controla: WiFi, Bluetooth, GPS, sincronização de contas (Gmail, Outlook, Facebook) e o contraste da tela

O que eu menos gostei até agora:

  • Contraste da tela no sol
  • Teclado virtual na posição vertical é muito pequeno
  • A usabilidade como telefone. Senti falta de um botão físico pra desligar uma chamada em curso, ou pra ligar o alto-falante. Pra tudo você precisa acessar a tela de toque, o que nem sempre é prático
  • Jogos. Fala sério, com um hardware potente desses, uma tela enorme, e não tem um jogo que preste no Market…

O que eu odiei:

  • A bateria! Pra usar intensivamente o telefone em todo seu potencial você precisa plugá-lo no USB do computador no meio do dia pra dar uma reabastecida, senão não chega ao final do dia. Toda noite tem que colocar no cradle pra carregar (o que eu não ligo, pois é o rádio-relógio mais bacana que eu já tive…)

Os meus telefones anteriores foram um N95 (ainda uso), um MotoQ (argh!) e um BlackBerry Curve (arghhhh!). O BlackBerry foi desenhado pra ser usado por alguém que não está em nenhuma rede social e só usa a Internet pra trabalhar. Alguém que tenha uma vida social na Internet e goste de música, vídeos, jogos, não consegue viver com esse aparelho. Mesmo na praia dele, que deveria ser o email, ele deixa a desejar. Por exemplo, nunca consegui trabalhar com duas contas do Exchange decentemente.
Não fui pro iPhone pois não gosto nada da política fechada da Apple, apesar de reconhecer que é um excelente aparelho. Simplesmente penso que o iPhone e o Android apontam em públicos diferentes. O usuário do iPhone quer um aparelho moderno, quer desfrutar ao máximo da multimídia e internet, adora tecnologia, mas não propriamente é um criador de tecnologia. O usuário do Android quer liberdade pra fuçar e mexer no aparelho todo, quer desenvolver seus próprios aplicativos, e é ultra-conectado. A usabilidade e qualidade das aplicações ainda são superiores no iPhone.
Falando em aplicativos, o Android Market tem entre 16.000 (o número oficial) e 20.000 (a quantidade disponível hoje) aplicativos. É muito menos do que os mais de 100.000 do iPhone, mas é impressionante pela velocidade do crescimento. Os meus 10 aplicativos preferidos até o momento são:
1) Documents To Go – é fundamental em qualquer smartphone. A versão gratuita só permite leitura;
2) Evernote – pra fazer anotações rápidas;
3) Twitdroid – um excelente client do Twitter;
4) Google Sky Map – muito divertido, é uma luneta virtual. Basta apontar pro céu e você “vê” as constelações, planetas, etc. na exata posição em que você está;
5) Layar – o famoso browser de realidade aumentada do iPhone já tem uma ótima versão pro Android;
6) Shazam – aproxime o telefone de um rádio e ele reconhece a música que está tocando, com links pra comprar o disco, informações do disco, etc.
7) Skype Beta – apesar de alguns quirks, é outro item fundamental;
8) Backgrounds – acho que o mesmo do iPhone, vários backgrounds de alta qualidade;
9) Astro – um file browser que permite você acessar tudo (tudinho) na memória do aparelho. Isso não deve ter no iPhone…
10) Facebook – ainda pode melhorar, mas é um aplicativo fundamental e já quebra um bom galho.

Já fazia algum tempo que eu estava doido pra comprar um celular com Android. Nesta sexta-feira fui a uma loja da Vivo decidido a comprar um Samsung Galaxy, que eu já havia testado na loja-conceito Samsung Experience e gostado muito. No entanto foi difícil não perceber logo na entrada da loja o Motorola Milestone, que eu nem sabia que estava sendo lançado… Eu achava que a Motorola só ia lançar o Dext (exclusivo da Claro, com Android 1.6) e estava certo de que a minha única opção seria o Galaxy (ou um “importabando” do Boulevard da Paulista). O lançamento oficial do Milestone foi na quinta-feira, portanto era novidade quente. Quando o vendedor me informou que ele era a versão GSM do tão falado Motorola Droid (Veja o site especial do Droid na Verizon) e o primeiro com Android 2.0 não precisou de mais nada pra me convencer.

