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Duofel: 30 anos
Na sua série Batique, a OSUSP – Orquestra Sinfônica da USP, vem experimentando a aproximação com a música popular. O convidado dos dias 11 e 12 de Maio foi o Duofel, que está completando 30 anos em 2008. Em Setembro a OSUSP se apresentará no Auditório Ibirapuera, pela mesma série, com Nelson Ayres, e em Outubro com a escola de dança Pulsarte. O Auditório Ibirapuera já vale a visita; a foto deste post ilustra a escultura de Tomie Ohtake no hall principal.

Eu nunca havia assistido uma apresentação ao vivo de violão e orquestra, apesar do Duofel ter tocado anteriormente com a Jazz Sinfônica (por sinal, a Jazz Sinfônica toca nos dias 25 e 26 de Abril no Auditório). O resultado é fantástico, com adaptações bem arranjadas para orquestra e sem perder o sabor popular. Nas primeiras duas músicas a percussão sobressaiu demasiado para o meu gosto, sobrepondo os solos de violão, além do toque demasiado “latino” com gosto de salsa. A partir daí a harmonia foi maior, com interpretações inspiradas. A inspiração latina continua, com um gostinho de Paco de Lucía ou o violão romântico de Andrés Segovia, como em Do Outro Lado do Oceano. O duo tira sons inusitados dos violões com arcos de rabeca e frouxolão. O auge foi a explosão de energia no encerramento, fazendo a orquestra a beirar a atonalidade.
Quem quiser conhecer um pouco do Duofel, recomendo o disco com Badal Roy, percussionista indiano. Falando em violão, não deixe de conhecer mais de Andrés Segovia, um dos maiores (se não o maior) violonista de todos os tempos e o maior intérprete de Bach no instrumento.