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Primeira Semana de Android
Terminada minha primeira semana de Motorola Milestone/Android 2.0, e pra resumir, continuo apaixonado.
O que eu mais gostei até agora:
- A multitarefa. É tão funcional que você acaba ficando compulsivo, pois você está fazendo uma coisa e chega uma notificação do Twitter, das contas de email, do SMS, etc., e você pode ver tudo com um deslizar de dedo, sem ter que fechar nenhum aplicativo. E o melhor de tudo: não consigo perceber perda de performance por ter vários aplicativos abertos. Nota 10.
- A integração com o Exchange. Consegui configurar duas contas corporativas com Exchange e mais duas particulares, tudo isso sincronizando as agendas e contatos. Aleluia!
- A tela – enorme, brilhante, sensibilidade excelente. Só é bem ruinzinha pra usar no sol. E também é a culpada pelo aparelho ser um glutão de bateria
- Os teclados, tanto o virtual como o físico. O teclado físico, que foi um dos motivos pra escolha do aparelho, eu uso bem menos do que eu imaginava, pois a ótima qualidade do teclado virtual é suficiente pra maioria das tarefas do dia. Só uso o físico pra mandar um email mais longo.
- A velocidade da conexão, tanto 3G como WiFi. Usando o aplicativo Xtremelabs Speed Test cheguei a 1149 Kbps de download e 203 Kbps de upload. Bem decente, e faz o meu finado BlackBerry comer poeira
- O Android Market. Aliado à velocidade da conexão você pode instalar um novo aplicativo em segundos. Aliado à multitarefa você pode deixar baixando um aplicativo, voltar pro Market pra escolher outro, e assim por diante
- A qualidade de voz, cristalina, num bom volume. No entanto quando o volume está alto demais surgem alguns ruídos metálicos. Mesmo assim é um dos telefones digitais com melhor qualidade de voz que já peguei
- A base multimídia. É o carregador de bateria mais bacana que eu já vi
- Poder colocar um monte de widgets na tela. No meu desktop esquerdo deixo o widget do Youtube e do Facebook, mais os ícones de redes sociais. No desktop central deixo o widget da Agenda Corporativa e os ícones de mensageria, inclusive do Twitdroid. No desktop esquerdo deixo o widget de controle de Energia e o de Tempo, além dos ícones do Google (Maps, Gmail, Gtalk)
- O Moto Phone Portal. Uma super-sacada da Motorola: ele abre um servidor web no telefone (é isso mesmo). Depois você vai num micro da sua rede WiFi e acessar tudo do telefone pelo micro. Você pode baixar as fotos e vídeos, ver os contatos e chamadas, ver os SMS, pode até mesmo configurar os toques do telefone. Pra quê software instalado no PC, não é mesmo?
- O widget de controle de energia. Todo mundo sabe que o Bluetooth come bateria, mas é muito chato ter que entrar em menus de configurações pra desativá-lo, não? Com esse widget na tela basta um toque e ele liga ou desliga. Ele controla: WiFi, Bluetooth, GPS, sincronização de contas (Gmail, Outlook, Facebook) e o contraste da tela
O que eu menos gostei até agora:
- Contraste da tela no sol
- Teclado virtual na posição vertical é muito pequeno
- A usabilidade como telefone. Senti falta de um botão físico pra desligar uma chamada em curso, ou pra ligar o alto-falante. Pra tudo você precisa acessar a tela de toque, o que nem sempre é prático
- Jogos. Fala sério, com um hardware potente desses, uma tela enorme, e não tem um jogo que preste no Market…
O que eu odiei:
- A bateria! Pra usar intensivamente o telefone em todo seu potencial você precisa plugá-lo no USB do computador no meio do dia pra dar uma reabastecida, senão não chega ao final do dia. Toda noite tem que colocar no cradle pra carregar (o que eu não ligo, pois é o rádio-relógio mais bacana que eu já tive…)
Os meus telefones anteriores foram um N95 (ainda uso), um MotoQ (argh!) e um BlackBerry Curve (arghhhh!). O BlackBerry foi desenhado pra ser usado por alguém que não está em nenhuma rede social e só usa a Internet pra trabalhar. Alguém que tenha uma vida social na Internet e goste de música, vídeos, jogos, não consegue viver com esse aparelho. Mesmo na praia dele, que deveria ser o email, ele deixa a desejar. Por exemplo, nunca consegui trabalhar com duas contas do Exchange decentemente.
Não fui pro iPhone pois não gosto nada da política fechada da Apple, apesar de reconhecer que é um excelente aparelho. Simplesmente penso que o iPhone e o Android apontam em públicos diferentes. O usuário do iPhone quer um aparelho moderno, quer desfrutar ao máximo da multimídia e internet, adora tecnologia, mas não propriamente é um criador de tecnologia. O usuário do Android quer liberdade pra fuçar e mexer no aparelho todo, quer desenvolver seus próprios aplicativos, e é ultra-conectado. A usabilidade e qualidade das aplicações ainda são superiores no iPhone.
Falando em aplicativos, o Android Market tem entre 16.000 (o número oficial) e 20.000 (a quantidade disponível hoje) aplicativos. É muito menos do que os mais de 100.000 do iPhone, mas é impressionante pela velocidade do crescimento. Os meus 10 aplicativos preferidos até o momento são:
1) Documents To Go – é fundamental em qualquer smartphone. A versão gratuita só permite leitura;
2) Evernote – pra fazer anotações rápidas;
3) Twitdroid – um excelente client do Twitter;
4) Google Sky Map – muito divertido, é uma luneta virtual. Basta apontar pro céu e você “vê” as constelações, planetas, etc. na exata posição em que você está;
5) Layar – o famoso browser de realidade aumentada do iPhone já tem uma ótima versão pro Android;
6) Shazam – aproxime o telefone de um rádio e ele reconhece a música que está tocando, com links pra comprar o disco, informações do disco, etc.
7) Skype Beta – apesar de alguns quirks, é outro item fundamental;
Backgrounds – acho que o mesmo do iPhone, vários backgrounds de alta qualidade;
9) Astro – um file browser que permite você acessar tudo (tudinho) na memória do aparelho. Isso não deve ter no iPhone…
10) Facebook – ainda pode melhorar, mas é um aplicativo fundamental e já quebra um bom galho.