Como eu já disse, o Milestone é a versão GSM do incensado Droid, eleito pela TIME como gadget do ano.
Não é pra menos. Começando pela construção robusta como há muito não se via na Motorola (para quem teve um MotoQ como eu, a diferença de qualidade é perceptível no toque), pela enorme e brilhante tela sensível ao toque, um sistema operacional redondo e terminando com um teclado QWERTY físico, ele passa a sensação de qualidade desde o primeiro momento.

Motorola Milestone

A base multimídia é um charme todo à parte. Para carregar o Milestone basta um conector micro-USB, portanto o carregador é extremamente simples, sendo um pequeno adaptador de tomada com um conector fêmea USB. Você também pode carregar o Milestone com um cabo micro-USB/USB em um PC. Portanto a base multimídia não é um carregador, apesar de servir para carregar o aparelho. Basta você depositar o aparelho sobre a base, sem nenhuma pressão (o encaixe do micro-USB é perfeito), a tela se torna em um pequeno e charmoso porta-retratos e tocador de mídia digital, assumindo um formato de relógio com previsão do tempo, alarme e player multimídia. Realmente, carregar a bateria é um mero detalhe nesta base.

Como uso muito email, sempre achei que um teclado físico era fundamental e esse recurso me atraiu muito. No entanto a qualidade do teclado virtual me surpreendeu positivamente, e estou usando o teclado físico apenas para emails mais longos. Para SMS e qualquer outro uso o teclado virtual é excelente.

O Android 2.0 está muito redondo. A usabilidade é muito boa e vem com uma bom conjunto de aplicativos instalados. No entanto eu já esperava dificuldades para a integração com as ferramentas de trabalho, especialmente com o Outlook, já que eu uso duas contas de Exchange. Surpresa: configurei as duas contas do Exchange e a conta do Gmail em poucos minutos, incluindo os contatos e a agenda. 10 a 0 no meu BlackBerry que acabo de aposentar (com prazer).

Motorola Milestone

O complemento perfeito do Android é um processador extremamente rápido. Gravar vídeos em qualidade de DVD, assistir vídeos do YouTube HD ou rodar um jogo com som estéreo são possíveis graças ao processador. Sem falar da multitarefa, o maior diferencial em relação ao iPhone. Tem gente que questiona se você realmente precisa de multitarefa em um celular. Não sei quanto à maioria dos usuários, mas eu preciso. É muito prático atender um telefonema em viva-voz, abrir um navegador para encontrar alguma informação, abrir os contatos, ver um mapa no Google Maps, tudo ao mesmo tempo e sem desligar o telefonema.

No entanto todos estes recursos tem um preço. Para alimentar uma tela tão grande e um processador tão rápido, este telefone devora a bateria. Em dois dias de uso não consegui fazer a bateria durar o dia todo. Claro que nestes últimos dois dias estive usando os recursos ao máximo, usei jogos, usei muita internet (muito rápido, tanto no 3G como no WiFi), fiz vários downloads no Android Market, mas eu esperava que a bateria durasse pelo menos um dia completo. Este é um defeito de longa data da Motorola, pois o MotoQ também tinha uma bateria fraquinha. Outro ponto fraquinho é o fone de ouvido, que parece ser feito… bem, pela Motorola. Basta colocar um fone do iPhone pra sentir a diferença.

Pra quem andava decepcionado com a Motorola nos últimos tempos como eu, este parece ser o segundo grande acerto da Motorola no ano (o outro acerto na minha opinião é o Moto Cubo, posicionado para outro público). Eu já tinha ficado com uma excelente impressão do Dext, mas com o Milestone a Motorola se superou. Agora resta baixar o SDK do Android, arregaçar as mangas e começar a desenvolver.

Achei uns belos rabanetes no supermercado e como fazia calor pensei na hora em fatouche, a bela salada árabe. Existem algumas variações, depende do que você encontrar. Você pode fazer uma bela salada rasgando algumas folhas de alfaces variadas, picando rabanetes em rodelas finas e espalhando generosas pitadas de zaatar, uma mistura salgada de ervas. Para incrementar um pouco mais, reguei a salada com azeite e espalhei um pouco de queijo (tinha cottage na geladeira, acho que queijo de cabra tipo fetah ficaria perfeito) antes de polvilhar o zaatar. Você também pode colocar pepinos e sementes de romã.

