Várias cidades comemoram nesta época a florada das cerejeiras em tradicionais festas japonesas. Como fazemos todos os anos, fomos atrás do melhor Yakisoba: na Festa da Cerejeira de Suzano!
Esta foi a XXIII edição, no Bunkyo (Associação Cultural) de Suzano. Apesar de ser uma festa relativamente nova, esse costume de comer Yakisoba lembra da minha infância, quando Suzano (minha terra natal) ainda era conhecida como Cidade das Flores, e ainda existia a festa da Bienal das Flores. Que delícia! É muito legal você ver o preparo do Yakisoba. São pelo menos umas dez chapas, dessas de lanchonete, como na foto aí do lado, onde eles fritam (yaki) o macarrão (soba; aha!). Do outro lado, um batalhão de senhoras japonesas, além dos netos e familiares, cortam caixas e mais caixas de legumes frescos e preparam tudo em enormes tachos. Deve ter umas 30 a 40 pessoas envolvidas no preparo a cada momento; é impressionante.
Além do famoso Yakisoba, você pode provar o Udon (sopa de macarrão), Harumaki (os rolinhos de primavera), Makisushi (aquele sushi mais tradicional, de pneuzinho)…
Mas a festa não é só comilança. Você pode jogar uma emocionante (!) partida de Gateball, um cricket japonês.
A minha atração preferida é a apresentação de taikô (tambor japonês). Na primeira “música”, além do palco eles ocuparam também as primeiras filas da platéia. Era possível sentir o chão tremer!
O SESC Paulista está com uma super-programação sobre diferentes aspectos da cultura japonesa. O projeto se chama Tokyogaqui, que pode ser “a imagem de Tóqui aqui” ou “cópia barata de Tóquio”.
No quinto andar você vai ver os ícones da cultura pop de várias épocas, a começar pelos vídeos originais do Godzilla, que o recepcionam logo na saída do elevador. Um palco de karaokê de J-pop é frequentado por animadores competentíssimos e os visitantes que encararam subir no palco não desafinaram. Vitrines com centenas de bonecos e miniaturas, algumas infantis outras nem tanto, dividem o espaço com video-games de última geração e revistas em quadrinhos. Você também pode virar mangá aos sábados, como eu, com os desenhistas da equipe do Fábio Shin
No nono andar, uma comovente exposição em homenagem aos 101 anos de Kazuo Ohno, bailarino de butô ainda vivo. A ambientação escura favorece a introspecção. Vídeos de Kazuo Ohno quando ainda atuava e os bailarinos de butô ao-vivo, movendo-se/dançando em meio aos visitantes, dão uma idéia do que é esta moderna arte de dança japonesa.
Quando estão tristes ou contentes, vocês não conseguem enxergar nada. Fecham os olhos e não vêem mais nada. Mas não é possível dançar de olhos fechados. Os olhos devem estão bem abertos e dança-se sem olhar. Kazuo Ohno
A Comedoria, na cobertura, foi transformada em um barzinho japonês, com direito a karaokê e decoração típica. Não deixe de visitar a cobertura, nem que seja para ter uma vista privilegiada da Av. Paulista.
Neste final de semana fomos visitar a Festa da Cerejeira, em Suzano-SP (minha cidade-natal, que fica cerca de 60 Km de São Paulo). Gravei um pedaço da apresentação infantil de Taikô, muito boa. É uma pena que a resolução do vídeo do meu celular seja tão ruim. O Yakisoba da Festa da Cerejeira é o mais gostoso de todos!
Quando voltamos a São Paulo demos uma passadinha no Festival das Estrelas, na Liberdade.
O festival japonês é derivado de tradições chinesas, e celebra o encontro das estrelas Vega e Altair. A Via Láctea é um rio que separa estes dois amantes, que só podem se encontrar uma vez ao ano, no sétimo dia do sétimo mês lunar.
No ano que vem não deixe de visitar as festas japonesas! Em 18 de Junho de 2008 será comemorado o centenário da imigração japonesa no Brasil e os preparativos já começaram. Certamente as celebrações serão inesquecíveis!