Fatouche e Kebab com grão-de-bico

Para completar um almoço leve para um dia quente preparei um kebab improvisado com o que eu tinha. Eu tinha carne para strogonoff, em tiras, mais ou menos meio-quilo. Em uma tigela misturei a carne com uma cebola pequena picada, algumas folhas de hortelã, umas duas colheres de chá de ba-har (pimenta síria; se não tiver, coloque pitadas pequenas de canela, cravo e pimentas), umas pitadas de zaatar, sal a gosto. Deixei descansar por cerca de meia-hora. Aqueci o forno. Compactei bem a carne, embrulhei em papel alumínio e apertei mais um pouco. Assei no forno por cerca de 40 minutos, abri o papillote e deixei mais uns 5 minutos para completar o cozimento. Desta forma obtive uma carne saborosa, sem perder os sucos.

Para a guarnição da carne, cozinhei grão-de-bico por cerca de 15 minutos na pressão. Escorri e refoguei no azeite, sal e um pouco dos sucos da carne.

Servi com pão-folha (você pode usar o Rap10 ou pão sírio). Recheie com o que quiser, como um sanduíche.

No dia seguinte ainda tinha sobrado o grão-de-bico e rabanetes. Para completar o almoço e seguir nos sabores árabes preparei uma kafta recheada. Em uma tigela, misture carne moída, cebola picadinha, hortelã picada, sal, ba-har, zaatar (opcional) e deixe descansar um pouco. Dividi a carne em bolinhos e abri formando retângulos. Recheei cada retângulo com queijo cottage e fechei no formato de rolinhos. Embrulhei em papel alumínio e assei no forno, do mesmo jeito que o kebab.

Como sobremesa, preparei uma calda não muito grossa com um pouco de vinho branco, mel, açúcar, hortelã picada. Servi bolas de sorvete de creme cobertos com a calda de hortelâ. Ficou leve e refrescante.

Meu disclaimer: como sempre, gosto de me inspirar nos sabores e improvisar. Não pretendo dar receitas com medidas precisas, e posso cometer alguns deslizes para os puristas. Mas garanto que fica bom! :)

Continuo cozinhando com bastante freqüência, mas fazia tempo que não postava nada de cozinha aqui no blog.

Um dos livros que estou lendo atualmente é República Gastronômica da China, de Jen Liu-Liu. Uma jovem jornalista norte-americana de origem chinesa se muda para a China em busca das suas origens e se matricula em uma escola de culinária profissional.

O livro é de fácil leitura, pois intercala pequenas passagens do seu dia-a-dia, como a compra de um cutelo, com pequenas receitas tradicionais, formando um entrecho saboroso. As receitas são do jeito que eu gosto: sem formalidades, com medidas imprecisas e muito improviso. A certa altura a professora diz à aluna: “se você quiser mais sabor, coloque mais molho de soja; se quiser menos, coloque menos”. Simples assim, como a cozinha honesta deve ser.

Daqui a pouco começa o show ao vivo do Foo Fighters pelo Facebook. Não me animei pra ver o show do U2 pelo YouTube, mas este eu não posso perder! Vai ser hoje, 30/10 à meia-noite.
Neste momento estou testando a conexão do meu Revo, ficou show de bola (estou postando nele). Uma dica: se você quiser ver em tela cheia vá direto ao site da LiveStream, pois o player do Facebook está com o botão de maximizar desativado. Não foi falha do Facebook: se você maximizar o player você não poderia interagir com os outros usuários.
A difusão de músicas pela internet até ajuda a aumentar a popularidade das grandes bandas e aumentar a procura pelos seus shows. No entanto, a transmissão ao vivo e gratuita de shows pela internet vai totalmente na contramão. Mais estranho ainda é que a transmissão visa divulgar o novo álbum do Foo Fighters. Os fãs (eu incluído) vão acabar comprando o disco, mas vai ser curioso acompanhar a vendagem pra entender se a estratégia deu certo. A conferir.

Estive na Espanha recentemente e visitei o showroom da Acer. Acabei me apaixonando pelo nettop Acer Aspire Revo, um gadget perfeito pra ter na sala. Um nettop é basicamente um netbook, só que sem tela e sem teclado, pra ser ligado na TV. Como o processador dos netbooks geralmente é muito fraquinho (esse tem um Atom 230), a grande sacada da Acer foi incluir o chipset Ion da NVidia, que vem a ser uma placa aceleradora equivalente a uma GeForce 9400, com saída HDMI.
Vamos fazer o unboxing.

Unboxing Revo 2Unboxing Revo 3Teclado Goldship Media Center 1Teclado Goldship Media Center 2
A qualidade do acabamento é excelente, pelo preço do produto (290 euros). A caixa é de boa qualidade e o produto é bem acondicionado, contendo o nettop, uma base de acrílico, um suporte para fixar no monitor (de forma que fique totalmente oculto), um teclado e um mouse COM fios, um guia de instalação rápida e alguns folhetos de garantia nas línguas mais estranhas. Senti falta de algum CD para recuperação do sistema, já que os softwares para reinstalação não vem nem no disco rígido.
O teclado é bem charmoso, imitando o estilo da Apple, branco e com teclas quadradinhas, no entanto ele tem fio! Se ele foi concebido pra ser um micro de home theather, por que raios ele vem com um teclado desses? Essa é a grande pisada na bola da Acer. Como eu já tinha pensado em comprar outro teclado por causa do layout (veja adiante), não foi um grande problema, mas considero uma falha de projeto.
Os norte-americanos serão mais bem tratados: o modelo que será lançado lá terá processador Dual Core e teclado wireless.
Agora o que ele tem de bom (veja as fotos acima):

  • Na parte frontal: leitor de cartões, porta SATA, conectores de áudio; na esquina do gabinete tem uma porta USB bem escondida por uma borrachinha;
  • Na parte superior: uma porta USB;
  • Na traseira: saída HDMI, saída VGA, 4 portas USB, porta Ethernet
  • A placa de vídeo – qualquer vídeo Full HD fica maravilhoso, em 1080p, com a qualidade de um BluRay. É preciso usar o player da Sonic, pois ele é otimizado para usar a GPU

O que podia ser melhor:

  • O processador Atom 230 é sofrível. Qualquer coisa é lenta, até abrir o Painel de Controle. A única exceção é toda funcionalidade multimídia, incluindo o Windows Media Center, que rodam redondos. Para o objetivo do produto, o custo-benefício acaba sendo excelente;
  • Teclado e mouse com fio – sem explicação…
  • O sinal Wi-Fi dele é incrivelmente fraco. Não sei se um netbook da Acer teria o mesmo problema, mas a conexão dele é extremamente instável em um lugar onde outros notebooks dão sinal forte. Até troquei o router por um 802.11n, com pouca melhora;
  • Devia vir pelo menos um CD de restauração da instalação

Duas boas dicas que surgiram na instalação deste equipamento. A primeira delas foi a troca do idioma. Imagino que muita gente que compra um micro no exterior gostaria de poder trocar o idioma para o Português, no entanto o Vista Home e Home Premium não permitem a troca. Achei um utilitário chamado Vistalizator, que troca o idioma de forma bastante competente. Nem preciso dizer que este utilitário não é oficial…
A segunda boa dica foi o teclado multimídia que encontrei na Santa Ifigênia. Eu estava namorando um Logitech Dinovo Mini, no entanto é bem difícil encontrá-lo no Brasil, e principalmente num preço razoável. Outro modelo legal é o Logitech Dinovo Edge, mas o preço dele é impraticável: R$ 1.200 foi o melhor que consegui. Dá até vontade de perguntar, “mas eu queria só o teclado, sem o micro”…
Batendo perna na Santa Ifigênia encontrei um teclado da Goldship, de tamanho reduzido, com trackball embutido e 20 botões multimídia (volume, troca de faixa, controles do browser, etc.). Apesar da qualidade inferior (algumas rebarbas no plástico, dá impressão que o trackball metálico vai descascar em breve, etc.), não dá pra reclamar pelo preço que paguei: R$ 180. Dá pra sentar confortavelmente no sofá e operar o media center remotamente, e até navegar na internet.

Hoje a Amazon anunciou o lançamento do Kindle, o leitor de e-books e gadget dos sonhos de muitos, agora também para uso fora dos Estados Unidos. O Kindle estará disponível a partir de 19 de Outubro, mas as reservas já estão sendo aceitas. Vou ter que conter o comichão pois nem acabei de instalar meu brinquedinho novo (um nettop Acer Aspire Revo para o home theather, comento no próximo post).
Em resumo, o Kindle é uma sacada genial da Amazon, que já detinha toda a cadeia de valor para a venda de livros, a logística e os clientes. Numa parceria com a Sprint, eles montaram uma rede de dados por celular (GPRS e 3G), chamada Whispernet, para uso exclusivo pelo Kindle para baixar conteúdos. A Sprint é remunerada por uma comissão da venda dos livros, e portanto você não paga nada (ou não percebe) por usar a Whispernet, ou seja, sem contas de dados. Como você ainda pode “degustar” trechos dos livros, a distância entre o leitor e uma nova compra é ainda menor do que num site de e-commerce: basta alguns poucos cliques e você já começa a ler o seu livro novo! Para os usuários internacionais o conceito é parecido, mas a parceria é com a AT&T. Ou seja, nós também não vamos pagar pelo tráfego para comprar conteúdos. O único caso onde você paga o tráfego é quando um usuário norte-americano estiver fazendo roaming internacional.
Preço do Kindle para o Brasil
Quanto vai custar a brincadeira? Pela simulação no site da Amazon, o produto que custa US$ 279.00, com frete e impostos de importação salta para US$ 585.32. É, meu caro amigo brasileiro, você está pagando 2,1 vezes mais pelo mesmo produto.
Uma dica pra conversão rápida de dólares para reais usando o Bing: basta entrar com a pesquisa “USD 999 to BRL (ou Real)”.
Preço do Kindle para o Brasil
Uma triste constatação: pagamos caro de mais por tecnologia, conhecimento, cultura. O Brasil finalmente está entrando no cenário mundial. Somos a bola da vez: somos BRIC, temos o pré-sal, temos a Copa, as Olimpíadas, um presidente que “é o cara”. Pra que todo esse foguetório não vire só um traque precisamos investir em educação, pesquisa e reduzir o absurdo custo Brasil.

Alguns produtos ou objetos conseguem se tornar símbolos do seu tempo, sejam por suas qualidades de fato ou simplesmente pelo efeito de manada (se todos tem, eu também preciso). Quem discorda que um iPhone ou um MacBook são um atributo fashion que atire o primeiro sapato Prada… Citando Coco Channel “O luxo é algo absolutamente supérfluo, mas absolutamente indispensável”, ou uma citação mais nobre de Sêneca “É pelas coisas supérfluas que os homens suam”.

Eu fico intrigado com os produtos da Apple pois eles são realmente brilhantes em alguns aspectos, mas muita gente (e bota muita nisso) os adota mais pelo status obtido do que pelo benefício real. Certamente você conhece alguém que adora sacar o seu iPhone, mas mal sabe usar o aparelho. O mesmo se passa com os MacBooks, que estão começando a pipocar nas reuniões, nos aeroportos, etc.

Flagrei um exemplo bizarro em uma viagem recente. O cartaz do cybercafé de um hotel bacana anunciava “conexão à internet com um iMac de última geração”. Vi aqueles monitores lindos de 21″, mas ao chegar perto… que susto!
iMac Windows

De que adianta um hardware daqueles pra usar um Windows XP peladão, com Internet Explorer? Tinha até o Safari instalado, mas o aplicativo do cybercafé abria o IE por padrão! Mas o pior é que já ouvi gente falando que ia colocar o Windows num MacBook, pois estava achando muito complicado rodar o dito cujo em uma máquina virtual. Vê se pode… Comprar um MacBook e instalar Windows é jogar fora tudo o que o MacOS tem de bom (por sinal, uma excelente implementação Unix), pois o hardware agora já é quase um PC mesmo. Dito de outra forma, é comprar um perfume pela marca ou pela embalagem bonita, mesmo sem saber se cheira (ou fede…).

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